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Merendeiros relatam saudade dos alunos e desafios de uma alimentação com qualidade

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A qualidade da educação pública passa pela cozinha. Muitas vezes, a alimentação escolar é uma das maiores motivações para que o aluno frequente a escola. É no refeitório ou mesmo na janela da cozinha que uma merenda feita com carinho e capricho faz a diferença. A comida servida é mais que um motivo para o aluno estudar com afinco.

Para comemorar o dia do merendeiro, no dia 30 de setembro, três profissionais da área relatam o desafio de trabalhar em tempo de pandemia e as perspectivas para o futuro.

A merendeira Vilma Ribeiro, que trabalha há mais de 20 anos na Escola Estadual Agenor Ferreira Leão, no bairro Tijucal, mudou a sua rotina com a pandemia. Nesse período, o trabalho se limita a organizar os kits de alimentação escolar e na distribuição aos pais que vem buscar conforme agendamento.  

Assim que retornar as aulas presenciais, Vilma acredita que a rotina será um pouco diferente do que ocorria no ano passado. A merendeira lembra que a cozinha de uma escola sempre foi um território restrito. “Trabalhamos num ambiente fechado, uniformizadas, sempre usamos luvas. Agora, com a pandemia, máscaras. Estamos ansiosas, eu particularmente porque a preparação não será tão diferente, mas a distribuição aos alunos será outra – eles chegavam na janela, pegavam o prato e iam para o refeitório. Vamos ter que manter um distanciamento deles. O que é triste porque querem conversar e até abraçar. E isso não pode”, assinala.

No entendimento de Vilma, o refeitório é uma das partes que os alunos mais gostam da escola porque é o local que serve a comida que eles tanto adoram. A escola tem um cardápio variado, que é orientado pelas nutricionistas. São servidas saladas, frutas – tudo o que é nutritivo e que os alunos gostam.

Vilma ressalta que na escola criou-se um hábito entre os alunos – a maioria faz as refeições e elogiam o trabalho das merendeiras. Com a postagem da entrega dos kits de alimentação escolar nas redes sociais da escola, a resposta dos alunos é imediata – mandam recados para as merendeiras. “Tia, quando a gente vai voltar a escola? Estou com saudade de sua comida”. Vilma admite que ela e as colegas estão ansiosas e preparadas para o novo quadro com as aulas presenciais. “A gente ama o que faz”.

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Novo na profissão

Estreante na profissão, e lotado na Escola Militar Tiradentes, em Cuiabá, Rodrigo Martins está animado em trabalhar com a educação, pois sabe que jovens e crianças tem a merenda escolar como principal refeição do dia. Ao assumir a função de merendeiro, Rodrigo tinha consciência que estava entrando num espaço que a mulher domina, mas foi recebido muito bem pelas novas colegas. 

O novo merendeiro tem orgulho de trabalhar com alimentação escolar e poder contribuir no desenvolvimento das crianças e dos jovens dentro da escola, mesmo que de forma indireta. Em seu entendimento, a educação nas escolas envolve mais do que ler e escrever, pois é espaço de socialização, aprendizagem e de desenvolvimento.

“E a comida faz parte do bem-estar e saúde dos alunos. Sabemos que o rendimento escolar de um aluno bem alimentado é melhor. Para mim é uma honra poder fazer parte desta função pública”, ressalta.

Na pandemia, Rodrigo teve o trabalho reduzido, pois sem aulas presenciais, trabalha em escala. Mesmo nesse período em que não há alunos, o serviço de organização do ambiente de trabalho tem que ser mantida a limpeza, manutenção a higiene dos utensílios e da cozinha que são tão importantes quanto preparar os alimento.

Rodrigo acha importante a valorização do servidor para poder evoluir como profissionais e, com isso, retribuir aos alunos um trabalho mais profissional e de qualidade. “O nosso espaço e um espaço coletivo onde teremos os cuidados redobrados para que a comunidade escolar sinta se tranquilizada”, destaca.

Rodrigo frisa que que a cozinha tem um pouco de cada matéria e o merendeiro tem que dominar todas, como saber fracionar, dividir, multiplicar, de qual região vem determinado produto. Além de conhecer a história desse produto. Com isso, a cozinha se transforma numa verdadeira sala de aula com direito a interatividade, visualização em tempo real e saborear.

Mesmo após a pandemia, meu trabalho continuará sendo execução com a maior dedicação, boa vontade e carinho que tenho por todos os alunos, pois minhas filhas também são estudantes em outra escola e desejo que elas recebam o melhor tratamento possível quanto os que eu procuro ofertar para os alunos da minha unidade escolar, lembrando que a pandemia ainda não passou a covid-19 está no nosso meio social ainda, mas estaremos seguindo os orientativos e orientando nossos alunos aos cuidados e a proteção.

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Desafio

A merendeira Yasmin Alves Scarella, da EE Estevão Alves Corrêa, em Cuiabá, acredita que trabalhar em tempos de pandemia será um grande desafio já que os profissionais manuseiam alimentos, e por isso, será preciso redobrar os cuidados e higiene, pois o vírus ainda está presente.

“Acredito que 2021 será um ano completamente diferente, um ano em que vamos precisar de muitas adaptações, ainda não sabemos como ocorrera o retorno às aulas presenciais, mas sabemos que vamos precisar de muito cuidado e atenção uns para com os outros”, observa.

Yasmin acredita que a hora do lanche vai sofrer alterações, pois é o momento em que os alunos vão precisar tirar suas máscaras para se alimentar, então vão precisar estar longe uns dos outros.

