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Entenda o que é Metaverso, a realidade do futuro

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Reunião com avatares criada pelo Facebook
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Reunião com avatares criada pelo Facebook

Muito tem sido falado sobre o Metaverso, sobretudo depois que o  Facebook anunciou a criação do ambiente virtual. A ideia é que o conceito expanda toda a aplicação de metadados para o nosso dia a dia no mundo físico.

Veja abaixo o que é Metaverso — que muitos chamam de realidade do futuro — e como essa tecnologia poderá revolucionar a nossa forma de consumir conteúdos de entretenimento e compras efetivas de produtos. A fusão do mundo virtual e físico nessa escala pode ser muito vantajosa, mas como toda a tecnologia, envolve seus riscos.

O universo de metadados

Bem-vindo ao Metaverso, o local onde realidades digitais alternativas interagem com pessoas trabalhando, se divertindo e socializando. Podemos chamá-lo de Metaverso — mundo do espelho, aquilo que está por trás do véu da realidade — AR Cloud, Magicverse, Internet espacial ou Live Maps, mas uma coisa é certa, está chegando e pode ser um grande negócio.

O conceito já existe, mas as limitações de aplicabilidade ainda são grandes. Tirando todo o hype dos fãs do universo Cyberpunk, a realidade pode estar mais próxima de dados auxiliares.

Um conceito criado na ficção científica?

Toda a nossa tecnologia um dia foi chamada de ficção científica, então essa definição é correta. Neal Stephenson criou o termo “Metaverso” em seu romance de 1992, Snow Crash, onde se referia a um mundo virtual 3D habitado por avatares de pessoas reais.

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Muitas outras mídias de ficção científica incluem sistemas do tipo — em alguns casos, anterior ao Snow Crash. Apesar disso, o livro de Stephenson continua sendo um dos pontos de referência mais comuns para entusiastas do Metaverso, junto com o romance Ready Player One de 2011 de Ernest Cline. O Metaverso seria o substituto natural da internet como conhecemos.

Como funcionará no mundo real?

Basicamente, teremos a interação de dados que hoje pesquisamos e compartilhamos na internet, ao alcance de um visor — como um óculos, por exemplo — somados a nossa visão física enquanto interagimos com o mundo real.

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Se fizermos uma pesquisa rápida no Google, encontramos algumas definições. A Wikipedia o define como um espaço virtual compartilhado coletivo, criado pela convergência de realidade física virtualmente aprimorada e espaço virtual fisicamente persistente, incluindo a soma de todos os mundos virtuais, realidade aumentada e a Internet.

A palavra “Metaverso” é uma junção do prefixo “meta” (que significa além) e “universo”; o termo é normalmente usado para descrever o conceito de uma interação futura da internet, composta de espaços virtuais 3D persistentes, compartilhados, vinculados a um universo virtual e real percebido.

Economia e consumo

Se bem utilizada, a tecnologia poderá permitir um melhor desenvolvimento dos comportamentos de consumo. Imagine, ao andar na rua e passar por uma loja varejista, o seu visor — que contém seus dados de interesse e consumo —, dá um alerta, mostrando que o item de seu interesse está em promoção na loja física específica, já poderá aproveitar e fazer a sua compra por um preço melhor.

Ao sair para procurar entretenimento, passando a frente de casas de shows, boates, bares, já receberá informações do número de presentes, o espetáculo em cartaz, até efetuar a compra do ingresso antes de chegar na fila de entrada. Tudo seria mais prático.

O grande problema é: se comportamentos tóxicos ou criminosos que existem na internet atual, conseguirem adentrar neste Metaverso, o que faremos? A resposta ainda não existe, mas imagine um bando de banners e pop-ups entrando na sua visão enquanto dirige, não será nada interessante nem seguro. Invasão de black hats — os hackers criminosos — fazendo ofertas falsas ou dando indicações erradas que levam a vítima a perder seus dados, sofrer scam, ou até ser levada para um local de assalto.

A evolução do Metaverso pode ser importante, mas a “realidade do futuro” não pode caminhar sem que se pense de forma séria nos possíveis problemas, seria irresponsabilidade.

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Novo jogo da Niantic, de Pokémon GO, combina bitcoin e realidade aumentada

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Fold AR, novo game da Niantic
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Fold AR, novo game da Niantic

A Niantic, desenvolvedora do Pokémon GO, se juntou à empresa de pagamentos e criptomoedas Fold para criar o Fold AR, um jogo inusitado (para não dizer bizarro) no qual você “minera” bitcoin (BTC) em realidade aumentada. Através do game, jogadores podem ganhar minúsculas frações do ativo digital chamadas satoshis (SATS).

Em um comunicado à imprensa, a Fold caracteriza seu novo jogo como uma “parte do metaverso”, pois traz criptomoedas para a realidade. O CEO da empresa, Will Reeves, explica que o game se baseia em uma metáfora de “minerar” o bitcoin no mundo real.

Estamos falando de um Pokémon GO que, em vez de capturar monstrinhos, você encontra cubos de código binário em realidade aumentada. Ao interagir com eles, o jogador extrai satoshis como blocos de minério no Minecraft.

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Além das frações de bitcoin, que atualmente valem muito menos de um centavo de dólar, o usuário do Fold AR poderá também obter bônus para compras através do app e cartão da Fold, que inclui uma “roda de prêmios” e recompensas em bitcoin.

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Reeves disse que o objetivo do game é, em parte, fazer com que uma moeda virtual pareça real, criando um ambiente em realidade aumentada para ela. É uma estratégia para trazer mais usuários ao universo cripto e promover interatividade com um conceito pouco tangível para muitas pessoas.

Por isso, o game está repleto de piadas populares entre a comunidade de criptomoedas e outros memes. “Esta é uma experiência maravilhosa para compartilhar com as pessoas”, diz o executivo. No entanto, diferente de Pokémon GO, que permite que o usuário saia capturando monstrinhos até a bateria do celular acabar, os blocos de mineração aparecem dentro de um raio próximo do usuário a cada dez minutos, representando a taxa real da mineração do ativo digital.

Fold AR deve adicionar multiplayer e NFTs

Além dessa gameplay inicial, a equipe da Fold e Niantic espera lançar outros recursos no início do próximo ano, potencialmente incluindo um modo multiplayer no qual jogadores poderiam esconder bitcoins no mapa para que seus amigos os encontrem. Há planos para integrar também um sistema envolvendo NFTs e a criptomoeda, mas não foram revelados detalhes adicionais.

Trata-se de mais um jogo do modelo play to earn, que integra as finanças dos players no sistema do game e permite ganhar uns trocados enquanto se diverte. Segundo a Fold, seu novo app seria também a “primeira experiência em realidade aumentada com bitcoin”.

O jogo foi oficialmente anunciado nesta semana, mas ainda não está disponível para download. A página do game diz apenas que o lançamento para todos os usuários deve chegar “em breve”. O aplicativo será compatível com dispositivos Android e iOS.

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