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EMA diz que acidente vascular é efeito raro da vacina de Oxford e recomenda uso

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A agência é responsável por autorizar a comercialização de remédios em 30 países europeus e recomendar seu uso
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A agência é responsável por autorizar a comercialização de remédios em 30 países europeus e recomendar seu uso

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) confirmou que em raras exceções a vacina da Universidade de Oxford e da AstraZeneca pode causar um acidente vascular. Ainda sim, como são casos isolados, o uso do imunizante deve ser liberado.

“O comitê de segurança da EMA concluiu que coágulos sanguíneos incomuns com baixo teor de plaquetas devem ser listados como efeitos colaterais muito raros”, diz o comunicado divulgado pelo órgão, recomendando que o imunizante continue sendo usado para prevenir casos graves de Covid-19 e mortes provocadas pelo coronavírus.

Apesar disso, no anúncio feito nesta quarta-feira (7), a EMA informou que não encontrou o motivo que causa o acidente vascular após tomar a vacina, por tanto não soube indicar uma forma de preveni-lo. Ainda sim, a agência reitera que os benefícios da vacina superam de forma ampla os efeitos colaterais.

Vacina de Oxford e acidente vascular

Os casos investigados também não apresentaram algum tipo de relação entre idade, sexo e histórico dos pacientes afetados. No Reino Unido, pelo menos sete mortes por coágulos após a vacinação com o imunizante de Oxford foram detectados.

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A EMA é como se fosse a Anvisa da União Europeia, responsável por liberar o uso de medicamentos e vacinas em mais de 30 países. O imunizante de Oxford também chegou a ter sua aplicação suspensa na África do Sul, após indícios de que ele não combatia a variante local da Covid-19.

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No Brasil, o produto é uma dos dois imunizantes atualmente em distribuição por aqui. O envase acontece na Fiocruz, no Rio de Janeiro. A relação entra a vacina de Oxford e casos de acidente vascular é investigada pela Anvisa desde março, quando surgiram os primeiros relatos.

De acordo com Peter Arlett, chefe de farmacovigilância da EMA, além da de Oxford, há casos ainda de pessoas que tiveram acidente vascular com os produtos da Pfizer, da Moderna e da Janssen, mas os números são extremamente pequenos, o que impede qualquer tipo de análise.

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Via Folha de S.Paulo

Fonte: IG SAÚDE

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Por que o sedentarismo pode ser tão prejudicial quanto o cigarro? Descubra

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Por que sedentarismo pode ser tão prejudicial quanto cigarro
Redação – BBC News Mundo

Por que sedentarismo pode ser tão prejudicial quanto cigarro

Todos sabemos que fumar prejudica a saúde. Quem coloca um cigarro na boca provavelmente tem consciência de que está fazendo mal ao próprio corpo. A mesma ideia, contudo, talvez não passe pela cabeça de quem se deixa ficar jogado no sofá sempre que a oportunidade aparece.

Estudos apontam que o sedentarismo pode trazer consequências negativas ao corpo comparáveis às do tabagismo.

A questão se tornou ainda mais preocupante em tempos de pandemia, quando muita gente fica mais tempo em casa do que gostaria.

Sem a necessidade de se deslocar ao trabalho e com academias fechadas ou funcionando sob restrições, alguns têm passado os dias entre a cadeira em frente ao computador e o sofá ou o colchão (com paradas técnicas na cozinha).

Os longos períodos de repouso podem parecer, mas não são inofensivos.

“Sabemos que estar inativo aumenta o risco de desenvolvimento de muitas doenças crônicas, como as cardiovasculares, e acidentes vasculares cerebrais (AVC), diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer”, disse à BBC a professora da Universidade de Harvard I-Min Lee, que coordenou em 2012 um estudo sobre sedentarismo publicado no periódico científico The Lancet.

“Dado que é um fator de risco comum em muitas das doenças crônicas que nos acometem, de forma geral o risco de mortalidade prematura de quem é sedentário é provavelmente comparável ao de fumar”, ressaltou.

Homem rechaça cigarro

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‘Não estamos dizendo: ‘Então não se preocupe se você é fumante, contanto que não seja sedentário’, ressalva a especialista de Harvard

Riscos

Ela não é a única cientista que defende que o sedentarismo deveria ser considerado tão prejudicial à saúde quanto fumar.

Um estudo realizado em 2018 nos Estados Unidos pela respeitada Cleveland Clinic apontou que a inatividade poderia afetar a expectativa de vida ainda mais que o cigarro.

O trabalho, liderado pelo cardiologista Wael Jaber e publicado no periódico Journal of the American Medical Association (JAMA), analisou as estatísticas de mortalidade de um grupo de 122.007 pacientes que haviam se submetido a testes de esforço físico entre 1991 e 2014 na clínica, que fica no Estado americano de Ohio.

Os pesquisadores verificaram que quem tinha melhor condicionamento físico gozava de vida mais longa e com saúde.

No sentido oposto, aqueles com mais baixo rendimento apresentavam níveis mais altos de mortalidade.

“Não estar em forma ao correr em uma esteira ou em um teste de esforço tem um prognóstico pior, em termos de mortalidade, do que ser hipertenso, diabético ou fumante”, disse Jaber à rede de televisão CNN.

