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Ex-ministro diz que “dá para desconfiar da sanidade mental” de Bolsonaro

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Ex-ministro da Secretaria de governo, general Santos Cruz
O Antagonista

Ex-ministro da Secretaria de governo, general Santos Cruz

Ex-ministro da Secretaria de Governo e general da reserva, Carlos Alberto dos Santos Cruz, criticou o presidente Jair Bolsonaro por sua atuação de combate à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e a forma que trata às Forças Armadas em entrevista publicada nesta terça-feira (19) pelo Congresso em Foco.

Em conversa com apoiadores na última segunda (18) no ‘cercadinho’ da Alvorada , Bolsonaro declarou que “quem decide se o povo vai viver na democracia são as Forças Armadas” , assim como diversas personalidades políticas, Santos Cruz criticou a frase:

“Isso aí é um devaneio completo. Falta de responsabilidade total, não tem cabimento querer envolver Forças Armadas em aventura política pessoal. Isso não é estratégia nenhuma, idiotice não é estratégia. Você não pode classificar como estratégia um negócio sem pé nem cabeça”

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Além disso, o ex-ministro enxerga incoerência do governo federal no combate à pandemia, principalmente na questão da vacinação no país, onde Bolsonaro “fala uma coisa e faz outra”:

“Não tem coerência nenhuma, dá para desconfiar até da sanidade mental. Não é possível você falar uma coisa e fazer outra. Falar que não ia comprar, agora comprou o lote inteiro porque é a única vacina que nós temos. É um show de incoerência, de falta de condições mínimas para gerenciar uma crise”, declara.

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POLÍTICA NACIONAL

Lira anuncia que governo vai entregar 140 milhões de vacinas até maio

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Najara Araújo/Câmara dos Deputados
Arthur Lira concede entrevista
Lira negou que a chamada PEC das Prerrogativas seja uma forma de blindar o Parlamento

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou nesta segunda-feira (1º) que o governo se comprometeu a entregar 140 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 até maio. Lira fez a afirmação no programa Fala Brasil, da TV Record. Segundo ele, o tema foi tratado na reunião deste domingo no Palácio da Alvorada com o presidente da República, Jair Bolsonaro.

Lira destacou que foi estabelecido um calendário bastante otimista em relação à imunização dos brasileiros . “Se as perspectivas correm bem, com importação de insumos e fabricação (dos imunizantes) podemos ter 140 milhões de vacinas para março, abril e maio. Estamos trabalhando para isso, é a única saída que nós temos para garantir a saúde da população e a manutenção da economia”, afirmou Lira.

Auxílio
Arthur Lira também afirmou que na reunião com o presidente Bolsonaro ficou acertado o valor de R$ 250 para uma nova rodada do auxílio emergencial pelo período de quatro meses, de março a junho. Segundo Lira, durante esse período o Parlamento vai buscar aprovar um novo programa social que seja permanente.

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PEC das Prerrogativas
Na entrevista, Lira negou que a chamada PEC das Prerrogativas seja uma forma de blindar o Parlamento. Segundo ele, o objetivo é garantir ao Judiciário um regramento claro para poder agir e garantir a imunidade de voz e voto do parlamentar. O presidente da Câmara voltou a afirmar que a proposta não é representa impunidade absoluta e destacou que o deputado Daniel Silveira foi preso por extrapolar preceitos constitucionais.

“A PEC foi tratada, a meu ver, de maneira injusta, tem que se preocupar com ela sai e não como ela chega, e nós votamos apenas a admissibilidade. Vamos votar de maneira transparente para não ficar dúvidas para população que se trata de imunidade de voz e voto”, disse Lira.

Reformas e Privatizações
Lira também reafirmou que espera votar a reforma administrativa no Plenário da Câmara em até dois meses e a tributária em até oito. Em relação às privatizações, Lira destacou que nesta semana irá indicar um relator para a matéria. Há tramitando na Câmara duas proposições que autorizam o governo a privatizar a Eletrobras e os Correios.

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Impeachment e CPI
Arthur Lira afirmou que ainda não teve tempo de se debruçar sobre os mais de 60 pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que é um tema que deve ser tratado com responsabilidade e seriedade. Lira voltou a afirmar que é contrário a uma Comissão Parlamentar de Inquérito neste momento para apurar eventuais responsabilidades na condução do combate à pandemia. Mas não descartou uma investigação no futuro.

“O momento agora é que nós todos possamos debater ações conjuntas, a classe politica e a população, para trazer vacinas, mais leitos e saídas emergenciais com reformas. Depois disso, a gente vai ter oportunidade de fazer essa ou aquela CPI para investigar e punir eventuais erros”, destacou.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

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