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Polícia Civil inicia entrega de rádio comunicadores digitais às unidades das regionais de Cuiabá e VG

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Assessoria | Polícia Civil-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou na tarde desta quinta-feira (22.10) a distribuição das 125 unidades do kits de rádios digitais, que serão entregues para todas as delegacias de policiais de Cuiabá, Várzea Grande e municípios da região metropolitana da Capital.

 

A primeira unidade policial a receber os equipamentos modernos de comunicação foi a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), que passará agora a operar no sistema de radiocomunicação digital, em substituição ao sistema analógico. A meta é que até 2022 Mato Grosso deixe de operar totalmente a comunicação analógica. 

Os 125 kits são compostos de um rádio HD acompanhado de antena, carregador com fonte, capa, fone de ouvido e adaptador de tomada.

Os equipamentos foram adquiridos por meio do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e Ministério Público Estadual, sendo em seguida disponibilizados para uso das forças de segurança pública.

Para o delegado da Deletran, Christian Cabral, a aquisição dos aparelhos digitais representam um avanço, não apenas na economia de custo ao poder público, pois agora a polícia deixa de fazer o uso da telefonia, mas também no ganho da eficiência e segurança.

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Os aparelhos permitem a comunicação com qualquer cidade abrangida pela rede digital e também a integração com os outros órgãos de segurança, que estejam fazendo uso do equipamento.

“Com isso agora a gente desobstrui o serviço de despachamento de ocorrência do Ciosp, pois a Deletran poderá modular diretamente com as equipes e com as demais forças de segurança que atuam nos atendimentos de acidente de trânsito!”, destacou o Cristian Cabral.

“Além de permite a maior agilidade nas comunicações, haja vista que esses policiais não precisam mas fazer o uso de telefones, que são burocráticos e demorados, e ainda geram custo. Podendo assim a economia financeira ser revertida em ação de melhorias para segurança pública”, finalizou o delegado.

A entrega dos rádios comunicadores digitais é realizada pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação (Coti), conforme cronograma de programação.

 

As unidades policiais, quando informadas para comparecem para receber os equipamentos, deverão proceder com a entrega dos rádios HT analógicos que estão instalados nas delegacias, que posteriormente serão redistribuídos para as unidades da Polícia Civil do interior do Estado.

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O sistema de radiocomunicação digitalizado e criptografado é uma reivindicação antiga da área de segurança. A primeira etapa do sistema abrange, que começou a funcionar na semana passada, abrange além de Cuiabá e Várzea Grande, as cidades de Poconé, Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Jangada, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Rosário Oeste, Nova Brasilândia, Planalto da Serra, Nobres e os distritos de Agrovila das Palmeiras e Paraíso do Manso.

A Sesp adquiriu 19 conjuntos de Estações Repetidoras (ERB’s), 950 unidades de rádio portátil, 160 rádios móveis e 80 fixos, além de demais instrumentos necessários para distribuição a todas as forças de segurança do Estado.

Fonte: PJC MT

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Debate destaca necessidade de investimentos sociais para evitar cooptação de crianças e adolescentes ao tráfico na fronteira

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

O tráfico de drogas na fronteira de Mato Grosso, o crime organizado e delitos correlatos foi tema do segundo painel desta quinta-feira (26.11) no 3º Encontro de Justiça Criminal promovido pelo Tribunal de Justiça e Escola de Magistratura de Mato Grosso.

O painel foi coordenado pelo delegado da Polícia Civil do estado, Juliano Carvalho, que é também diretor de Inteligência da instituição. Participaram dos debates a delegada Cínthia Gomes Cupido, titular da Delegacia de Fronteira da Polícia Civil; o coordenador do Grupo Especial de Fronteira, tenente-coronel Fábio Ricas e o delegado Cássio Galhardo, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal.

Fotos: Alair Ribeiro/TJ-MT

Juliano Carvalho pontuou que a criminalidade na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia representa inúmeros desafios para todas as instituições que atuam no combate aos delitos, especialmente o tráfico de drogas que fomenta inúmeros outros crimes. “O trabalho integrado e a troca de informações são fundamentais para o êxito nas ações de enfrentamento aos crimes, em um cenário onde há cada vez mais a cooptação de adolescentes para atuar como mulas. O tráfico e seus crimes correlatos trazem prejuízos inestimáveis às comunidades instaladas na fronteira”, destacou o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso.

O roubo e furto de veículos é um dos crimes fomentados pelo tráfico, que visa principalmente um tipo específico de camionete, a modelo Hillux, para a troca por entorpecentes na Bolívia. A camionete, cujo seguro em Mato Grosso é maior que em qualquer outro estado da federação, é trocada no país vizinho por sete ou oito quilos de droga.

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A delegada Cinthia Cupido, que atua na Delegacia de Fronteira desde 2018, tocou em um ponto fundamental para desestimular a cooptação de crianças e adolescente para o tráfico, o que, consequentemente, leva a outros crimes e produz um cenário de total desestruturação social. “A região de fronteira tem muitas pessoas, famílias vulneráveis social e economicamente, não tem empregos e a cooptação torna-se muito fácil. Educação é fundamental para começar a enfrentar esse problema grave e dar melhores perspectivas para as famílias, especialmente crianças e adolescentes e evitar que entrem para a criminalidade”.

A Defron foi criada pela Polícia Civil para fortalecer a atuação da segurança pública no combate aos crimes de tráfico de drogas e associação e o transporte de veículos, geralmente ligados ao primeiro crime, produzindo investigações mais qualificadas. “Com o levantamento e produção de conhecimento por meio dos serviços de inteligência das forças de segurança e a análise das ocorrências conseguimos mapear as organizações criminosas com integrantes definidos que fazem o transporte de veículos para a Bolívia e a troca por drogas”, explicou ela, destacando que sem essa integração entre as polícias Civil, Militar, Penal e Federal, as ações de combates perdem força.

O coordenador do Gefron, unidade especializada da Secretaria de Estado de Segurança Pública que atua em conjunto com a Defron, apresentou os números de apreensões e recuperações na região. Entre janeiro e outubro deste ano foram apreendidas 13,1 toneladas de entorpecentes e recuperados 267 veículos roubados ou utilizados para o crime, além de 11 aeronaves e 53 armas de fogo.

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“É uma região sensível e atrativa para a criminalidade, ao país que o principal produtor de coca no mundo e onde o único acesso oficial é pela BR-070. O Gefron catalogou que há, no mínimo, mais de 50 vias clandestinas como rotas de acesso para o tráfico e transporte de veículos roubados”, apontou o militar.

Entre os outros números apresentados pelo Gefron, das pessoas conduzidas neste ano em ocorrências de transportando de drogas ou veículos, mais de 60% possuíam antecedentes criminais.

O delegado da Polícia Federal também observou que a integração e atuação conjunta é necessária para fazer frente diante das organizações criminosas que atuam e utilizam a região como rota para o tráfico.

O 3o Encontro de Justiça Criminal é coordenado pela Comissão sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça, com apoio da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), Polícia Civil, Polícia Militar e Politec e debate temas atuais e questões controvertidas de direito penal e  direito processual penal voltadas para a Lei de Drogas, além de buscar o aperfeiçoamento da atividade jurisdicional e das funções essenciais à Justiça.

O evento continua nesta sexta-feira (27) com exposições, debates e diálogos, entre o público participante formado por magistrados, delegados de Polícia, promotores, advogados, defensores públicos e profissionais das demais forças de seguranças.

 

Fonte: PJC MT

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