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Ex-presidente da Petrobras criticado por Bolsonaro assume Administração da Vale

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Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras
Marcelo Camargo / Agência Brasil

Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras

A mineradora Vale elegeu nesta segunda-feira o seu novo C onselho de Administração . Em Assembleia Geral Ordinária (AGO), os acionistas escolheram doze novos integrantes para definir os rumos da mineradora pelos próximos dois anos . Há ainda um 13º assento, ocupado por um representante dos funcionários, que já foi eleito. Entre os eleitos, está Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras  criticado por Bolsonaro pelo regime de funcionamento da empresa.

A eleição estava originalmente marcada para a última sexta-feira, mas foi suspensa e remarcada para hoje, após diversos acionistas alegarem problemas no processamento de votos das ADS (recibo de ações negociados nos EUA) no boletim de voto à distância. Na sexta-feira, a empresa aprovou o balanço , a distribuição de resultados e a remuneração dos executivos.

Essa é a primeira assembleia após o fim do bloco de controle na estrutura acionária da empresa. Em novembro de 2020, acionistas como BNDES, Bradespar, Mitsui, Previ e outros fundos de pensão de estatais deram fim ao acordo de acionistas e passaram a vender suas ações na mineradora. Agora, a companhia é uma corporação com o capital pulverizado na Bolsa, sem um controlador definido.

A assembleia de acionistas ocorre em um momento em que a mineradora alcançou a posição de companhia mais valiosa da América Latina ao ultrapassar US$ 100 bilhões em valor de mercado.

Assim que abriu o encontro, o presidente da AGO, Luiz Antonio de Sampaio Campos, disse que o banco Citibank informou que os votos foram recontados no fim de semana, pois houve erro no processo. Após duas horas de suspensão, dos 16 nomes que concorreram, 12 foram finalmente eleitos, dos quais sete independentes.

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Minoritários emplacam os quatro nomes

Os fundos minoritários conseguiram emplacar os quatro nomes que indicaram. Venceu Marcelo Gasparino, que já era conselheiro da Vale e renunciou ao cargo de conselheiro da Petrobras mês passado.

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Foram eleitos ainda Rachel Maia, que é conselheira do Grupo Soma , do ramo de vestuário e ex-presidente de marcas de luxo como Lacoste e Tiffany no país, e Mauro Cunha, ex-presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec).

Foram eleitos ainda como conselheiros José Maurício Pereita Coelho, Eduardo de Oliveira Rodrigues Filho, Fernando Jorge Buso Gomes, Ken Yasuhara, José Luciano Duarte Penido (independente), Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira (independente), Roger Allan Downey (independente) e Murilo Cesar Lemos dos Santos (independente).

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Tom agressivo de Bolsonaro afasta investimento da China

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Comentários agressivos sobre a China têm impactos negativos em negócios dos dois países
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Comentários agressivos sobre a China têm impactos negativos em negócios dos dois países

As falas agressivas de Bolsonaro contra a China têm provocado um afastameto dos investimentos do maior parceiro comercial do país: a China. Um dos impactos mais importantes para o cenário de combate à pandemia é o envio de insumos para a fabricação de vacinas contra a Covid-19. 

Além disso, novos investimentos em setores de energia, transporte e tecnologia também podem ser afetados pelas falas do presidente. Reuniões já foram canceladas em câmaras de comércio, que é a instância de parceria comercial entre os dois países, após acusações de que o país asiático estaria tirando proveito da pandemia para alavancar a própria economia. 

Ao Uol , o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) , Charles Tang , disse que as transações dependem de órgãos reguladores e de financiamento. Acrescentou que, a cada cometário de Bolsonaro sobre os chineses, surge uma insegurança sobre os negócios. 

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“Se tem negócio suspenso por causa das posições do governo sobre a China? Vou responder dando um exemplo. O mundo inteiro está correndo para ajudar a Índia. A China mandou milhões de vacinas para a Índia. A China não está correndo para ajudar o Brasil. Por que ajudou a Índia e não o Brasil?”, indagou, em entrevista ao Uol.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil, que, em 2020, fechou com saldo positivo de US$ 35,4 bilhões em exportações para o país da Ásia. Registrou redução nos gastos com importação, sendo 2,7% a menos (US$ 34,6 bilhões), e aumento nas exportações de 7,3% (US$ 70,08) bilhões, saldo maior que as vendas para os EUA.

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