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Bachelet pede libertação imediata de presidente de Burkina Faso

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A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu hoje (25) a “libertação imediata” do presidente do Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, deposto por golpe militar no fim de semana.

“Pedimos aos militares que libertem imediatamente o presidente e outros funcionários que tenham sido detidos”, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do gabinete de Bachelet, em entrevista em Genebra.

Michelle Bachelet lamenta a tomada do poder pelos militares e “apela ao rápido regresso à ordem constitucional”.

A alta-comissária visitou Burkina Faso em novembro de 2021, quando saudou a realização pacífica de eleições legislativas e presidenciais no ano anterior.

“Tendo em conta imensas ameaças à segurança e os desafios humanitários que o país enfrenta, é mais importante que nunca assegurar que a lei, a ordem constitucional e as obrigações do país, ao abrigo do direito humanitário, sejam plenamente respeitadas”, destacou Shamdasani, acrescentando que o Alto-Comissariado continuará a acompanhar a situação no país.

O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou o golpe em Burkina Faso, informando ter estado em contato com “líderes da região” sobre a tomada do poder pelos militares.

“Tive as primeiras discussões com líderes da região, e terei mais nos próximos dias”, disse Macron durante viagem à região do Limousin.

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“Muito claramente, como sempre, estamos ao lado da organização regional Cedeao [Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental] na condenação deste golpe militar”, afirmou o chefe de Estado francês.

Em entrevista na pequena cidade de Saint-Léonard-de-Noblat (Haute-Vienne), Macron lembrou que Kaboré foi eleito democraticamente pelo povo em duas ocasiões. “Foi-me dito que sua integridade física não está ameaçada”, disse.

Segundo o presidente francês, o golpe de Estado “faz parte de uma sucessão de golpes militares extremamente preocupantes, no momento em que a região [do Sahel] deve ter como prioridade a luta contra o terrorismo islâmico”.

Organizações internacionais, especialmente a União Europeia, União Africana e Cedeao, bem como os Estados Unidos (EUA) já manifestaram preocupação com os acontecimentos em Burkina Faso e responsabilizaram as Forças Armadas pela integridade física do presidente Kaboré.

Hoje, cerca de 18 militares anunciaram, na televisão nacional, que chegou “ao fim o poder” de Kaboré, presidente desde 2015 e reeleito para segundo mandato de cinco anos em 2020.

A TV estatal publicou carta manuscrita, assinada por ele, na qual o chefe de Estado disse “apresentar sua demissão”, “no melhor interesse da nação, na sequência dos acontecimentos que aí tiveram lugar” desde domingo.

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O golpe de Estado culminou com três dias de manifestações e de motins contra Kaboré em vários quartéis do país.

O poder está agora nas mãos do Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração (MPSR) e de seu homem forte, o tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, comandante da 3.ª Região Militar, que cobre a área oriental, uma das mais afetadas pelos ataques terroristas.

O presidente Kaboré, reeleito em 2020 com promessa de lutar contra terroristas, é cada vez mais contestado pela população, que sofre violência de vários grupos extremistas islâmicos, e pela incapacidade das Forças Armadas de responder ao problema de insegurança.

Os ataques ligados à Al-Qaeda e ao grupo extremista Estado Islâmico têm aumentado sucessivamente desde a chegada ao poder de Kaboré , tirando milhares de vidas e forçando o deslocamento de um número estimado pelas Nações Unidas em 1,5 milhão de pessoas.

Os militares também sofrem baixas desde que a violência extremista começou em 2016. Em dezembro último, mais de 50 integrantes das forças de segurança foram mortos na região do Sahel e nove soldados na região centro-norte, em novembro.

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Ucrânia descarta negociar cessar-fogo ou conceder territórios à Rússia

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Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia
Reprodução/Facebook Volodymyr Zelensky

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

A Ucrânia descartou um  cessar-fogo ou quaisquer concessões territoriais a Moscou, enquanto a Rússia intensificou seu ataque na região leste de Donbass e parou de enviar gás para a Finlândia em sua mais recente resposta às sanções ocidentais e seu aprofundamento do isolamento internacional.

O presidente polonês, Andrzej Duda, disse ao Parlamento da Ucrânia que ceder até “uma polegada” do território do país seria um golpe para todo o Ocidente e garantiu o forte apoio de Varsóvia à sua candidatura à União Europeia.

