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VÍDEO: manifestações contra lockdown na Austrália tem confronto com a polícia

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Marchas anti-lockdown eclodiram em toda a Austrália com dezenas de milhares de manifestantes sem máscara nas ruas de Melbourne e Sydney. Em meio a temores de que as manifestações pudessem funcionar como super-propagação de Covid-19, a polícia passou a reprimir os protestos.

Os protestos são uma resposta às novas medidas de restrição, consideradas muito duras, com bloqueios em New South Wales, Victoria e ao sul da Australia. Mais da metade dos 25 milhões de habitantes do país devem ficar em casa, pelas novas regras, devido a um surto que teve início em Sydnel, com 176 novos casos de Covid-19 no último sábado. Os manifestantes reclamam da rigidez das restrições.

Multidões frenéticas gritando “liberdade” e slogans de conspiração anti-vacinas enxamearam o centro da cidade de Haymarket desde o meio-dia deste sábado, 24, momentos depois que o chefe de saúde local Jeremy McAnulty declarou a área um hotspot viral.

Segundo a polícia, mais de 60 pessoas foram detidas depois de lançarem objetos contra os agentes de segurança. Teve manifestante até dando socos em um cavalo da frota.

O chefe de saúde do estado, Brett Sutton, atacou os manifestantes, dizendo que as manifestações não iriam libertar os australianos de Covid-19 e alertou que a pandemia está longe de acabar.

Fonte: IG Mundo

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Guterres pede cooperação e diz que mundo nunca enfrentou tanta ameaça

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou hoje (21) que o mundo nunca enfrentou tantas ameaças, como destruição da paz, desconfiança ou alterações climáticas e pediu cooperação entre os países presentes à abertura da assembleia geral da ONU.

Um dos pontos mais altos para a diplomacia internacional, a assembleia começou em Nova Iorque com o discurso de Guterres, na presença de mais de 100 chefes de Estado e de Governo e representações diplomáticas de todos os 193 Estados-membros da organização.

Segundo o secretário-geral da ONU, “o mundo nunca esteve tão ameaçado”, com seis grandes temas de divisão: assalto à paz em todo o mundo, alterações climáticas, fosso entre ricos e pobres, desigualdade de gênero, divisão tecnológica ou digital e divisão geracional.

Grande parte dos problemas advém da decorrente pandemia de covid-19, que tem criado e exagerado as desigualdades sociais e econômicas no mundo, mas o secretário-geral destacou outra “doença contagiosa”: a desconfiança em  vários níveis – sejam as teorias da conspiração que entram em contradição com a ciência, a população sem confiança nos seus governos ou ainda a falta de cooperação entre países em temas que necessariamente dependem do multilateralismo.

Guterres classificou como “obscenidade” e grande “falha ética” global o fato de as vacinas não serem distribuídas de forma uniforme no mundo, devido à “tragédia de falta de vontade política e egoísmo”.

“Em vez do caminho da solidariedade, estamos num caminho sem fim para a destruição”, lamentou Guterres, que também declarou que a “interdependência tem de ser a lógica do século 21”.

O chefe da ONU lembrou aos líderes que “as promessas não valem nada se as pessoas não virem os resultados no seu dia a dia” e, pelo contrário, se depararem com violações dos direitos humanos, corrupção ou um futuro sem grandes oportunidades.

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Os “impulsos mais obscuros da humanidade” surgem com essa constante falta de resultados para uma situação com mais esperança, considerou Guterres.

A defesa da “supremacia cultural, do domínio ideológico, da misoginia violenta ou dos ataques aos mais vulneráveis, incluindo refugiados e migrantes”.

O ex-primeiro-ministro português destacou que a paz e o respeito pelos direitos humanos estão faltando nos mais graves casos, como o do Afeganistão, da Etiópia, de Myanmar, do Sahel, Iêmen, da Líbia, Síria e ainda do Haiti, e muitos outros locais onde “tantos foram deixados para trás”.

Outra das grandes preocupações internacionais é a divisão que se cria entre dois grandes poderes, um tema que, apesar de Guterres não nomear, é recorrente nos discursos dos últimos anos — Estados Unidos e China podem criar um problema “muito menos previsível e muito mais perigoso do que a Guerra Fria”, disse o secretário-geral.

“Temo que o nosso mundo esteja a se arrastar para dois conjuntos diferentes de regras econômicas, comerciais, financeiras e tecnológicas, duas abordagens divergentes no desenvolvimento da inteligência artificial – e, em última análise, duas estratégias militares e geopolíticas diferentes”, acrescentou..

Em nível de alterações climáticas, Guterres lembrou muitos dos apelos já conhecidos, como a transição para energias renováveis, redução da utilização dos combustíveis fósseis e carvão, mais impostos e menos subsídios sobre recursos naturais poluentes.

A grande diferença económica entre Estados é visível como efeito da pandemia de covid-19, agora que “as economias avançadas estão a investir quase 28% do seu Produto Interno Bruto na recuperação econômica”, uma média que cai para 6,5% nos países de renda média e “para 1,8% nos países menos desenvolvidos”, disse o secretário.

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As previsões do Fundo Monetário Internacional indicam que nos próximos cinco anos o crescimento económico per capita na África subsaariana seja 75% menor do que no resto do mundo.

No discurso, Guterres renovou o apelo para a reforma da arquitetura da dívida internacional, que a torne mais equitativa, e para a reforma dos sistemas de impostos em todo o mundo, para prevenir evasão fiscal, lavagem de dinheiro ou outros fluxos financeiros ilícitos.

Ele lembrou também os efeitos negativos da desigualdade de gênero e apelou por sociedades com “representação mais igual”, que são, consequentemente, “mais estáveis e pacíficas”.

“A igualdade das mulheres é essencialmente uma questão de poder. Devemos transformar urgentemente o nosso mundo, dominado pelos homens, e mudar o equilíbrio de poder, para resolver os problemas mais desafiadores de nossa época”, considerou o ex-alto comissário das Nações Unidas para Refugiados.

O acesso à internet tem de se tornar um direito humano, defendeu Guterres. Ele afirmou que até 2030 todo o mundo deveria estar ligado à internet, mas com estratégias para combater o armazenamento de dados pessoais que estão sendo usados comercialmente para lucros corporativos, ou ainda pelos governos para “controlar ou manipular comportamentos, violando direitos individuais ou de grupo e debilitando democracias”.

Para as cerca de 11 bilhões de pessoas que se estima que deverão nascer até o fim do século, são necessários mecanismos para dar mais voz aos jovens, para garantir educação de qualidade e para dar mais poder àqueles que serão herdeiros do mundo de hoje.

A esperança ainda existe, mas necessita que “todos façam a sua parte” sem demora, com cooperação global e um multilateralismo renovado, concluiu o secretário..

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