MUNDO

Vulcão nas Ilhas Canárias poderia provocar tsunami no Brasil

Publicados

em


Nós, brasileiros, aprendemos que fenômenos naturais como terremotos e vulcões não são motivo de preocupação. Mas esta semana trouxe uma notícia diferente. A atividade de um vulcão próximo à África teria capacidade de provocar efeitos na costa brasileira. O vulcão Cumbre Vieja, em La Palma – ilha que compõe o conjunto das Ilhas Canárias espanholas – têm o potencial de provocar um tsunami na costa brasileira.

O vulcão tem aumentado sua atividade sísmica nos últimos dias, o que chamou a atenção de especialistas. Segundo informou a empresa MetSul Meteorologia, o Plano Especial de Proteção Civil e Atenção às Emergências de Risco Vulcânico das Ilhas Canárias (Pevolca) elevou o nível de alerta de verde para amarelo.

Essa alteração para o segundo dos quatro níveis existentes implica em uma ação preventiva diante do que é classificado como risco moderado de atividade vulcânica. Nesse caso, a população local deve ficar em alerta para uma nova mudança na situação. As Ilhas Canárias ficam localizadas a noroeste da África, próximas à costa do Marrocos e do Saara Ocidental.

Chances remotas

Para as atividades vulcânicas do Cumbre Vieja causarem impacto na costa brasileira seria necessário um grande colapso do vulcão. Se isso ocorresse, atingiria toda a costa brasileira, de norte a sul, bem como de outros países banhados pelo Oceano Atlântico. Essa possibilidade, no entanto, é considerada remota por especialistas.

Um estudo do pesquisador norte-americano George Pararas-Carayannis, presidente da Tsunami Society International, afirmou que esse tipo de colapso é “extremamente raro e nunca ocorreu na história registrada”. Além disso, ele afirmou que estudos recentes prevendo a geração de tsunamis a partir da erupção do Cumbre Vieja foram baseados em suposições incorretas.

Leia Também:  Vídeo: Vulcão entra em erupção no Japão e forma grande nuvem de fumaça

Pararas-Carayannis acrescentou em seu estudo que uma “atenção e publicidade inapropriadas da mídia a tais resultados probabilísticos têm criado uma ansiedade desnecessária de que megatsunamis poderiam ser iminentes e devastar populações costeiras em localidades distantes da origem – nos oceanos Atlântico e Pacífico”.

Já o geólogo Mauro Gustavo Reese Filho, da Universidade Federal do Paraná, afirma em estudo que, ainda que as chances sejam remotas, a população costeira do Brasil deveria ser conscientizada. “Estudos mais recentes dizem que as chances de ocorrência são remotas e longínquas, no entanto, o estabelecimento de sistemas de alarme que possibilitam a evacuação de áreas é justificável quando se trata de vidas humanas”, afirmou Reese em seu trabalho, também citado pela Metsul Meteorologia.

O pesquisador brasileiro apontou a falta de cuidados preventivos na costa brasileira. Ele parte do princípio de que uma mera possibilidade de desastre já indica a necessidade de ações preliminares. “A possibilidade de ocorrência deste evento por si só deveria ser razão para a prevenção de todos os tipos de danos na costa brasileira, porém até o momento nada foi feito. A falta de informação é a principal causadora deste problema, pois inclusive no meio geológico muitas pessoas não sabem sobre tal fato”.

Leia Também:  Top Chef Brasil: confira 3 receitas inspiradas na prova da cesta básica

Vulcões

Um vulcão é uma estrutura geológica, em terra firme ou em alto-mar. Eles se formam a partir do choque de duas placas tectônicas, massas rochosas rígidas que formam a crosta terrestre e que deslizam sobre o manto – material subjacente de consistência plástica. Quando essas placas se chocam, uma mergulha sobre a outra, elas se fundem parcialmente e as rochas esquentam a mais de 1000 graus Celsius. Há o aumento de pressão e a crosta terrestre derretida sobe à superfície, formando vulcões e ilhas.

Os vulcões típicos têm formato cônico e montanhoso, mas de proporções variáveis. Essa estrutura cônica, como uma chaminé, comunica uma câmara subterrânea profunda com a superfície. Nessa câmara fica armazenado o magma, uma massa de rocha fundida de alta temperatura, constituída em grande parte de silicatos (tipos de minerais), misturados com vapor de água e gás.

A erupção começa com uma instabilidade no solo, acompanhada por tremores de terra. Formam-se fendas na região instável e consequente saída explosiva de gases, ejeção de água subterrânea e terra. A seguir, verifica-se a abertura e limpeza da chaminé e a expulsão de cinzas, blocos e bombas vulcânicas. Finalmente ocorre o derramamento de lava, que nada mais é do que o magma expelido à superfície e ainda em estado líquido.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MUNDO

Onça-parda é encontrada dentro de um banheiro no interior de São Paulo

Publicados

em


source
Onça-parda encontrada no banheiro na cidade de São Pedro
Reproducao: Facebook

Onça-parda encontrada no banheiro na cidade de São Pedro

Uma onça fêmea adulta foi encontrada dentro do box do banheiro de uma casa em São Pedro, interior de São Paulo . O animal foi achado por uma moradora da casa e os bombeiros, juntamente com uma equipe de veterinários, foram acionados para capturar a onça-parda. 

Segundo o Zoológico Municipal de Piracicaba, o animal estava aparentemente saudável e sua captura não foi trabalhosa. Um dardo anestésico para resgatar a onça com segurança foi aplicado e logo após o efeito, o animal foi deixado em uma mata da região. 

onça sendo solta na mata
Reproducao: Facebook

onça sendo solta na mata

A onça foi retirada do box na tarde da última segunda-feira (18) e permaneceu trancada até a chegada do resgate. Segundo a Folha, não houveram feridos e o animal foi devolvido à mata também sem maus-tratos.

De acordo com a nota oficial emitida pela prefeitura, a onça-parda foi solta em um local seguro de mata fechada, com o auxílio do médico veterinário Matheus Murbach.

Leia Também:  Inundações na Índia interditam ruas, arrastam pontes e matam 46

Leia Também

Apesar de raro, essa não é a primeira vez que uma onça é encontrada na zona urbana de São Paulo. Em 2019, por exemplo, uma onça-parda foi capturada em São Carlos, a cerca de 80 km de São Pedro.

Em 2018, outra onça foi encontrada em Piratininga, distante cerca de 150 km de São Pedro. No ano de 2015, um animal silvestre foi resgatado na área de lazer de uma casa também em São Pedro.

Fonte: IG Mundo

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

mato grosso

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA