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Escolas e estudantes precisam de melhor acesso à internet para enfrentar pandemia, apontam especialistas

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A universalização do acesso à internet para escolas, professores e alunos é essencial para enfrentar o ano letivo de 2021, que terá continuidade do ensino híbrido por conta da pandemia do coronavírus e precisará recuperar conteúdos que foram prejudicados em 2020.

Essa foi uma das conclusões do grupo de especialistas que participou, nesta segunda-feira (23), de debate sobre o projeto de lei (PL 3477/20) que prevê a garantia dos serviços de internet de qualidade a estudantes da escola pública. A proposta determina que o dinheiro para essa política pública venha do Fust.

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Acesso à internet e educação de qualidade durante a pandemia. Dep. Tabata Amaral(PDT - SP)
Tabata Amaral, relatora do projeto de lei 3477/20

Mediador do debate, o deputado Professor Israel Batista (PV-DF) levou dados de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que corroboram a necessidade de universalização da internet na rede pública de ensino. Cerca de 5,8 milhões de estudantes não têm acesso à rede mundial de computadores.

“Quando a gente fala de internet no meio rural, o acesso é muito limitado. Quando a gente fala de estudantes de baixa renda, a gente vê uma dificuldade de equipamentos, porque as famílias dividem o mesmo equipamento entre os pais e as crianças, os estudantes da casa. Então isso nos deixa nessa emergência para dar um tratamento para esse assunto”, afirmou.

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Relatora do projeto em discussão na Câmara, a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) acrescentou estatísticas do instituto Data Favela: quase 50% dos alunos que moram em comunidades não estão conseguindo acompanhar as aulas remotas e mais da metade deles pensa em abandonar os estudos por causa disso.

Para a representante da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Rozana Barroso, se as escolas das áreas periféricas não acompanharem o desenvolvimento da tecnologia, a evasão vai aumentar.

“Se o Estado não chega, se a educação não chega, se a conectividade não chega — para o estudante da periferia, principalmente —, quem chega antes é a violência, o tráfico, a violência policial e tantas outras coisas que fazem com que esse estudante perca a perspectiva de estudar, perca a perspectiva de futuro, de transformar a sua vida e a de sua família através do acesso à educação”, apontou.

Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Acesso à internet e educação de qualidade durante a pandemia. Presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - Ubes, Rozana Barroso
Rozana Barroso, da Ubes: se a educação não chega, quem chega é a violência

Utopia
Durante o debate, um internauta questionou se a universalização da internet não seria uma utopia, já que existem escolas públicas onde a estrutura física é precária. A presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Cecilia Motta, lembrou que muitas lutas do setor eram utópicas e foram alcançadas. Ela reiterou que momentos como guerras e pandemias, em geral, são propícios para grandes mudanças.

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“Essa pandemia trouxe, primeiro, o diálogo; decisões conjuntas e um momento novo na metodologia de trabalho nosso, dos professores. “

Especialistas como Nelson Simões, da plataforma digital Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), concordam que fazer uma internet de qualidade chegar às escolas públicas brasileiras não é tarefa simples.

“É preciso pensar no conteúdo digital para os alunos, é preciso pensar na videocolaboração para os alunos em tempo real e o futuro vai trazer muitas outras experiências que não substituem essa conexão essencial que está um pouco perdida, que é a conexão entre o aluno e o mestre.”

Segundo a representante da Fundação Lemann na discussão, Cristieni Castilhos, em uma pesquisa com professores, 73% deles disseram que pretendem usar mais tecnologia em sala de aula, mas que, para isso, é imprescindível conectar escolas, professores e alunos.

Reportagem – Cláudio Ferreira
Edição – Ana Chalub

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Lewandowski encaminha à PGR ação contra Bolsonaro e Pazuello

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Presidente Jair Bolsonaro ao lado do Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello
Alan Santos/PR

Presidente Jair Bolsonaro ao lado do Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

O ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ) , Ricardo Lewandowski, encaminhou nesta sexta-feira (22), ao procurador-geral da República, Augusto Aras, notícia-crime protocolada contra o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por suposta omissão no combate a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2).

A petição foi inicialmente protocolada por deputados federais do PCdoB, que pediram a inclusão do governo federal nas investigações sobre o colapso no sistema de saúde em Manaus , que culminou na morte de paciente devido à falta de oxigênio em hospitais.

“Não há um efetivo plano nacional para enfrentamento à Covid-19; faltou ação conjunta entre União, estados, municípios, além de instituições de pesquisa e as próprias indústrias, para dialogar, participar e interagir na perspectiva de viabilizar todas as condições que a força produtiva, científica e administrativa do país pudesse empreender; faltou acompanhar o desenvolvimento nos estados, apoiando a implementação de lockdown onde fosse necessário; faltou abastecer os entes federados com insumos e equipamentos; assim como faltaram profissionais especializados para o cuidado intensivo dos pacientes que necessitaram de auxílio para respirar”, destaca a sigla em nota.

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Entre as acusações feitas pelo partido, estão os crimes de prevaricação, por atraso em decisões para atender interesses próprios, e pelo crime de ” expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e eminente”. 

Com a ação encaminhada para a PGR , Aras irá analisar o caso, podendo oferecer denúncia contra o chefe do executivo e o responsável pela pasta da Saúde.

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