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EUA retiram familiares de funcionários da embaixada em Kiev

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O governo norte-americano determinou que famílias de diplomatas dos Estados Unidos (EUA) em Kiev abandonem a Ucrânia, “devido à ameaça persistente de operação militar russa”, anunciou nesse domingo (23) o Departamento de Estado em nota.

O pessoal local e o pessoal não essencial podem deixar a embaixada se desejarem, e os cidadãos norte-americanos residentes na Ucrânia “devem considerar” deixar o país em voos comerciais ou por outros meios de transporte, acrescenta o comunicado. Funcionários da embaixada do Reino Unido na capital ucraniana também começaram a ser retirados. Já a União Europeia não vê, para já, motivos para retirar as famílias do pessoal diplomático.

“A situação de segurança, especialmente ao longo das fronteiras ucranianas, na Crimeia ocupada pela Rússia e na região de Donetsk, é imprevisível e pode degradar-se a qualquer momento”, diz a nota do Departamento do Estado.

A embaixada permanece aberta, e a invasão russa pode ocorrer “a qualquer momento”.

Um porta-voz afirmou que se uma invasão russa ocorrer, o governo dos EUA “não estará em posição de retirar cidadãos norte-americanos em tal contingência”.

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“Os cidadãos norte-americanos na Ucrânia devem estar cientes de que uma operação militar russa, em qualquer ponto da Ucrânia, afetaria gravemente a capacidade da embaixada norte-americana de fornecer serviços consulares, incluindo assistência aos cidadãos que estão deixando o país”, adverte o texto.

O Departamento de Estado pede à comunidade norte-americana na Ucrânia que se informe sobre “o que o governo dos EUA pode fazer para (lhes) dar assistência durante uma crise no estrangeiro”.

Os Estados Unidos aconselham a população a não viajar para a Ucrânia e para a Rússia, “devido à tensão contínua e potencial assédio contra cidadãos norte-americanos”.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) já alertou para risco de novo conflito na Europa, depois de cerca de 100 mil militares russos se concentrarem na fronteira com a Ucrânia.

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Soldado russo pede perdão por crime de guerra na Ucrânia

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Procuradoria-geral da Ucrânia divulgou foto com rosto borrado de Vadim Shishimarin, militar russo acusado de matar civil na guerra
Divulgação/Governo da Ucrânia

Procuradoria-geral da Ucrânia divulgou foto com rosto borrado de Vadim Shishimarin, militar russo acusado de matar civil na guerra

O militar Vadim Shishimarin, primeiro russo processado pela Ucrânia por crimes de guerra, pediu perdão nesta quinta-feira (19) por ter assassinado um civil desarmado de 62 anos no início da invasão.

“Sei que você não será capaz de me perdoar, mas eu peço perdão mesmo assim”, declarou o soldado de 21 anos durante uma audiência de seu julgamento em Kiev, dirigindo-se à esposa da vítima, Kateryna Shelipova.

O pedido de desculpas chega um dia depois de Shishimarin ter se declarado culpado das acusações de crime de guerra e homicídio premeditado.

O militar é acusado de matar um civil desarmado com tiros de fuzil em 28 de fevereiro, na região de Sumy, que foi ocupada pelas tropas russas até abril.

Naquele dia, Shishimarin viajava com outros quatro militares em um carro roubado após seu comboio ter sido atacado, perto do vilarejo de Chupakhivka.

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Um dos soldados teria então ordenado que o réu atirasse no civil, que passava de bicicleta, para que ele não os denunciasse. A vítima morreu no local, a poucos passos de sua casa.

Em seu depoimento nesta quinta, Shishimarin disse que, em um primeiro momento, se recusou a disparar contra o ucraniano, mas que acabou cedendo após ter sido ameaçado por outro soldado.

Se condenado, o militar, que é de Irkutsk, na Sibéria, pode pegar até prisão perpétua. Questionado a respeito do assunto na última quarta-feira (18), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou não ter “nenhuma informação” sobre o caso e que as acusações contra a Rússia por crimes de guerra são “falsas”.

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Fonte: IG Mundo

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