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Bolsonaro usa recondução de Aras na PGR para pressionar indicação ao STF

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Procurador-geral da República, Augusto Aras, e ex-ministro da Justiça e indicado de Bolsonaro para o STF, André Mendonça
Montagem/Isac Nóbrega/PR

Procurador-geral da República, Augusto Aras, e ex-ministro da Justiça e indicado de Bolsonaro para o STF, André Mendonça

A decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de  indicar Augusto Aras para seu segundo mantado como procurador-geral da República  (PGR) é vista como um movimento político para pressionar o senado na aprovação de sua indicação do Advogado Geral da União (AGU) André Mendonça à vaga do Supremo Tribunal da Federal (STF) .

Tanto as vagas do STF quanto do procurador-geral são indicações do presidente que precisam ser aprovadas no Senado. A indicação ao STF, feito há nove dias, com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio, até agora não tem previsão de quando vai passar por sabatina na casa. Já a recondução de Aras à PGR ocorre dois meses antes do necessário, o que é visto por senadores e ministros do STF como uma forma de acelerar o processo de indicação de André Mendonça ao Supremo.

No Senado, as indicações devem passar inicialmente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) – apoiador da ideia de que Augusto Aras assuma a cadeira vaga do STF. Até o momento, ele ainda deu previsão de quando será pautada a sabatina de André Mendonça na casa. A sabatina é o último passo para aprovação, para que ele possa assumir a vaga do Supremo.

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Senadores descontentes com o governo discutiam a possibilidade de não pautar a indicação de Mendonça, deixando o escolhido de Bolsonaro em “banho-maria”. Mas, agora, será difícil para Alcolumbre fazê-lo com outra indicação de peso para um outro cargo importante. Para os senadores, ficaria ruim para ele, pautar a indicação de Aras e não pautar a de Mendonça no Senado.

– Com informações da colunista Bela Megale, de O Globo.

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Doria critica governo Bolsonaro e quer Cinemateca administrada por São Paulo

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João Doria, governador de São Paulo
Reprodução/Governo de São Paulo

João Doria, governador de São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria, aproveitou a inauguração do Museu da Língua Portuguesa , neste sábado (31), para anunciar que vai solicitar ao Ministério do Turismo que a Cinemateca Brasileira seja administrada conjuntamente pelo governo e pela prefeitura de São Paulo.

Na segunda-feira (2), o secretário estadual de cultura Sérgio Sá Leitão deve encaminhar a proposta ao governo federal. Na última quinta-feira (29), um incêndio destruiu um galpão da Cinemateca , na Zona Oeste de São Paulo.

“Nós podemos cuidar de tudo, financiar a recuperação da Cinemateca, garantir a sua operacionalidade e, principalmente os seus valores e a memória cinematográfica brasileira”, afirma. “Temos, aqui, a experiência real de ter vivido uma situação trágica, o incêndio que consumiu um interior deste museu. Fizemos a recuperação com o apoio do setor privado e agora, também com o setor privado, faremos a gestão”.

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Segundo Doria e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também presente na cerimônia, a Cinemateca sob gestão paulista era o sonho de Bruno Covas, prefeito da capital falecido em maio.

“A Cinemateca já deveria há muito tempo ter sido transferida para a gestão do município ou do Estado. Dada a circunstância (do incêndio), se justifica ainda mais. A Cinemateca está aqui, é um teste público e cultural muito presente na vida da cidade e do Estado se São Paulo, embora ela atenda todo o país. Aqui, eu posso assegurar, nós cuidamos melhor da cultura do que o governo federal” diz Doria.

Nunes afirmou ainda ter solicitado à Defesa Civil que fizesse vistorias no galpão incendiado e na sede da Cinemateca, na Zona Sul da cidade.

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