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Já pensou em alugar um celular em vez de comprar? Entenda se o modelo compensa

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Assinatura de eletrônicos é uma opção no Brasil

O iPhone 12 chegou ao Brasil com preço recorde , mas já tem empresas oferecendo formas de ter o celular de um jeito mais acessível. E a maneira é assinar o smartphone em vez de comprá-lo, modelo que vem ganhando cada vez mais destaque. 

Em agosto deste ano, o Itaú lançou o programa “iPhone pra Sempre”, no qual os clientes do banco pagam um valor fixo mensal para ter sempre o último iPhone do mercado em mãos. Na prática, é como se o smartphone fosse alugado.

É justamente o que oferece a empresa mineira Allugator , que se define como a maior plataforma de aluguel e assinatura de eletrônicos da América Latina. Nela, clientes podem assinar celulares, smartwatches , notebooks, câmeras fotográficas, consoles e até fones de ouvido.

Como funciona a assinatura de eletrônicos

De acordo com Cadu Guerra, CEO da Allugator, o objetivo principal é que os dispositivos sejam ofertados de forma mais acessível e prática . Um iPhone 12 Pro Max , lançado no Brasil por R$ 14 mil, por exemplo, pode ser assinado na plataforma por R$ 4.420 ao ano, em até 12 parcelas. 

No geral, a Allugator cobra pouco mais de 30% dos produtos por ano, permitindo que a assinatura seja renovada pelo cliente. Após três anos, o dispositivo pode ser adquirido sem custo adicional. É como se o parcelamento fosse bastante estendido. 

Mas não é só isso. Cadu explica que o objetivo da empresa é mudar a forma como os bens são consumidos, dando destaque para a ideia de assinatura . “Para o brasileiro, ter propriedade é meio que sinônimo de sucesso. O brasileiro sempre ligou muito o aluguel e a assinatura à uma posse temporária, como quem diz: estou pagando por uma coisa que nunca vai ser minha. E isso não é verdade”, opina o empreendedor mineiro. 

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Ele acrescenta, ainda, que tem visto o mercado mudar e que, quando o assunto são os eletrônicos , essa sensação de posse é falsa. “No frigir dos ovos, a gente sempre está comprando o acesso às coisas e nunca a propriedade. Porque quando a gente está falando de tecnologia, por exemplo, você está comprando um iPhone 11 hoje, daqui a três anos esse celular ja nao vai estar mais atualizado. Daqui a quatro ou cinco anos, no máximo, você vai ser obrigado a trocar”, argumenta. 

Brasileiro como alvo

A marca acredita que “comprar não faz mais sentido”, mas admite que, hoje, seu público é majoritariamente jovem e, portanto, composto por pessoas que estão mais adeptas à inovação. Para Cadu, existem dois públicos principais: aqueles que assinam pela acessibilidade, ou seja, para realizar o sonho do iPhone próprio , e aqueles que assinam pela praticidade, já que a empresa oferece seguro, manutenção e troca de aparelho por um valor mensal.

O CEO ainda diz que o público brasileiro é quase que ideal para o consumo de eletrônicos por assinatura, já que os dispositivos têm chegado muito caros por aqui. “Esse querer e não poder, com o qual o brasileiro tem que lidar, está deixando de ser uma realidade à medida que a gente trabalha vendendo o consumo do acesso e não o consumo da propriedade”, opina.

Ele ainda menciona a mudança no mercado de carros, com a ascensão do aluguel em detrimento da compra. A Localiza , por exemplo, tem o programa Meoo, que apela para a frase “viva a liberdade de ter um carro por assinatura”, e sugere que a decisão é mais prática, econômica e tranquila que a compra de um veículo.

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Cadu enxerga semelhanças nesse modelo e na assinatura de eletrônicos . Ele também traça o paralelo entre a compra de DVDs e a assinatura da Netflix e espera que, no futuro, o mercado brasileiro tenha mais empresas realizando o mesmo trabalho que a Allugator. 

“A gente já está há bastante tempo preparado para lidar com a entrada de grandes varejistas nesse mercado. E a gente não vê isso com olhos negativos, a gente acha que quanto mais soluções tiver, quanto melhor o consumidor estiver atendido, melhor. A nossa missão é mudar o consumo do mundo, fazer as pessoas consumirem acesso ao invés de propriedade, porque a gente entende que é melhor”, afirma. 

Vale a pena assinar um celular?

Por mais que o mercado tenha investido nesse tipo de solução e o número de clientes que assinam produtos eletrônicos esteja aumentando, a decisão depende muito do consumo de cada um. 

Na prática, o aluguel de smartphones tende a compensar principalmente para quem costuma trocar de celular todo ano. Nesse caso, pagar um valor fixo mensal é quase como ter um parcelamento maior, não pagar o valor cheio do dispositivo e ainda não se preocupar com vender o celular quando quiser trocá-lo. 

Além disso, o modelo é atrativo, sobretudo, para celulares mais caros – aliás, apenas modelos topo de linha estão disponíveis tanto na Allugator como no programa do Itaú.

Em ambos os programas, o cliente pode optar por adquirir o celular no final do contrato. Ele também pode trocar o contrato por outro modelo de smartphone ou simplesmente devolver o celular.

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Megavazamento pode trazer prejuízos a todos os brasileiros; saiba o que fazer

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Dados vazados expuseram quase todos os brasileiros
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Dados vazados expuseram quase todos os brasileiros

O vazamento que expôs dados de quase todos os brasileiros , ultrapassando 220 milhões de CPFs tem deixado muita gente preocupada. E não é para menos: muito pior do que se esperava , o banco de dados inclui várias informações de cada uma dessas pessoas – vivas ou mortas -, como foto, endereço, telefone, e-mail e salário.

O problema é que, com tanta gente exposta, fica difícil saber quem está no meio e pode sofrer as possíveis consequências. Marco DeMello, presidente executivo da PSafe, empresa que foi a primeira a reportar o caso, disse ao Estadão que, dada a magnitude do vazamento , é difícil que algum brasileiro tenha ficado de fora. “A essa altura, todos os CPFs brasileiros estão nessa base de dados roubada. Estão lá meus familiares, meus sócios, minha equipe e qualquer coisa que eu pesquiso nos extratos. É assustador”, afirmou.

De acordo com apuração do Tecnoblog, todos os 223 milhões  CPFs estão expostos gratuitamente, enquanto o restante dos dados está à venda na internet por valores que variam de US$ 0,075 a US$ 1 por CPF.

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Isso significa que as informações podem ser compradas por cibercriminosos , que podem usá-las para aplicar diversos tipos de golpes, sobretudo os financeiros.

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Com os tipos de dados presentes no vazamento, é possível que os golpistas assumam a identidade da vítima para fazer uma dívida, por exemplo. Além disso, é possível que as informações sejam usadas para praticar a chamada engenharia social, convencendo a vítima de que ela precisa passar mais dados – ou até dinheiro. Um CPF e um endereço roubados podem, por exemplo, serem usados para gerar um boleto tão legítimo que a vítima vai acreditar que deve pagá-lo.

Outra opção é que os criminosos usem dados de pessoas com mais visibilidade, como políticos ou executivos de alto cargo para extorquir dinheiro.

Por isso, é preciso que todas as pessoas estejam atentas a movimentações em contas e contatos por telefone, e-mail ou mensagem que sejam suspeitos. Caso algo fora do comum aconteça, o ideal é formalizar um boletim de ocorrência.

Por enquanto, ainda não se provou de onde vieram os dados vazados . Informações presentes no banco ligam as informações à empresa de análise de crédito Serasa Experian . A companhia nega relação e diz investigar o caso.

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