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Anatel lacra quase 10 mil produtos “piratas” do Mercado Livre

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Operação em centro de armazenagem do Mercado Livre
Divulgação/Anatel

Operação em centro de armazenagem do Mercado Livre

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou a primeira ação de fiscalização nos centros de armazenagem e distribuição do Mercado Livre, de acordo com informações divulgadas pela própria agência nesta segunda-feira (25). A ação foi feita em conjunto com a Receita Federal do Brasil (RFB) e lacrou, ao todo, 9,8 mil produtos irregulares de telecomunicações.

Os dispositivos foram fiscalizados ao longo da última semana, e têm valor estimado de R$ 1,2 milhão. Mais de 80 categorias de produtos registraram irregularidades, como carregadores de celulares, baterias, TV boxes, fones de ouvido, relógios inteligentes, câmeras sem fio, roteadores e microfones sem fio.

Esta foi a primeira ação de fiscalização presencial da Anatel em centros de distribuição de redes varejistas online, e ocorreu após denúncias de fabricantes e vendedores de equipamentos oficiais. Os produtos considerados irregulares são aqueles que não passaram por homologação da Anatel, podendo ser falsos ou importados sem certificação. Ao todo, centros de armazenagem de seis cidades paulistas foram vistoriados: São Paulo, Barueri, Cajamar, Campinas, Guarulhos e Louveira.

De acordo com a Anatel, a homologação é necessária para garantir padrões mínimos de qualidade e segurança. A agência ainda recomenda que produtos irregulares sejam devolvidos pelos compradores.

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“Essa ação de fiscalização foi um importante avanço no que tange ao combate à pirataria de produtos de telecomunicações. Empresas como o Mercado Livre trazem ao cidadão a sensação de regularidade em relação aos produtos vendidos em suas plataformas e é importante que essa confiança depositada na empresa pelos usuários de produtos de telecomunicações seja confirmada na prática”, disse o superintendente de Fiscalização da Anatel, Wilson Diniz Wellisch.

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Wellisch ressaltou, porém, que o Mercado Livre tem feito um trabalho proativo. “É importante destacar a cooperação das equipes do Mercado Livre na identificação dos produtos em seus centros de distribuição. A empresa demonstrou uma postura proativa no sentido de auxiliar os agentes de fiscalização na verificação dos produtos comercializados. Além disso, no curso da ação de fiscalização, os representantes do marketplace procuraram a Anatel para aderir à estratégia de construção de ações para prevenção da publicação dos anúncios de produtos ou equipamentos irregulares em sua plataforma”, afirmou.

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A reportagem entrou em contato com o Mercado Livre, que disse que “investe em tecnologia, equipes especializadas e programas de proteção à propriedade intelectual para eliminar anúncios irregulares”. Confira a nota completa da empresa:

“O Mercado Livre informa que colaborou com apurações conduzidas pela Anatel junto a alguns vendedores do seu marketplace, em linha com a cooperação permanente que mantém com o setor público e privado para o combate a irregularidades. Embora o volume apreendido pelo órgão represente apenas 0,07% do total aproximado de produtos disponíveis nos centros de distribuição visitados, o Mercado Livre reafirma seu compromisso para colaborar com a completa eliminação de qualquer tentativa de mau uso do seu marketplace, prezando sempre pela qualidade da experiência dos seus usuários. Apesar de não ser responsável pelo conteúdo gerado por terceiros – conforme prevê o Marco Civil da Internet e a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça para plataformas de intermediação – a empresa investe em tecnologia, equipes especializadas e programas de proteção à propriedade intelectual para eliminar anúncios irregulares e notificar vendedores em desacordo com seus Termos de Condições e Uso e com a legislação vigente”.

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Novo jogo da Niantic, de Pokémon GO, combina bitcoin e realidade aumentada

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Fold AR, novo game da Niantic
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Fold AR, novo game da Niantic

A Niantic, desenvolvedora do Pokémon GO, se juntou à empresa de pagamentos e criptomoedas Fold para criar o Fold AR, um jogo inusitado (para não dizer bizarro) no qual você “minera” bitcoin (BTC) em realidade aumentada. Através do game, jogadores podem ganhar minúsculas frações do ativo digital chamadas satoshis (SATS).

Em um comunicado à imprensa, a Fold caracteriza seu novo jogo como uma “parte do metaverso”, pois traz criptomoedas para a realidade. O CEO da empresa, Will Reeves, explica que o game se baseia em uma metáfora de “minerar” o bitcoin no mundo real.

Estamos falando de um Pokémon GO que, em vez de capturar monstrinhos, você encontra cubos de código binário em realidade aumentada. Ao interagir com eles, o jogador extrai satoshis como blocos de minério no Minecraft.

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Além das frações de bitcoin, que atualmente valem muito menos de um centavo de dólar, o usuário do Fold AR poderá também obter bônus para compras através do app e cartão da Fold, que inclui uma “roda de prêmios” e recompensas em bitcoin.

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Reeves disse que o objetivo do game é, em parte, fazer com que uma moeda virtual pareça real, criando um ambiente em realidade aumentada para ela. É uma estratégia para trazer mais usuários ao universo cripto e promover interatividade com um conceito pouco tangível para muitas pessoas.

Por isso, o game está repleto de piadas populares entre a comunidade de criptomoedas e outros memes. “Esta é uma experiência maravilhosa para compartilhar com as pessoas”, diz o executivo. No entanto, diferente de Pokémon GO, que permite que o usuário saia capturando monstrinhos até a bateria do celular acabar, os blocos de mineração aparecem dentro de um raio próximo do usuário a cada dez minutos, representando a taxa real da mineração do ativo digital.

Fold AR deve adicionar multiplayer e NFTs

Além dessa gameplay inicial, a equipe da Fold e Niantic espera lançar outros recursos no início do próximo ano, potencialmente incluindo um modo multiplayer no qual jogadores poderiam esconder bitcoins no mapa para que seus amigos os encontrem. Há planos para integrar também um sistema envolvendo NFTs e a criptomoeda, mas não foram revelados detalhes adicionais.

Trata-se de mais um jogo do modelo play to earn, que integra as finanças dos players no sistema do game e permite ganhar uns trocados enquanto se diverte. Segundo a Fold, seu novo app seria também a “primeira experiência em realidade aumentada com bitcoin”.

O jogo foi oficialmente anunciado nesta semana, mas ainda não está disponível para download. A página do game diz apenas que o lançamento para todos os usuários deve chegar “em breve”. O aplicativo será compatível com dispositivos Android e iOS.

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