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Doria busca apoio de prefeitos do PSDB para ser candidato a presidência em 2022

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Governador de São Paulo, João Dória (PSDB)
Reprodução/EBC

Governador de São Paulo, João Dória (PSDB)

A executiva nacional do PSDB impôs dificuldade ao plano do governador de São Paulo, João Doria, de conquistar o posto de candidato do partido à Presidência da República em 2022 . Ao aprovar as regras das prévias a serem realizadas no dia 21 de novembro, a legenda definiu ontem que os detentores de mandato terão peso maior do que os filiados no colégio eleitoral.

Ciente das dificuldades que Doria terá para conquistar a simpatia de deputados, senadores, prefeitos e vereadores, seus aliados tentaram aprovar uma mudança que permitisse uma divisão igual entre os dois grupos que formam o colégio eleitoral tucano: 50% para filiados e 50% para mandatários. O parecer de São Paulo foi derrotado ontem por 20 votos a 11. Na votação, os filiados terão peso de 25% no resultado final.

A partir dessa decisão, a campanha eleitoral interna foi iniciada oficialmente. Além do governador paulista, pretendem disputar as prévias o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio (AM). Todos se colocaram contra a proposta de Doria. Entre os tucanos, havia o temor que ele se beneficiasse se o peso dos filiados sem mandato fosse de 50%, já que muitos deles estão em São Paulo. Estima-se que 300 mil tucanos estejam registrados no estado.

Com o revés em sua proposta, Doria deve se reunir com os seus aliados para definir a estratégia. A expectativa é que o paulista foque a sua caça por votos nos prefeitos e vice-prefeitos, que foram um dos quatro grupos que têm peso de 25% na votação. São Paulo concentra cerca de um terço das cidades comandadas pelo PSDB no país. Nos últimos meses, o governador intensificou as agendas com chefes de Executivo municipal.

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“Só este ano, o governador já visitou mais de 50 cidades. A meta é fazer quatro cidades por semana. E também não abrimos mão do Legislativo. Vamos buscar a maioria na Câmara e Senado”, afirmou Marco Vinholi, presidente do PSDB de São Paulo e secretário de Desenvolvimento Regional da gestão Doria.

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Hoje, o governador de São Paulo não conta com simpatia entre os tucanos da Câmara que, com senadores, governadores e dirigentes partidários, formam o segundo grupo do colégio eleitoral. Apenas os parlamentares paulistas, quatro dos 33 deputados do PSDB, costumam mostrar alinhamento com ele. No terceiro grupo do colégio eleitoral do PSDB, Doria também pode ter problemas, já que deputados estaduais e vereadores de cidades menores costumam ter vínculos com deputados federais.

Divergências internas O quarto grupo é formado por filiados que se registraram até 31 de maio. A sigla estima que tenha cerca de 1,3 milhão de filiados, dos 500 mil participam da vida partidária ativamente.

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“As regras aprovadas não são a favor de nenhuma candidatura. Dar um peso muito maior aos filiados neste momento seria pouco prudente, porque teria que atualizar listas e cadastros e entender quem são os filiados”, afirmou Leite, citando a pandemia de Covid-19.

As discussões sobre as prévias foram marcadas por divergências nas regras desde o começo. O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) liderou o movimento contra a proposta de Doria. Diante da rejeição à proposta de mais poder aos filiados, foi negociada, na última semana, uma saída intermediária para que o peso dos filiados na votação final ficasse em 35%. Mas essa ideia também não foi adiante.

“Ficou claro é que o partido não vai permitir atropelo na regra das prévias. E todos os estados, com exceção de São Paulo, se manifestaram por regras mais democráticas”, disse Aécio.

Em uma situação hipotética, se um dos candidatos das prévias obtiver 50% dos votos de filiados, 50% entre prefeitos e vice-prefeitos, 50% entre vereadores e deputados estaduais e 0% no grupo da bancada federal, somará um total de 37,5% no resultado final. Caso nenhum dos candidatos atinja 50% na votação de 21 de novembro, haverá segundo turno uma semana depois.

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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro veta projeto que facilitaria tratamento oral contra câncer

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O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente um projeto de lei que facilitaria o acesso a remédios orais contra o câncer. O PL 6.330/2019, do senador Reguffe (Podemos-DF), beneficiaria mais de 50 mil pacientes que poderiam realizar o tratamento em casa, sem necessidade de internação hospitalar. A mensagem de veto foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (27).

De acordo com projeto, os planos privados de saúde ficariam obrigados a cobrir despesas com tratamentos antineoplásicos ambulatoriais e domiciliares de uso oral em até 48 horas. Segundo a mensagem de veto encaminhada por Bolsonaro ao Congresso Nacional, o texto “comprometeria a sustentabilidade do mercado”, “criaria discrepâncias” e “privilegiaria pacientes acometidos por doenças oncológicas que requeiram a utilização de antineoplásicos orais”.

Ainda de acordo com o presidente da República, “o alto custo dos antineoplásicos orais” poderia comprometer a “sustentabilidade do mercado de planos privados de assistência à saúde”. Segundo ele, a consequência seria “o inevitável repasse desses custos adicionais aos consumidores, de modo que encareceria, ainda mais, os planos de saúde, além de poder trazer riscos à manutenção da cobertura privada aos atuais beneficiários, particularmente aos mais pobres”.

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Repercussão

O PL 6.330/2019 foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 1º de julho. O texto ampliava o acesso a tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral para usuários de planos de saúde. Antineoplásicos são medicamentos usados para destruir neoplasmas (massa anormal de tecido) ou células malignas, e tem como finalidade evitar ou inibir o crescimento e disseminação de tumores.

O texto revogava um ponto da Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656, de 1998). De acordo com o dispositivo, a cobertura de tratamentos antineoplásicos ambulatoriais e domiciliares de uso oral depende de aprovação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O projeto do senador Reguffe condicionava o uso dos medicamentos apenas ao registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O veto integral ao projeto provocou reação de parlamentares. Em uma rede social, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) classificou a decisão como “lamentável”. “O veto ao projeto que beneficiaria doentes de câncer é chocante e desumana injustiça”, escreveu.

Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), “nem as pessoas com câncer escapam das maldades do governo Bolsonaro”. “Milhões de crianças, adultos e idosos serão prejudicados com o veto”, publicou.

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O veto ao PL 6.330/2019 será apreciado por senadores e deputados em sessão do Congresso. A matéria tranca a pauta de votações em 30 dias.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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