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“Meu medo é da fera estar fora da caixa”, diz Guedes sobre inflação

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Paulo Guedes, ministro da Economia
Washington Costa – ASCOM/ME

Paulo Guedes, ministro da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, alertou sobre o risco da inflação não ser transitória e cobrou atenção dos bancos centrais para esse problema que deve persistir ao longo de 2022.

“Meu medo é que a fera esteja fora da caixa. Eu não acho que a inflação será transitória, de modo algum”, afirmou durante evento do Fórum Econômico Mundial.

Guedes acredita que os choques de oferta vão diminuir gradualmente, o que pode diminuir a pressão nos preços, mas demonstrou preocupação com a expansão da demanda. Por isso, há risco de efeito persistente da inflação, que precisa estar no radar da política monetária:

“Eu acho que os Bancos Centrais estão dormindo no ponto. Eles precisam ficar atentos e eu acho que a inflação será um problema, um problema real, em breve para o mundo ocidental.”

Em relação ao Brasil, o ministro ponderou que a despeito de trágicas experiências com inflação, o país já se movimentou rapidamente. O Banco Central vem, desde o ano passado, elevando a taxa básica de juros para conter a escalada dos preços.

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Brasil preparado para nova variante

Guedes ainda comentou a respeito do avanço da nova variante da Covid-19. Ele disse que há uma preocupação com a ômicron, mas que o Brasil avançou bem na vacinação em massa e que está preparado para colocar em prática os protocolos de sucesso que já foram adotados no auge da crise caso venha uma nova onda da doença.

Ele destacou as ações de preservação dos empregos formais (o programa BEm, encerrado no ano passado), os programas de crédito e o auxílio emergencial, que promoveu transferência de renda para famílias vulneráveis e trabalhadores informais.

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O ministro também disse que o país está preparado para continuar com a vacinação e lembrou que passará a produzir vacina, já que tem acordo com laboratórios, como a Pfizer.

“Vamos produzir localmente e exportar a vacina para os nossos vizinhos”, afirmou.

Elogio ao FMI

Guedes ainda elogiou trechos das falas de Kristalina Georgieva, diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), e Christine Lagarde, presidente do banco central europeu.

O elogio ao FMI provocou um comentário do moderador do debate, Geoff Cutmore, âncora do canal americano CNBC, que afirmou acreditar que Guedes estava estendendo “um ramo de oliveira”, em uma oferta de paz, ao FMI.

Ele foi interpelado por Georgieva, que disse, aos risos, “nós nos amamos”, enquanto fazia um gesto de coração com as mãos. Guedes não comentou a brincadeira.

Há uma crise entre o governo brasileiro e o FMI. Em dezembro, Guedes defendeu o fim da representação permanente da instituição multilateral em Brasília, o que foi confirmada pela direção do FMI logo depois.

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Governo terá 3 ‘guerras’ para avançar com privatização da Eletrobras

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Governo terá 3 'guerras' para avançar com privatização da Eletrobras
Fernanda Capelli

Governo terá 3 ‘guerras’ para avançar com privatização da Eletrobras

Antes do fim do julgamento da privatização da Eletrobras no Tribunal de Contas da União (TCU), críticos já planejam os próximos passos para barrar a venda do controle da empresa. São esperadas ações judiciais, denúncias a órgãos reguladores e iniciativas políticas a respeito do assunto. Parlamentares de oposição, que tentaram suspender o julgamento no TCU, já afirmaram que vão recorrer à Justiça.

“O esforço é centrar fogo para impedir que o governo privatize a Eletrobras”, disse o deputado Bohn Gass (PT-RS).

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O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) afirma que a oposição se dará até no Supremo Tribunal Federal (STF):

“Não podemos permitir essa entrega do patrimônio público, que impedirá a execução de um projeto de desenvolvimento nacional.”

O governo tenta se antecipar e prepara a Advocacia Geral da União (AGU) para contestar quaisquer questionamentos.

Não será o único front de ação de opositores à venda. A Associação dos Empregados da Eletrobras (AEEL), a Associação dos Empregados de Furnas (Asef) e o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) voltarão a protocolar denúncias à SEC (Securities and Exchange Commission, o órgão regulador do mercado americano).

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As entidades já haviam registrado queixa nesta semana apontando que a empresa havia falhado ao não informar investidores sobre o risco bilionário com a usina de Santo Antônio. A hidrelétrica perdeu um processo de arbitragem, o que fará com que os sócios precisem fazer uma injeção de recursos.

Não está claro se, além de Furnas, os demais acionistas vão aderir à operação. As entidades apontam que, no pior cenário, a Eletrobras teria de arcar com as dívidas de Santo Antônio, um total que chega a R$ 18 bilhões.

As associações de servidores apontam que a Usina de Belo Monte, que tem entre os sócios a subsidiária Eletronorte, está com valor sobreapreciado. As entidades também pretendem denunciar problemas na Usina de Itaipu: o processo transfere a binacional para a ENBpar, nova estatal que reuniria os ativos que não podem ser privatizados.

Segundo a entidade, isso seria feito sem negociação com os sócios paraguaios. A terceira iniciativa critica as regras de transferência da Eletronuclear para a ENBpar, com a avaliação de que pode prejudicar os acionistas atuais da Eletrobras.

“Temos que ouvir as assessorias para determinar os próximos passos em relação a ações judiciais”, disse Marcelo de Queiroz, diretor da Asef.

O economista Cláudio Frischtak, da consultoria Inter.B, diz que votos com ressalvas ao modelo podem permitir questionamentos na Justiça:

“A dúvida é se os juízes de primeira ou segunda instância, ou até mesmo ministros do STJ, podem conferir liminares para atrasar ou impedir a privatização.”

Na esfera política, a venda da Eletrobras seria a única possibilidade de o governo privatizar uma estatal. Até agora, somente subsidiárias foram repassadas ao setor privado.

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