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7 milhões de crianças ainda não foram vacinadas contra a paralisia infantil

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Mais de 60% das crianças ainda não foram vacinadas contra a pólio
Foto: Agência Brasil

Mais de 60% das crianças ainda não foram vacinadas contra a pólio

A menos de uma semana do fim da Campanha Nacional de Vacinação, cerca de 7,3 milhões de crianças ainda não foram imunizadas contra a poliomielite no Brasil, diz o Ministério da Saúde.

Até o momento, somente cerca de 4 milhões (35%) foram vacinadas contra a paralisia infantil. O público-alvo estimado é de 11,2 milhões das crianças de 1 a menores de 5 anos. 

A ação teve início em 5 de outubro e se encerra no final do mês, simultaneamente à campanha de multivacinação, que visa atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Nesta última são ofertadas todas as vacinas do calendário nacional de vacinação.

“O Brasil reafirma o compromisso internacional assumido de manter o país livre da poliomielite, com a realização da Campanha Nacional de Vacinação, que vai até o final de outubro. No entanto, as coberturas vacinais municipais ainda são heterogêneas, podendo levar a formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando a reintrodução do poliovírus”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros. 

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“A proteção começa por você, faça valer o direito dos seus filhos, leve as crianças ao posto de vacinação mais próximo de sua casa”, acrescentou o secretário.

A maior cobertura vacinal entre as crianças de 1 a menores de 5 anos foi registrada no estado do Amapá (62,59%), seguido do estado da Paraíba (50,11%). A menor cobertura pertence ao estado de Rondônia (11,76%). Até o momento, 232 (4,16%) municípios atingiram a meta de 95% de crianças vacinadas. Os dados são preliminares e os municípios têm até o fim de novembro para registrar as doses aplicadas no sistema de informações do Ministério da Saúde. 

Entre o público-alvo da vacinação, a maior cobertura, até o momento, foi registrada entre as crianças de 2 anos de idade (35,33%) e a menor cobertura foi entre as crianças de 3 anos (34,23%). Não existe tratamento para a poliomielite e a única forma de prevenção é a vacinação. A vacina oral de poliomielite (VOP) protege contra dois sorotipos do poliovírus (1 e 3) e a vacina inativada (VIP), contra os três sorotipos (1, 2 e 3). 

Para crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina, o Ministério da Saúde recomenda aos pais que busquem um serviço de saúde para avaliação. A vacina é extremamente segura e possui eficácia entre 90% e 95% para a VOP.

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A recomendação aos estados que não atingirem a meta é continuar com a vacinação de rotina, oferecida durante todo o ano nos mais de 40 mil postos de saúde distribuídos pelo país.

Cenário Polio no Brasil

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990 e, em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território. 

Entretanto, ainda existem países endêmicos detectando casos da doença, Paquistão e Afeganistão, que registraram, em 2020 (até 20/10) um total de 132 casos de poliomielite. Por isso, a vacinação é fundamental para que casos de paralisia infantil não voltem a ser registrados no Brasil. 

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não vai a óbito quando infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e a infecção se dá, principalmente, por via oral. 

Com informações do Ministério da Saúde

Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19: Variante Delta cresce 50% em 10 dias no Rio de Janeiro

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A pesquisa foi realizada na UFT (Universidade Federal Tocantins)
Fusion Medical Animation/Unsplash

A pesquisa foi realizada na UFT (Universidade Federal Tocantins)

Em um período de apenas dez dias, o programa de vigilância genômica da Covid-19, da Secretaria estadual de Saúde (SES), detectou um aumento de mais de 50% no percentual de pacientes com a variante Delta, apontada por especialistas como mais contagiosa, em relação ao total de casos da doença no Rio. No último boletim, divulgado no dia 23 de julho, a Delta respondia por 16,62% dos registros, contra 78,36% da variante Gama. Na análise liberada nesta terça-feira pela pasta, os números passaram para 26,09% e 66,58%, respectivamente.