“Nosso controle de qualidade começa desde quando o fornecedor dos alimentos vem realizar as entregas. Nós conferimos se está tudo certo com a mercadoria, se está adequada para o consumo naquela semana. As verduras, frutas e legumes são entregues semanalmente então estão sempre frescas e de boa qualidade” exemplifica.

Yasmin lembra que os alunos elogiam – e muito – o trabalho das merendeiras, principalmente quando está um tempo fresco e são servidos os pratos preferidos deles, como carne com mandioca. “Eles gostam bastante de frutas também, principalmente porque aqui faz muito calor, eles amam uma melancia ou abacaxi geladinho.

Para Yasmin, a pandemia gerou a falta do contato, da conversa, da amizade que as merendeiras desenvolveram com eles. “Tudo está passando – o pior já passou – e em breve retornaremos às atividades e mesmo que com alguma diferença na rotina, poderemos nos ver e aos poucos voltando ao nosso normal”.

Fonte: GOV MT

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Concessão de rodovias no Médio Norte de MT atrai investidor após leilão deserto em 2018

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O lote de rodovias no Médio-Norte de Mato Grosso, o Lote 2, abrange 233,2 quilômetros as MT-246, MT-343, MT-358 e MT-480, na região de Tangará da Serra, e já possui investidor interessado em assumir a concessão. Em 2018, esse mesmo lote, que abrange os trechos de Jangada a Itanorte, foi colocado para leilão por duas vezes. Na primeira vez, não houve propostas e a sessão foi declarada deserta. Em razão disso, na época, o edital foi modificado, a sessão reagendada e, mesmo assim, nenhuma empresa apresentou propostas de preço.

Para este lote, uma empresa apresentou proposta de preço e deve participar do leilão, na quinta-feira (26.11), na sede da B3, a bolsa de valores oficial do Brasil, na cidade de São Paulo. A sessão pública está marcada para as 14h (horário de Brasília), com a presença do governador Mauro Mendes.

Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística Marcelo de Oliveira, uma empresa se interessar em participar do leilão neste momento é a demonstração da credibilidade da atual administração do Governo do Estado, que fez todas as readequações necessárias nos estudos e edital para que a concessão se tornasse de fato competitiva ao mercado investidor.

Todos os estudos de modelagem técnica, econômico-financeira e jurídica referentes aos três lotes em licitação, bem como as respectivas minutas de edital e contrato, foram realizados pela Secretaria-adjunta de Logística e Concessões da Sinfra junto ao Grupo Houer Concessões.

Neste lote de Tangará da Serra, foram feitas modificações na modelagem técnica e adequações necessárias para padronizar o processo de concessão a todos os demais lotes propostos à iniciativa privada. A principal mudança foi o estabelecimento de valores mínimo e máximo da tarifa de pedágio como critério de julgamento da proposta vencedora, tendo como critério de desempate o maior valor de outorga.

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Nos editais anteriores, o critério estipulado era o de maior outorga, de modo que a tarifa de pedágio era fixa para todos os lotes colocados pela administração da época para concessão. Na ocasião, outros lotes também estavam para concessão na MT-100, em Alta Araguaia, e nas rodovias MT-320 e MT-208, em Alta Floresta.

“Naquela época, a tarifa não mudava conforme o lote e o critério era de maior outorga. Fizemos modificações e esse edital de Tangará da Serra sofreu alterações para padronizar com os outros lotes que estão em concessão pela atual administração, em um total de 512 quilômetros. A partir dessas mudanças, o edital de Tangará ficou mais atrativo, além de atender o interesse do usuário em primeiro lugar, de pagar a menor tarifa”, disse o secretário Marcelo de Oliveira.

O secretário destacou ainda que o interesse das empresas também se dá em razão da postura adotada pelo Governo de Mato Grosso desde o início da atual gestão, com foco em reequilibrar as contas públicas, através de políticas austeras e controle de despesas. Isso passa credibilidade e confiabilidade a todos os investidores e ao mercado brasileiro.

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“Com toda essa pandemia no Brasil, Mato Grosso está nessa pujança. Fazendo obras, investindo, pagando a todos em dia. Somente com obras da Sinfra temos 300 canteiros de espalhados em Mato Grosso. Somos um Estado exemplo de boa gestão, de investimentos aplicados de forma correta e que tem um planejamento para investir ainda mais, com o programa Mais MT, por exemplo, que prevê investimentos em todas as áreas”, afirmou.

Outros lotes

Além das rodovias da região Médio Norte, também está em concessão o Lote 1, com 138,4 quilômetros da MT-220, no trecho entre Tabaporã e Sinop, além do Lote 3, com 140,6 quilômetros da MT-130, entre Primavera do Leste e Paranatinga. 

Ao todo, estão previstos investimentos na ordem de R$ 3,341 bilhões nas melhorias na infraestrutura rodoviária, com a realização de serviços definitivos de recuperação, implantação de acostamentos, passarelas e sinalização, por exemplo, bem como a operação e conservação das rodovias que a iniciativa privada terá de fazer nos 30 anos dos contratos de concessão.

Leilão na B3

Para assegurar a confiabilidade e transparência de todo este processo de concessão, o leilão é conduzido pela Comissão Permanente de Licitação da Sinfra e assessorado pela B3.  Tal medida fomenta a competitividade, pois permite a participação de empresas nacionais e estrangeiras, isoladamente ou reunidas em consórcio, e garante credibilidade a todo o processo.

Fonte: GOV MT

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