“Apareceram vozes preocupantes, dizendo que a Ucrânia deveria ceder às exigências do (presidente Vladimir) Putin. Somente a Ucrânia tem o direito de decidir sobre seu futuro”, declarou Duda, o primeiro líder estrangeiro a se dirigir pessoalmente aos legisladores ucranianos desde a invasão russa em 24 de fevereiro.

Depois de encerrar semanas de resistência dos últimos combatentes ucranianos no porto estratégico de Mariupol, no sudeste, a  Rússia está travando uma grande ofensiva em Luhansk, uma das duas províncias de Donbas.

Separatistas apoiados pela Rússia já controlavam partes de Luhansk e da província vizinha de Donetsk antes da invasão, mas Moscou quer tomar o restante do território ucraniano na região.

Na linha de frente de Donetsk, as forças russas tentavam romper as defesas ucranianas para alcançar as fronteiras administrativas da região de Luhansk, enquanto mais ao Norte continuavam bombardeios pesados de Sievierodonetsk e Lysychansk, disse o estado-maior da Ucrânia em sua atualização diária no domingo.

Sievierodonetsk e seu gêmeo Lysychansk, do outro lado do rio Siverskiy Donets, formam a parte leste de um bolsão ucraniano que a Rússia tenta invadir desde meados de abril, depois de não conseguir capturar Kiev e mudar seu foco para o Leste e o Sul do país.

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O principal negociador da Ucrânia, falando à Reuters no sábado, descartou um cessar-fogo ou qualquer acordo com Moscou que envolva a cessão de território. Fazer concessões sairia pela culatra porque a Rússia reagiria com mais força após qualquer interrupção nos combates, disse o conselheiro de Zelenskiy, Mykhailo Podolyak.

“A guerra não vai parar. Será apenas colocada em pausa por algum tempo”, disse Podolyak em entrevista no gabinete presidencial fortemente vigiado. “Eles vão começar uma nova ofensiva, ainda mais sangrenta e em grande escala.”

Pedidos recentes para um cessar-fogo imediato vieram do secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, e do primeiro-ministro italiano, Mario Draghi.

O fim dos combates em Mariupol , a maior cidade que a Rússia conquistou, dá ao presidente russo Vladimir Putin uma rara vitória após uma série de contratempos em quase três meses de combate.

As últimas forças ucranianas escondidas na vasta siderúrgica Azovstal de Mariupol se renderam, disse o Ministério da Defesa russo nesta sexta-feira. Embora a Ucrânia não tenha confirmado que todas as suas forças saíram, o comandante do regimento Azov, uma das unidades da fábrica, disse em um vídeo que o comando militar da Ucrânia ordenou que as forças em Mariupol se retirassem para preservar suas vidas.

O controle total de Mariupol dá à Rússia o comando de uma rota terrestre que liga a Península da Crimeia, que Moscou tomou em 2014, com a Rússia continental e partes do leste da Ucrânia mantidas por separatistas pró-Rússia.


Interrupção no fornecimento de gás

A empresa estatal russa de gás Gazprom informou no sábado ter interrompido as exportações de gás para a Finlândia , que recusou as exigências de Moscou de pagar em rublos pelo gás russo depois que países ocidentais impuseram sanções pela invasão.

A Finlândia disse estar preparada para o corte dos fluxos russos. O país se inscreveu junto com seu vizinho nórdico Suécia na quarta-feira para se juntar à aliança militar da Otan , embora esteja enfrentando resistência da Turquia , membro da organização.

As nações ocidentais também aumentaram o fornecimento de armas para a Ucrânia. No sábado, Kiev recebeu outro grande impulso quando o presidente dos EUA, Joe Biden, assinou um projeto de lei para fornecer quase US$ 40 bilhões em ajuda militar, econômica e humanitária.

Putin chama a invasão de “operação militar especial” para desarmar a Ucrânia e livrá-la de nacionalistas radicais anti-russos. A Ucrânia e seus aliados descartaram isso como um pretexto infundado para a guerra, que matou milhares de pessoas na Ucrânia, deslocou milhões e destruiu cidades inteiras.

— Com informações de agências internacionais

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Fonte: IG Mundo

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