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Fall Guys se torna grátis com crossplay em consoles e PC nesta terça

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Fall Guys se torna gratuito
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Fall Guys se torna gratuito

Fall Guys enfim se tornou gratuito para jogar em todas as plataformas. A partir desta terça-feira (21), o game pode ser baixado sem custo adicional no PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch. Além disso, o jogo recebeu suporte a crossplay e progressão cruzada, graças a uma parceria com a Epic Games.

Como Fall Guys deixou de ser pago, a desenvolvedora Mediatonic precisou implementar mecânicas de microtransações para conseguir lucrar com o jogo. Isso inclui um novo Passe de Temporada com skins e outros itens cosméticos, além de uma moeda digital inédita — a Show-Bucks —, que permite comprar mercadorias na loja interna do game.

É possível adquirir Show-Bucks com dinheiro real. Contudo, também dá para garantir 300 Show-Bucks de graça ao jogar e evoluir o nível da conta. Já o Passe de Temporada oferece 1.200 Show-Bucks a todos os jogadores que alcançarem o nível máximo.

Vale mencionar que, em comemoração à mudança de Fall Guys para o modelo gratuito, a Mediatonic está oferecendo o primeiro Passe de Temporada de graça a todos os jogadores que haviam adquirido o game antes de hoje. Basta entrar na conta e resgatar o Pacote Lendas, que também desbloqueia alguns itens cosméticos exclusivos.

Além da mudança na monetização, Fall Guys recebeu novas fases, modos de jogo inéditos, como o Hex-A-Ring, o VoleiFall e o Circuito de Velocidade. O game também tem novidades em mecânicas, incluindo The Blast Ball, Jump Rope e Bouncy Floors.

Fall Guys não está mais no Steam

Por fim, é importante dar um aviso aos jogadores do Steam. Com a chegada de Fall Guys a outras plataformas, a Mediatonic decidiu remover o game do Steam. Jogadores que compraram o título por lá ainda podem atualizá-lo, porém não é mais possível comprar a licença ou fazer o download. A partir de hoje, a única forma de jogar Fall Guys no PC é pelo launcher da Epic Games.

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Meta negligencia Brasil no combate à desinformação, diz ex-funcionária

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Frances Haugen em audiência na Câmara dos Deputados
Reprodução/YouTube/Câmara dos Deputados

Frances Haugen em audiência na Câmara dos Deputados

Frances Haugen, ex-funcionária e delatora do Facebook, responsável por vazar os  Facebook Papers no ano passado, afirma que a Meta não dá a devida atenção às eleições brasileiras, permitindo a circulação de desinformação e discurso de ódio em suas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp.

“O Facebook não tem transparência em relação a quais sistemas de moderação de conteúdo existem e em quais idiomas. Eu sou muito cética de que há cobertura igual em inglês e em português brasileiro”, disse ela, durante audiência pública das comissões de Legislação Participativa e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (5).

Haugen argumentou que, durante as eleições estadunidenses de 2020, o Facebook adicionou diversas camadas de proteção contra desinformação na rede social, e que algo semelhante deveria ser feito no Brasil. Segundo ela, as medidas podem ser implementadas com facilidade, mas a empresa opta por não fazê-lo porque isso poderia diminuir seus lucros.

“O Brasil merece o mesmo nível de investimento que houve nos Estados Unidos, ou ainda maior, já que o processo eleitoral brasileiro depende muito mais dos aplicativos da empresa do que o norte-americano”, argumentou, lembrando da importância do WhatsApp no contexto eleitoral do Brasil.

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Haugen afirma que a Meta poderia implementar soluções tanto no Facebook quanto no WhatsApp e no Instagram a tempo de ajudar a garantir a democracia nas eleições presidenciáveis deste ano. Para ela, não fazê-lo é uma “falta de respeito” com o povo brasileiro.

Falta de transparência

Durante a audiência pública, a ex-funcionária do Facebook afirmou que a empresa age sem transparência, e que esse é um dos maiores motivos pelos quais ela não modera conteúdo adequadamente.

“O Facebook intencionalmente tem negado acesso às suas informações. Eles não querem que o ecosssistema de regulação opere, não querem que reguladores entendam como a plataforma funciona. Eles escondem todas as coisas importantes”, disse.

Haugen lembra que não é possível saber, por exemplo, como funciona a moderação de conteúdo feita por pessoas. Pesquisas já mostram que as redes sociais, no geral, não têm o mesmo rigor ao moderar conteúdo em inglês e em outras línguas, negligenciando países como o Brasil, onde desinformação e discurso de ódio circulam mais livremente.

“Se eu soubesse que há uma ou duas pessoas trabalhando nas eleições brasileiras, eu ficaria surpresa”, afirmou Haugen. “É inaceitável que eles operem às escuras quando há esse histórico de negligenciar o Brasil”.

Nesse sentido, a ex-funcionária elogiou o PL das Fake News, que deve ser votado pela Câmara dos Deputados em breve. Para ela, há alguns dispositivos falhos no texto, mas a exigência de transparência das plataformas é essencial. Por isso, ela aconselhou a aprovação do PL, que considera “uma exclente oportunidade para o Brasil” avançar na legislação sobre redes sociais.

“O Brasil merece saber quanto esforço está sendo investido por parte do Facebook em moderação de conteúdo e segurança, e merece saber até que nível há equidade linguística entre inglês e português”, opinou.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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