Cientistas na Suécia chegaram a conclusões semelhantes em um estudo publicado em 2016 na revista European Journal of Preventive Cardiology.

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Os pesquisadores da Universidade de Gotemburgo compararam a mortalidade associada ao sedentarismo com outros fatores de risco mais comumente ligados a problemas cardiovasculares e verificaram os danos causados pela inatividade à saúde.

“A baixa capacidade física representa um risco maior de morte do que pressão alta ou colesterol alto”, destacou o principal autor do estudo, Per Ladenvall.

“Os benefícios da atividade física durante toda a vida são claros”, afirmou.

Garotinha anda de bicicleta com a ajuda de uma mulher

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É importante manter-se ativo em todas as etapas da vida

Cinco milhões de mortes

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o “estilo de vida sedentário” aumenta as chances de morte em algo entre 20% e 30%.

A instituição estima que 5 milhões de mortes poderiam ser evitadas por ano se a população fosse fisicamente mais ativa.

A cifra não está tão distante dos 7 milhões de óbitos por ano atribuídos ao cigarro. A dimensão dos riscos do sedentarismo, entretanto, não está clara para muitas pessoas.

“Não estamos dizendo: ‘Então não se preocupe se você é fumante, contanto que não seja sedentário'”, pontuou Lee.

“O que queremos é dar a perspectiva de que todos os fatores de risco são preocupantes, que a atividade física e o esforço para manter uma dieta saudável são tão importantes quanto evitar fumar.”

“O objetivo deve ser eliminar todos os fatores de risco”, destaca.

Uma das coisas que mais preocupam no sedentarismo é o fato de que ele afeta especialmente os mais jovens.

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Jovem segura controle de videogame e olha para televisão

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Menos de 20% dos adolescentes pratica uma hora ou mais de exercícios físicos por dia

Segundo as estatísticas da OMS, 81% deles não fazem atividade física suficiente, uma cifra três vezes mais alta que a dos adultos.

A instituição considera o sedentarismo “um problema global de saúde pública” — e especialistas como Lee avaliam que ele já chegou a níveis pandêmicos.

Outro ponto que causa preocupação é o fato de que a falta de atividade não apenas mata. A OMS adverte que ela é também uma das principais causas de incapacidade do mundo.

“O sedentarismo é tão ruim para a nossa saúde porque a atividade física beneficia quase todos os sistemas fisiológicos do corpo. Ao nos movimentarmos, melhoramos nossa saúde como um todo”, explica Lee.

A boa notícia

Os mesmos cientistas que alertam sobre os graves efeitos do sedentarismo, entretanto, também enfatizam como é fácil evitar as consequências negativas que ele traz.

“Caminhando a um passo acelerado por algo entre 15 e 30 minutos por dia podemos melhorar significativamente nossa saúde”, disse a especialista de Harvard.

Ou seja, você não precisa necessariamente entrar em uma academia, virar corredor ou praticar algum outro esporte para deixar de ser sedentário.

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Nem é preciso sair de casa: subir e descer escadas, ficar na ponta dos pés, subindo e descendo já é suficiente.

O importante é estar em movimento por duas horas e meia todas as semanas, ou seja, por 150 minutos.

Andar de bicicleta em vez de usar o carro ou descer antes do ônibus ou do metrô e caminhar alguns quarteirões por dia são outras maneiras fáceis de cumprir a meta de atividade semanal, se você tiver a possibilidade de sair de casa.

No caso de crianças e adolescentes, recomenda-se que sejam ativos por pelo menos uma hora por dia, embora não precise ser uma hora inteira de uma vez só.

Homem com cabelos brancos anda de bicicleta animado

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‘Um dos meus professores costumava dizer que tudo que piora quando você envelhece fica melhor quando você permanece ativo’, diz Lee

Efeito rejuvenescedor

Os benefícios do exercício são tão poderosos que podem retardar o processo de envelhecimento.

Foi isso que apontou um estudo feito por uma equipe de pesquisadores britânicos para analisar os efeitos da atividade física intensa sobre o sistema imunológico.

“Em estudos com pessoas que foram ativas desde a infância até a velhice — ciclistas de até 80 anos que continuaram a fazer 100 km ou 150 km por semana — os resultados foram incríveis”, afirmou Janet Lord, diretora do Institute of Inflammation and Ageing da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, onde a pesquisa foi conduzida.

“Eles apresentavam muitas células T”, explicou, referindo-se a um tipo de linfócito que desempenha papel central no sistema de defesa do organismo, mas que tende a diminuir com a idade.

A explicação se deve ao fato de que essas pessoas conseguiram evitar que o órgão que produz esses linfócitos, o timo, encolhesse. De maneira geral, ele começa a reduzir de tamanho após os 20 anos, contraindo-se para apenas 3% do seu tamanho no decorrer de cinco décadas.

Para a especialista, “permanecer muito tempo sentado hoje representa para o organismo a ameaça que antes vinha de fumar”.

Lord observou ainda que não é preciso praticar níveis intensos de atividade física para colher os benefícios.

“Basta fazer alguma coisa. Qualquer coisa que você puder fazer ajuda”, diz.

Lee enfatiza ainda que os exercícios são particularmente benéficos à medida que envelhecemos.

“Um dos meus professores costumava dizer que tudo que piora quando você envelhece fica melhor quando você permanece ativo”.

Fonte: IG SAÚDE

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