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Datafolha: para 76%, Bolsonaro deve sofrer impeachment se desobedecer à Justiça

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 Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Pesquisa Datafolha  publicada neste sábado mostra que para 76% dos brasileiros o presidente Jair Bolsonaro deve sofrer impeachment se não cumprir ordens judiciais. O levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo foi realizado em 190 cidades com 2.667 eleitores de 13 a 15 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Outros 21% acreditam que o presidente não deveria ser punido por desobedecer a Justiça, enquanto 3% não souberam opinar. A pesquisa levou em conta a ameaça feita por Bolsonaro durante o ato de caráter golpista convocado para o feriado nacional do 7 de Setembro , no qual Bolsonaro afirmou que não iria cumprir nenhuma ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) .

Na pesquisa com resposta estimulada e única, a avaliação de que Bolsonaro deve sofrer processo de impeachment chega a 93% entre homossexuais e bissexuais. 91% dos estudantes também concordam com a afirmação, assim como 69% dos evangélicos entrevistados e 57% dos empresários.

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A avaliação de que Bolsonaro não deveria ser retirado do cargo de chefe do Executivo é feita por 59% das pessoas que aprova o governo Bolsonaro. 24% dos que se declaram brancos também rejeitam o impeachment do presidente, assim como 14% dos que ganham até dois salários mínimos. Entre os eleitores de 16 e 24 anos, apenas 11% defendem a permanência de Jair Bolsonaro na presidência.

Sobre as falas de tom golpista do presidente Jair Bolsonaro, 86% dos jovens de 16 a 24 anos defendem um impeachment neste caso. 82% dos mais pobres e 94% dos que rejeitam o presidente também apoiam o afastamento de Bolsonaro.

Já 32% dos mais ricos são mais tolerantes aos ataques institucionais, e não veem necessidade da abertura de um processo de impeachment. No grupo de empresários, 39% também defendem a permanência de Bolsonaro, assim como 59% do grupo de pessoas que aprovam o governo.

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POLÍTICA NACIONAL

Gasbitcoin: Nome do ‘faraó dos bitcoins’ é usado para nova criptomoeda

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Gasbitcoin: Nome do 'faraó dos bitcoins' é usado para nova criptomoeda
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Gasbitcoin: Nome do ‘faraó dos bitcoins’ é usado para nova criptomoeda

Uma criptomoeda criada em “homenagem” a  Glaidson Acácio dos Santos, o “faraó dos bitcoins”, começou a ser divulgada em um site na internet e por meio de um grupo do aplicativo de mensagens Telegram. A moeda foi batizada de GASBitcoin, em referência à empresa GAS Consultoria, fundada por Glaidson. No site, o projeto é apresentado como uma “homenagem a uma empresa de criptoativos de nome parecido sediada no Brasil” e ao “rei do bitcoin brasileiro”.

O token é baseado na rede Binance Smart Chain.No grupo do Telegram, ao qual a reportagem do GLOBO teve acesso, os administradores afirmam que a pré-venda está planejada para ocorrer já no próximo mês.

Segundo informações publicadas no grupo, os organizadores estão concluindo o “white paper” (documento com o projeto detalhado) e planejando o “roadmap” (descrição das fases do projeto, inclusive as futuras). O site ainda está em fase de desenvolvimento.

Por enquanto, quem acessa o site encontra apenas a logo da GASBitcoin com uma foto estilizada de Glaidson e um pequeno texto, que descreve a empresa GAS Consultoria da seguinte forma: “Essa empresa mudou a vida de milhares de brasileiros enquanto pagava 10% mensais aos seus investidores, encerrando suas atividades após ser alvo de uma operação policial, mesmo sem nunca ter lesado nenhum de seus investidores. Naquela operação, foram bloqueados 38 bilhões das contas da empresa e 591 bitcoins. Por esse motivo, nosso token surge como alternativa aos seus ex-investidores e uma homenagem ao ‘Rei do Bitcoin brasileiro’.”

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Criado na quarta-feira, o grupo do Telegram contava com pouco mais de 300 membros na noite desta sexta-feira. Um homem identificado como Antonio Carlos chegou a questionar a utilização da imagem de Glaidson: “Nossa equipe não autorizou nem o Glaidson para uso de imagem e da empresa”, escreveu ele. Posteriormente a mensagem foi apagada e Antonio Carlos foi removido do grupo. Outro integrante do grupo, identificado apenas como Leonardo, afirmou ter perdido dinheiro investido na GAS e perguntou qual era o objetivo do grupo. A resposta foi: Esse grupo é apenas para tratar do projeto do GASBitcoin token. Para assuntos relacionados a outros investimentos, por gentileza procure em outros canais de informação.”

Procurada, a GAS Consultoria informou por meio de sua assessoria de imprensa que desconhece a criptomoeda e reiterou que “ninguém está autorizado a usar seu nome ou imagem com o objetivo de ofertar qualquer tipo de produto ou serviço”.

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Confira a seguir a íntegra da nota enviada:

“A G.A.S. Consultoria informa que desconhece a alegada criação de uma “criptomoeda alternativa” a ser lançada, com menção ao nome da empresa.

A G.A.S. Consultoria reitera que ninguém está autorizado a usar seu nome ou imagem com o objetivo de ofertar qualquer tipo de produto ou serviço.

A empresa registra também que não tem poderes para controlar atos independentes praticados por supostos clientes ou pessoas não identificáveis”.

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