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Ucrânia entra em ‘longa fase’ da guerra e ministro promete novas armas

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Igreja após ataque russo
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Igreja após ataque russo

O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksiy Reznikov, disse nesta sexta-feira que seu país está entrando em uma “longa” fase da guerra, prometendo armar um milhão de combatentes com as novas armas e equipamentos militares doados pelos EUA e por outros países do Ocidente nas duas últimas semanas.

Segundo sua declaração no Facebook, a nova fase é possível porque a Ucrânia forçou a Rússia a reduzir seus objetivos para níveis operacionais e táticos.

“O Exército ucraniano e a população ucraniana inteira repeliram as forças de ocupação e coibiram seus planos”, referindo-se ao que descreveu como expectativa de Moscou de que Kiev capitularia em poucos dias após a invasão, em 24 de fevereiro, permitindo o estabelecimento de um novo sistema russo no país.

O ministro disse que, durante o início da guerra, “voluntários foram extremamente úteis”, afirmando que foi graças à sua mobilidade que “rapidamente solucionamos várias questões desafiadoras”.

O ministro tambem apontou que outra importante mudança ocorreu em nível internacional.

“Em um mês, a Ucrânia alcançou uma integração no campo da defesa, que não pôde ser conquistada durante 30 anos. Recebemos armas pesadas de nossos parceiros. Em particular, os howitzers americanos já estão destacados no front. Há três meses, isso era considerado impossível.”

Reznikov disse que, para ganhar, a Ucrânia “precisa planejar os recursos cautelosamente, evitar erros, projetar nossa força para que o inimigo, no fim, não seja capaz de nos enfrentar”.

Também afirmou que estão avaliando as linhas de produção ucranianas para “assegurar a estabilidade e a frequência do fornecimento”.

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Em sua declaração, ele disse que a Ucrânia vinha recorrendo a ações de caridade dos cidadãos, voluntários e organizações civis para conseguir uma proporção significativa de seu equipamento militar.

Segundo ele, no fim do mês passado, o Ministério da Defesa do país contava como doações para 50% dos coletes à prova de balas usados nos combates.

Mas, a partir desta segunda-feira, a Ucrânia conseguiu elevar sua produção para fornecer 57% dos coletes a suas Forças Armadas, acrescentou.

Novas ambições militares

As declarações do ministro da Defesa ocorrem dias depois de o chanceler da Ucrânia, Dmytro Kuleba, declarar ao jornal Financial Times que, após o recebimento de ajuda dos países da Organização da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o país expandiu seus objetivos na guerra e agora busca expulsar as forças russas de todo o território ucraniano.

Embora não tenha citado nominalmente a Península da Crimeia, que a Rússia anexou em 2014, nem as regiões do Leste controladas por separatistas pró-Moscou desde o mesmo ano, as declarações indicam que Kiev tem a ambição de retomar essas áreas.

Kuleba disse que “a imagem da vitória é um conceito em evolução”.

— Nos primeiros meses da guerra, a vitória para nós parecia a retirada das forças russas para as posições que ocupavam antes de 24 de fevereiro e o pagamento pelos danos infligidos — disse Kuleba na entrevista. — Agora, se formos fortes o suficiente na frente militar e vencermos a batalha de Donbass, que será crucial para a dinâmica seguinte da guerra, é claro que a vitória para nós será a libertação do resto de nossos territórios.

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As declarações corresponderam à primeira vez em que a Ucrânia citou a ambição de retomar territórios perdidos em 2014, sobre os quais nunca deixou de reivindicar soberania.

As metas declaradas por Kuleba, assim como o comentário do ministro da Defesa de que Kiev entra numa fase longa do conflito, indicam que uma saída negociada está cada vez mais distante.

A Rússia, assim como a maior parte da população do país, considera a Crimeia parte integral de seu território, enquanto Kiev continua a reivindicar soberania sobre ele. Analistas entendem que nenhum governo russo vai ceder a península.

Nesta sexta-feira, os ministros das Relações Exteriores do G7 se reuniram na Alemanha em conversa com o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, que pressionou o grupo a tomar medidas para repassar ativos russos apreendidos a Kiev, de modo a financiar a reconstrução do país.

— Pedi aos países do G7 para que adotem legislações e implementem todos os procedimentos necessários para confiscar ativos soberanos russos e entregá-los à Ucrânia — disse Kuleba. — Para usar esse dinheiro para reconstruir nosso país depois de todos os danos infligidos a nós.

Kuleba disse que sentia que o G7 chegaria a esse ponto “mais cedo ou mais tarde”.

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Fonte: IG Mundo

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EUA aprovam ajuda de US$40 bilhões à Ucrânia

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Projeto recebeu 85 votos a favor e 11 contra
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Projeto recebeu 85 votos a favor e 11 contra

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (19) um novo pacote de cerca de US$ 40 bilhões em ajuda militar e humanitária à Ucrânia, que enfrenta ataques da Rússia desde o dia 24 de fevereiro.

O projeto de lei recebeu 85 votos a favor e 11 contra e, agora, seguirá para a mesa do presidente americano, Joe Biden, para assinatura.

A medida inclui, entre outras coisas, US$ 20,1 bilhões em ajuda militar, US$ 8 bilhões em apoio econômico e mais de US$ 1 bilhão para os refugiados que tentam escapar da guerra.

A ajuda à Ucrânia tem sido um raro ponto de coesão no Congresso americano, com a maioria dos democratas e republicanos se unindo para auxiliar o governo de Volodymyr Zelensky.

Por várias semanas, Biden estava pedindo uma ajuda de US$ 33 bilhões para a Ucrânia, mas no início da semana os líderes legislativos acordaram em aumentar a assistência para aproximadamente US$ 40 bilhões.

Com a aprovação do novo pacote de ajuda à Ucrânia, o orçamento total dos EUA para o país sobe para quase US$ 54 bilhões, tendo em vista que, em março passado, o Congresso já havia liberado US$13,6 bilhões em auxílio ao governo ucraniano.

Na ocasião, Zelensky comparou o conflito de seu país com o ataque a Pearl Harbor e os atentados do 11 de setembro de 2001.

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