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Orçamento do auxílio emergencial chega a R$ 40 bi e ultrapassa Bolsa Família

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Governo já empenhou mais de R$ 40 bilhões
Reprodução: iG Minas Gerais

Governo já empenhou mais de R$ 40 bilhões

Os pagaementos da quinta e sexta parcelas do auxílio emergencial fez o governo federal ultrapassar a verba de R$ 40 bilhões, prevista para 2021. O valor também ultrapassa o total de investimento previsto para o Bolsa Família em 2021.

Apenas para as outras três parcelas adicionais do benefício – agosto, setembro e outubro – a União deve destinar R$ 20 bilhões. Só na quinta parcela do benefício, o governo empenhou R$ 5,4 bilhões para R$ 35 milhões de beneficiários.

Os gastos com auxílio neste ano também ultrapassaram os investimentos para o Bolsa Família, que tem R$ 35 bilhões do Orçamento deste ano. Devido aos gastos deste ano e na tentativa de aumentar a popularidade, o governo federal deverá criar um novo programa social e reajustar em até 50% as atuais parcelas do Bolsa Família. No entanto, a proposta esbarra no Orçamento de 2022. 

A proposta ainda será discutida pelo Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF, pois as dívidas com precatórios inviabilizam o reajuste do programa. Entretanto, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentou uma sugestão para criar um teto de precatórios, ou seja, limitar os gastos com despesas judiciais em 2022. 

Parcela liberada 

A Caixa Econômica Federal liberou nesta segunda-feira (13) o saque da quinta parcela do auxílio emergencial para trabalhadores informais nascidos em julho. Os valores variam de R$ 150 a R$ 375.

O dinheiro já foi pago em agosto, mas só estava disponível para compras, pagamentos e transferências, por meio de conta digital no aplicativo Caixa Tem. O pagamento do auxílio é feito de acordo com o mês de nascimento, no caso dos trabalhadores informais, e com o último dígito do NIS (Número de Inscrição Social), para quem é do Bolsa Família.

Segundo o governo, 45,6 milhões de pessoas estão recebendo o auxílio em 2021, cerca de 22,6 milhões a menos do que no auxílio emergencial de R$ 600, pago no ano passado (68,2 milhões de pessoas).

Confira as datas de saque

  • Nascidos em janeiro – 1º de setembro
  • Nascidos em fevereiro – 2 de setembro
  • Nascidos em março – 3 de setembro
  • Nascidos em abril – 6 de setembro
  • Nascidos em maio – 9 de setembro
  • Nascidos em junho – 10 de setembro
  • Nascidos em julho – 13 de setembro
  • Nascidos em agosto – 14 de setembro
  • Nascidos em setembro – 15 de setembro
  • Nascidos em outubro – 16 de setembro
  • Nascidos em novembro – 17 de setembro
  • Nascidos em dezembro – 20 de setembro
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ECONOMIA

Dólar cai para R$ 5,56 com ambiente externo positivo

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Embalado por um ambiente externo positivo, o dólar caiu após duas altas seguidas e voltou a ficar abaixo de R$ 5,60. A bolsa chegou a subir pouco mais de 1%, mas desacelerou e fechou praticamente estável após declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que cerca de R$ 30 bilhões do Auxílio Brasil podem ser financiados fora do teto de gastos.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (20) vendido a R$ 5,561, com recuo de R$ 0,03 (-0,59%). A cotação operou em queda durante toda a sessão, influenciada pela melhoria no ambiente internacional. Por volta das 15h30, chegou a cair para R$ 5,52, mas diminuiu o ritmo de queda perto do fechamento do mercado por causa do discurso de Guedes.

O Banco Central (BC) retomou os leilões de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro) e vendeu US$ 1,2 bilhão em contratos nesta quarta. O dólar acumula alta de 2,11% em outubro. Em 2021, a valorização chega a 7,16%.

No mercado de ações, o dia foi marcado por oscilações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 110.786 pontos, com alta de 0,10%. No meio da tarde, o indicador chegou a subir 1,04%, motivado pela entrevista do ministro da Cidadania, João Roma, de que o governo busca uma solução para que o benefício de R$ 400 esteja dentro do teto de gastos. A alta, no entanto, diminuiu após a declaração do Ministério da Economia, Paulo Guedes, sobre a possibilidade de pouco mais de R$ 30 bilhões ficarem fora do teto.

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Nos últimos dias, o mercado financeiro tem atravessado momentos de tensão em meio às negociações para a criação do Auxílio Brasil. Os analistas econômicos consideram que o financiamento parcial do programa com recursos fora do teto de gastos dificultará a retomada do controle das contas públicas.

* Com informações da Reuters

Edição: Aline Leal

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