RONDONÓPOLIS

SAÚDE

Vacina brasileira contra Covid ficará pronta em 9 meses, diz ministro

Publicados

em


source
Marcos Pontes conversou com jornalistas após evento em Barcelona
Ministério da Ciência e Tecnologia

Marcos Pontes conversou com jornalistas após evento em Barcelona

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse em evento no Mobile World Congress, em Barcelona, que o Brasil deverá ter uma vacina brasileira contra o coronavírus em nove meses.  

O ministro disse que foram feitos investimentos em 16 tecnologias. Dessas, cinco já entraram com pedido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase de testes. “Um já foi aprovado para começar o teste que deve durar nove meses. O investimento será de R$ 350 milhões”, disse após o evento em conversa com jornalistas.  

Sem dar muitos detalhes, o ministro disse que a vacina poderá ser usada, caso seja bem sucedida, como reforço aos imunizantes já usados no Brasil como a da Pfizer e AstraZeneca. Pontes informou ainda que o Brasil deverá ter o primeiro laboratório Nível 4 da América Latina.

Sem apresentar dados ou evidências, Pontes prometeu ainda que a vacina brasileira terá uma função especial: “Seria uma dose pequena, mas muito eficiente e capaz de lidar com mutações do coronavírus”, afirmou Pontes.

O ministro defendeu ainda o prazo para a vacina, mesmo dois anos após o início da pandemia. “Vale a pena porque as pessoas que já se vacinaram terão que revalidar as vacinas lá na frente. E podem surgir outras variantes. Com uma vacina nacional, não precisaremos ficar só na dependência de outros países”, disse.

Leia Também

O ministro participou de um evento com a Huawei, gigante do setor de infraestrutura com sede na China, e a Associação para promoção da Excelência do Software Brasileira (Softex), que  divulgaram dois documentos em que mostram caminhos para o avanço do 5G e da conectividade no Brasil através do investimento em inteligência artificial e redes inteligentes. Os documentos mostram áreas que podem acelerar a geração de emprego e renda.

“É necessário ajudar a impulsionar a transformação digital e promover o crescimento da economia brasileira. Para isso, é fundamental a capacitação e o treinamento de talentos em I.A. e 5G”, disse Sun Baocheng, CEO da Huawei Brasil.

Leia Também:  Jovem sanitarista Oswaldo Cruz enfrentou três epidemias simultâneas

O ministro ainda visitou os espaços da Huawei no evento, com foco em 5G. Também participou do evento a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Na sequência do evento em Barcelona, a comitiva segue para Israel para apresentar o projeto “Conecta 5G”, além de reuniões com outras empresas.

Bruno Rosa, enviado especial* (O repórter viajou a convite da Huawei) 

Fonte: IG SAÚDE

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

SAÚDE

Varíola dos macacos: entidades criticam estigma a homossexuais

Publicados

em

A contaminação pela varíola dos macacos vem se espalhando pelo mundo e trazendo um problema já observado historicamente, quando surgiram os primeiros casos de HIV. Chamada na década de 80 por diversos nomes pejorativos relacionados a homossexualidade, a Aids carregou por anos essa estigmatização.

No último dia 1º, um editorial publicado na Revista Brasileira de Enfermagem alerta para a repetição desse risco, pois o olhar discriminatório ao paciente contaminado com a varíola dos macacos pode prejudicar o tratamento, protelando o seu diagnóstico e até mesmo a procura por cuidados com a saúde.

“O fato de relacionar a orientação sexual com o vírus Monkeypox não faz qualquer sentido, já que existem opções de comunicação que se podem mostrar igualmente efetivas, como, por exemplo, focar na prática de relações sexuais entre indivíduos infectados, sem categorizar sexualidades ou práticas em específicos, assumindo uma posição globalizada das ações sanitárias e de controle epidemiológico”, diz o texto.

A própria agência das Nações Unidas para a Aids mostrou preocupação com o fato de a mídia ter reforçado estereótipos homofóbicos e racistas na divulgação de informações em torno da varíola dos macacos.

Leia Também:  Ministério da Saúde lança Campanha Nacional de Vacinação

Doença

A monkeypox, como é conhecida internacionalmente, não é uma infecção sexualmente transmissível, embora possa se espalhar pelo contato íntimo durante as relações sexuais, quando existe erupção cutânea ativa.

A infecção é transmitida a partir das feridas, fluidos corporais e gotículas de uma pessoa doente. Isso pode ocorrer mediante contato próximo e prolongado sem proteção respiratória, contato com objetos contaminados ou contato com a pele.

Foi o que ocorreu com o professor de inglês Peter Branch, de 48 anos. Ele e seu companheiro moram na capital paulista e foram infectados pela doença. O britânico, que vive no Brasil há mais de 9 anos, queixa-se do preconceito envolvendo a enfermidade.

“Fomos infectados indo a um bar heterossexual. Acho que o mais grave é que homens e mulheres heterossexuais não estão prestando atenção aos sintomas e, portanto, infectando os outros também”, disse. “O que incomoda é que as pessoas pensam que isso é só na comunidade gay”, completou.

Ele conta que apresentou febre, dor de cabeça, cansaço, e que as lesões surgiram depois. Ele recebeu atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “As manchas doeram um pouco, o chato foi o isolamento, não poder brincar com meus cachorros”. Peter já se sente bem e acompanha a recuperação de seu companheiro.

Leia Também:  Servidores defendem lei como resposta contra assédio

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

mato grosso

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA