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Greve dos caminhoneiros de 2021 pode ser maior do que a de 2018, segundo ANTB

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Greve dos caminhoneiros
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Greve dos caminhoneiros de 2021 pode ser maior do que a de 2018

Prevista para o dia 1º de fevereiro, a greve dos caminhoneiros tem cada vez mais adesões e, segundo o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, poderá ser ainda maior do que a realizada em 2018, por causa de uma maior insatisfação da categoria, especialmente em relação ao preço do diesel e às promessas que não foram cumpridas após a histórica greve feita durante o governo Temer. 

A ANTB , que faz parte do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) -que já havia alertado para a possibilidade de uma paralisação nacional na última semana-, representa aproximadamente 4,5 mil caminhoneiros, e não vê problema em realizar uma greve durante a pandemia.

“A pandemia nunca foi problema. A categoria trabalhou para cima e para baixo durante a pandemia. Muitos caminhoneiros ficaram com fome na estrada com os restaurantes fechados, mas nunca parou”, diz José Roberto Stringasci. 

De acordo com ele, o aumento do preço do diesel é o principal fator da greve, mas algumas conquistas obtidas na paralisação de 2018 também entrarão na lista de dez itens que estão sendo pedidos ao governo para que não haja greve.

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“Esse (diesel) é o principal ponto, porque o sócio majoritário do transporte nacional rodoviário é o combustível (50% a 60% do valor da viagem) Queremos uma mudança na política de preço dos combustíveis”, explica.

Ainda com o monopólio da Petrobras , a produção de combustíveis no Brasil passou por alterações em 2016, quando foi instituído o PPI (Preço e Paridade de Importação), que é praticado até hoje. 

Na época, os reajustes eram feitos quase diariamente, acompanhando a flutuação do mercado internacional, porém, agora, são feitos de acordo com a lógica da paridade, sem prazo determinado. 

“A Petrobras não foi criada para gerar riqueza para meia dúzia, a Petrobras é nossa e tem que ajudar o povo brasileiro e o Brasil”, diz Stringasci. “Queremos preços nacionais para os combustíveis, com reajuste a cada seis meses ou um ano. Essa é uma das maiores lutas nossas desde 2018, e até antes, e até hoje”, ressalta.

O preço mínimo do frete, parado no Supremo Tribunal Federal (STF) após um recurso do agronegócio, e a implantação do Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot), duas conquistas da greve de 2018, também estão entre as reivindicações. 

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Para que a questão seja resolvida e não haja uma greve, os caminhoneiros pedem uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro , candidato apoiado pela categoria nas eleições de 2018.

“A categoria apoiou ele em 100% praticamente nas eleições. Então agora exige a presença dele na reunião”, afirma Stringasci. 

Stringasci informa que a greve já tem apoio de 70% da categoria e de parte da população, perante os preços em alta não apenas no diesel, mas de outros combustíveis, de alimentos e outros itens que elevaram a inflação em 2020. 

“Eu creio que a greve pode ser igual a 2018. A população está aderindo bem, os pequenos produtores da agricultura familiar também. Se não for igual, eu creio que vai ser bem mais forte do que 2018”, alerta o presidente da ANTB.

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Prova de vida de aposentados e pensionistas do INSS é suspensa até fevereiro

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Agência Brasil

INSS
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

INSS suspende prova de vida até fevereiro

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social ( INSS ) que não fizeram a prova de vida entre março de 2020 e fevereiro deste ano não terão seus benefícios bloqueados.

A Portaria nº 1.266/2021, publicada nesta quarta- feira (20) no Diário Oficial da União, prorroga a interrupção do bloqueio de benefícios para as competências de janeiro e fevereiro, ou seja, para pagamentos até o fim de março.

A prorrogação vale para os beneficiários residentes no Brasil e no exterior. De acordo com a portaria, a rotina e obrigações contratuais estabelecidas entre o INSS e a rede bancária que paga os benefícios permanece e a comprovação da prova de vida deverá ser realizada normalmente pelos bancos.

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Realizada todos os anos, a comprovação de vida é exigida para a manutenção do pagamento do benefício. Para isso, o segurado ou algum representante legal ou voluntário deve comparecer à instituição bancária onde saca o benefício. O procedimento, entretanto, deixou de ser exigido em março de 2020, entre as ações para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), e a medida vem sendo prorrogada desde então.

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Desde agosto do ano passado, a prova de vida também pode ser feita por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo site do órgão por beneficiários com mais de 80 anos ou com restrições de mobilidade. A comprovação da dificuldade de locomoção exige atestado ou declaração médica. Nesse caso, todos os documentos são anexados e enviados eletronicamente.

Militares inativos

Também foi publicada no Diário Oficial da União portaria do Ministério da Defesa que também suspende, até 30 de junho, a atualização cadastral para prova de vida de militares inativos , pensionistas de militares, militares anistiados políticos e dependentes habilitados.

De acordo com o texto, nesse caso, o bloqueio de pagamentos por falta de realização da comprovação de vida voltarão a acontecer a partir de 1º de julho. A medida também foi adotada em março do ano passado em razão da pandemia de Covid-19 e vem sendo prorrogada.

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