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Conheça Aída dos Santos, única brasileira nas Olimpíadas de Tóquio, de 1964

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Aída dos Santos, única brasileira a participar das Olimpíadas de Tóquio em 1964
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Aída dos Santos, única brasileira a participar das Olimpíadas de Tóquio em 1964

Há 37 anos, a atleta carioca Aída dos Santos conquistou um feito inédito na história do atletismo brasileiro. Ela foi a primeira mulher a participar de uma final olímpica. Naquele ano, os jogos aconteceram em Tóquio e Aída era a única mulher na delegação do Brasil e ficou em quarto lugar no salto em altura. Foi a maior conquista de uma atleta brasileira por 32 anos, até a dupla Jacqueline e Sandra Pires, jogadoras de vôlei de praia, ganharam medalha de ouro em Atlanta, em 1996.

Nas Olimpíadas de 1964, Aída conseguiu uma vaga em setembro, e os jogos aconteceriam em outubro. Desse modo, o tempo de organização foi quase nulo e o incentivo quase inexistente. 


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A atleta não possuía uniforme e reutilizou uma roupa dos Jogos Ibero-Americanos, que havia participado anteriormente. Também não dispunha de material e técnico, precisando recorrer a ajuda de participantes estrangeiros. Um colega japonês emprestou o material, enquanto os sapatos para o salto vieram das mãos de um cubano. Ao fim da competição, Aída atingiu a marca de 1,76m, apenas dois centímetros da medalha de bronze.

Aída dos Santos é uma mulher de origem pobre que cresceu no Morro do Atroz, favela em Niterói, no Rio de Janeiro. Ainda jovem, foi descoberta pelo Fluminense, mas na primeira competição que ganhou levou uma surra do pai, que desaprovava a profissão. Quatro anos depois de Tóquio, ela disputou nos Jogos Olímpicos novamente, desta vez na Cidade do México, em que ficou em vigésimo lugar no pentatlo.

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A atleta se formou em Geografia, Educação Física e Pedagogia. Quando fazia faculdade, frequentava as aulas de manhã, trabalhava durante a tarde. A noite era reservada para os treinos. Ela chegou a ser professora de Educação Física na Universidade Federal Fluminense entre os anos de 1975 a 1987. 

Em 2012, durante as Olimpíadas de Londres, Aída dos Santos recebeu da Confederação Brasileira de Atletismo e da Caixa Econômica Federal uma homenagem. O livro “Mulheres no pódio –  A empolgante história das atletas brasileiras” retrata o caminho percorrido pela atleta até conseguir competir na capital japonesa. Em 2016, nos jogos do Rio, conduziu a Tocha Olímpica ao lado de sua filha Valeska Menezes, jogadora da seleção brasileira de vôlei. 

Fonte: IG Mulher

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Ludmilla estrela campanha do Spotfy que valoriza pessoas negras

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Ludmilla
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Ludmilla

Ludmilla  é a estrela da campanha “Abra seus ouvidos” do serviço de streaming Spotfy. A proposta é escutar o que as  pessoas negras têm a dizer. Além da artista, o time da campanha é composto por Djonga, MC Dricka e L7NNON. Eles falam sobre os  preconceitos que existem na construção da indústria cultural. O fio condutor da campanha é a frase: “Você me ouve. Ma você me escuta?”

No vídeo da campanha, Ludmilla está declarando um poema escrito poe Kimani, poeta de slam do Grajaú, periferia da cidade de São Paulo. “As flores que você oferta no mar, te inspiram, te encantam. Costume não é tendência, é preceito! Vulgo herança. Você sabe, né? Que jóia, e brilho, cabelin na régua é mais que estilo. É reparação! Aquele tempero feito com amô, que você provou. Mas será que sabe mesmo a origem dessa tradição? O tutututu vem do atabaque que fez o ancestral tocar. Cultura essa que até copiam, mas só quem é original mesmo pode falar.”


Como parte da campanha, o Spotify também lança a playlist ” Abra Seus Ouvidos” – que conta com vídeos e áudios exclusivos dos artistas que participam da campanha. Eles compartilham suas próprias perspectivas e experiências em como é ser um artista negro, e revelam quais são os outros artistas que influenciam a arte e a obra produzida por eles até hoje.

O serviço de streming também se compromete a doar R$ 3,5 milhões à organização do Vale do Dendê, que é uma aceleradora de impacto social e centro de inovação em Salvador, Bahia. De acordo com o Spotfy, o recurso será usado para apoiar produtores de música e criadores de podcast, com impacto em mais de 500 profissionais da rede dessas produtoras.

Fonte: IG Mulher

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