Por esses dados, que ficam sob a tutela da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde (SVAPS), é possível afirmar que, hoje, um a cada quatro casos de Covid-19 no estado já é da Delta. No balanço anterior, a média era de um paciente a cada seis com a variante, considerada mais contagiosa por especialistas. A própria SES, ao divulgar os números mais recentes, afirma que há “tendência de aumento” na circulação da Delta, com grande probabilidade de que ela se torne “a mais frequente, substituindo a variante Gamma”.

De acordo com a secretaria, a variante Delta já foi identificada em 38 dos 92 municípios do estado. Na cidade do Rio, ainda segundo a pasta, o percentual de casos da cepa é ainda maior, com presença em 45% das amostras sequenciadas.

A cada leva de análises tornada pública, a SVAPS tem avaliado pouco menos de 400 casos — foram 379 coletas na penúltima divulgação, todas recolhidas em junho, e 368 na mais recente, divididas entre junho e julho. De acordo com a SES, o estudo é feito por amostragem. “Um dos critérios de escolha das amostras são as que têm maior carga viral, ou seja, de pacientes que podem ter maior gravidade clínica”, explica a pasta.

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O avanço da Delta é um dos motivos para a pressão que tanto o governador do Rio, Cláudio Castro, quanto o prefeito Eduardo Paes vêm exercendo sobre o Ministério da Saúde a respeito do ritmo de entrega de vacinas. Durante visita do ministro Marcelo Queiroga ao estado nesta terça-feira, Castro tratou do tema durante uma agenda entre os dois.

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“Estive com o ministro Queiroga hoje e deixei claro que tenho uma crítica a isso. Os governadores não se mobilizaram quando o Amazonas enfrentou dificuldades? Eu acho que O Rio de Janeiro precisa receber mais doses nesse momento, em que casos da variante Delta são registrados, eu pedi isso. O Rio de Janeiro tem uma fronteira invisível que é o turismo. Não é razoável que o estado esteja sendo prejudicado e ministro ficou de rever essas regras do Plano Nacional de Imunização”, afirmou o governador após o encontro.

A visita de Queiroga também teve direito a saia justa com o secretário municipal de Saúde da capital, Daniel Soranz. Enquanto o ministro, que é médico, ia até o Complexo da Maré, onde chegou a aplicar doses do imunizante em dois moradores, Soranz, postou uma mensagem no Twitter, no início da tarde, em que cobrava a entrega de novas remessas de vacinas.

“Precisamos da distribuição das vacinas em estoque o mais rápido possível! Estamos em pleno inverno com nova variante circulando! Nada pode ser mais urgente que esta distribuição! Hoje são 12,9 milhões de doses”, escreveu Soranz, marcando o perfil do Ministério da Saúde e incluindo a imagem de um calendário que prevê a chegada ao Rio de doses da Pfizer em 12 levas entre esta terça-feira e o dia 22 de agosto. A mensagem foi compartilhada pelo prefeito Eduardo Paes, que acrescentou apenas a hashtag #boradistribuir.

Queiroga, por sua vez, afirmou, em entrevista coletiva na Maré, que o ministério “não tem estoque de doses”. Segundo ele, o Departamento de Logística da pasta libera os imunizantes recebidos para estados e municípios assim que são cumpridos alguns trâmites burocráticos obrigatórios, como a autorização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Nossa campanha vai muito bem. Todas as narrativas que querem desqualificar a campanha nacional de imunização estão dando com a cabeça na parede”, assegurou Marcelo Queiroga, que chegou a dizer que, se o secretário municipal de Saúde do Rio tiver sugestões para melhorar o processo de distribuição, pode fazer um telefonema, já que tem o número do ministro: “Queremos que as doses sejam distribuídas com celeridade, mas isso não quer dizer que toda dose que chegar nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos vai ser imediatamente dispensada para estados e municípios. Precisa de autorização da Anvisa, precisa de autorização do INCQS (o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde). O secretário Daniel Soranz sabe disso, não é?”.

Fonte: IG SAÚDE

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