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EUA: Ministro Fachin demostra preocupação com Brasil após invasão ao Congresso

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Extremistas pró-Trump invadiram o Congresso
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Extremistas pró-Trump invadiram o Congresso

Edson Fachin , ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ) e também vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se manifestou nessa quinta-feira (07), por meio de nota, sobre a invasão que aconteceu nessa quarta (06), ao Congresso norte-americano . As informações foram apuradas pelo Extra.

Fachin declara que “a violência cometida contra o Congresso norte-americano deve colocar em alerta a democracia brasileira “. Instantes antes, o presidente Jair Bolsonaro havia dito a seus apoiadores que se nas eleições de 2022 não houver voto impresso, a situação aqui no Brasil será pior do que a vista nos EUA.

O presidente do TSE , até 2022,  declarou que tal ataque ao Capitólio mostra que se trocou a civilização pela barbárie e que a população não pode responder de tal maneira a troca de poder, pois é assim que funciona uma república. 

“Na escalada da diluição social e institucional dos dias correntes faz parte dessa estratégia minar a agenda jurídico-normativa que emerge da Constituição do Estado de Direito democrático. Intencionalmente desorienta-se pelo propósito da ruína como meta, do caos como método e do poder em si mesmo como único fim. O objetivo é produzir destroços econômicos, jurídicos e políticos por meio de arrasamento das bases da vida moral e material”, disse o ministro.

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Em encontro com seus apoiadores no Palácio da Alvorada, nesta quinta (07), Bolsonaro voltou a dar declarações sobre o processo eleitoral nas eleições de 2022 e exaltar a opção do voto impresso .

“Se nós não tivermos o voto impresso em 22, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos”, disse o Presidente da República.

Ainda em sua nota, Fachin declara que em 2022, combater a desinformação é um ato imprescindível para a democracia e para o respeito dos direitos das gerações futuras. E que caso venha acontecer algum episódio que prejudique o rumo das eleições no Brasil, que o culpado seja julgado e devidamente punido em um processo público e transparente. 

Confira a nota completa do ministro Edson Fachin:

Manifestação do Ministro Luiz Edson Fachin, do STF e Vice-Presidente do TSE.

A violência cometida, nesse início de 2021, contra o Congresso norte-americano deve colocar em alerta a democracia brasileira. Na truculência da invasão do Capitólio, a sociedade e o próprio Estado parecem se desalojar de uma região civilizatória para habitar um proposital terreno da barbárie. A alternância de poder não pode ser motivo de rompimento, pois participa do conceito de república.

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Na escalada da diluição social e institucional dos dias correntes faz parte dessa estratégia minar a agenda jurídico-normativa que emerge da Constituição do Estado de Direito democrático. Intencionalmente desorienta-se pelo propósito da ruína como meta, do caos como método e do poder em si mesmo como único fim. O objetivo é produzir destroços econômicos, jurídicos e políticos por meio de arrasamento das bases da vida moral e material.

Em outubro de 2022 o Brasil irá às urnas nas eleições presidenciais. Eleições periódicas de acordo com as regras estabelecidas na Constituição e uma Justiça Eleitoral combatendo a desinformação são imprescindíveis para a democracia e para o respeito dos direitos das gerações futuras. Quem desestabiliza a renovação do poder ou que falsamente confronte a integridade das eleições deve ser responsabilizado em um processo público e transparente. A democracia não tem lugar para os que dela abusam.

Alarmar-se pelo abismo à frente, defender a autonomia e a integridade da Justiça Eleitoral e responsabilizar os que atentam contra a ordem constitucional são imperativos para a defesa das democracias.

Brasília, 07 de janeiro de 2021.

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Governadores pedem diplomacia para conseguir mais doses da vacina da covid-19

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Governadores pedem para que governo se empenhe diplomaticamente para conseguir novas doses da vacina
Reprodução: O Dia

Governadores pedem para que governo se empenhe diplomaticamente para conseguir novas doses da vacina

Com a situação crítica da pandemia do novo coronavírus se alastrando por todo o país e com a nova variante se espalhando pelo território nacional, governadores passaram a defender a ideia de que o Brasil deveria fazer um esforço diplomático para adquirir mais doses da vacina contra a covid-19. As informações foram apuradas pelo blog do Gerson Camarotti, do G1. 

Com a variante brasileira, que vem causando alarde internacional, os governadores dizem que com essa situação preocupante, outros países, laboratórios e a Organização Mundial da Saúde ( OMS ), poderiam encaminhar doses extras para controlar a pandemia. Porém, os políticos pensam que tça iniciativa deveria ser feita pelo Palácio do Planalto e pelo Itamaraty.  

Pela manhã desta quarta-feira (03), Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, trouxe o tópico para debate em um grupo virtual dos governadores

“Meus caros, o mundo está assustado com a nova variante brasileira do coronavírus. Não seria o momento para que houvesse um esforço diplomático para o Brasil conseguir vacinas emergenciais com outros países? Podemos tentar um movimento para cobrar do Planalto-Itamaraty uma articulação para doses emergenciais, talvez com apoio na OMS?”, ressaltou Eduardo Leite. 

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“Todos estamos buscando frentes para aquisição de vacinas e esbarramos na falta de disponibilidade no mercado. Vamos precisar articulação para buscar antecipar entregas, e isso demandará esforço diplomático, completou o governador. 

De maneira discreta, embaixadores de representações diplomáticas no país ponderam que essa ideia pode vir ser aceita por outros países. Mas para que isso aconteça, precisaria de articulação e participação do Itamaraty. 

Segundo os governadores, esse talvez seja o maior  empecilho para conseguir as doses emergenciais . “Se esperarmos por uma ação do Planalto, do Itamaraty e do Ministério da Saúde, não acontecerá nada. O Ministério da Saúde está perdido. E quando tem algum caminho, tem que ser submetido ao presidente Jair Bolsonaro”, declarou um governador, em tom pessimista. 

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