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Embargo à carne não é ato político da China, afirma Ministra da Agricultura

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“Bloqueio de carne não é ato político da China”, disse Tereza Cristina em entrevista à CNN Brasil
Arquivo/Agência Brasil

“Bloqueio de carne não é ato político da China”, disse Tereza Cristina em entrevista à CNN Brasil

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (27) que não acredita que o  embargo da China à importação de carne brasileira tenha razão política ou seja uma estratégia para reduzir os preços.

“Não posso afirmar isso. O que posso dizer é que se trata de uma estratégia chinesa e que o ministério tem a obrigação de fazer sua parte, que é prestar as informações pedidas de forma transparente”, disse.

A declaração da ministra é uma resposta às recentes preocupações da bancada ruralista da Câmara dos Deputados , que culpa o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelo veto chinês. Segundo os parlamentares, a relação diplomática com a China teria ficado comprometida após Bolsonaro atribuir a culpa pela pandemia de Covid-19 ao país asiático.

Havia ainda hipóteses de que o embargo seria uma tentativa da China de negociar com o Brasil os preços da carne bovina. Isso porque a alta demanda pelo produto elevou em 42% o valor da tonelada, que chegou a ser negociada em US$ 5,819 na primeira semana de setembro – quando se deu o veto.

Tereza Cristina ainda disse que a demora para o retorno das importações pelos chineses pode estar ligada a um aumento da produção de carne suína no país. “A China voltou a crescer com a produção de suínos, após problema que durou três anos. Hoje, eles têm um volume maior de carne suína. A gente substituiu um pouco essa necessidade por um tempo”.

Suspensão das exportações

O embargo chinês teve início em 4 de setembro, após a confirmação de dois casos atípicos de mal da vaca louca em frigoríficos de Minas Gerais e Mato Grosso. Conforme um acordo comercial previsto entre os dois países, o Brasil resolveu suspender as exportações de carne bovina para a China.

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Dias depois, porém, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) resolveu manter o Brasil com  status de “risco insignificante” para a doença . O órgão considerou que os animais haviam sido atigindos de forma independente e isolada. Por isso, não apresentavam “risco para a saúde humana”. Mesmo assim, a China resolveu manter a suspensão, que já dura sete semanas.

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Na semana passada, a ministra da Agricultura já tinha se colocado à disposição para  ir pessoalmente até Pequim negociar a retomada das exportações com as autoridades locais. À CNN , Tereza Cristina afirmou que tem conversado constantemente com as equipes técnicas para resolver o assunto. “Esperamos retomar os envios no curtíssimo prazo”.

Carne espera liberação para entrar no país

Apesar da suspensão das exportações, frigoríficos nacionais chegaram a embarcar carne bovina para a China depois de 4 de setembro. Estima-se que o Brasil tenha enviado cerca de 112 mil toneladas que já chegaram no país ou estão nos portos chineses aguardando liberação. “40% dessa carne os exportadores brasileiros recebem [o pagamento] mesmo antes de chegar à China”, informou a ministra.

Nesta quarta, o país asiático liberou a entrada de um lote de carne que estava armazenado no porto de Xangai desde o dia 15 de outubro. A informação foi confirmada pelo próprio importador Conrado Beckerman, ligado à consultoria Agrifatto, em depoimento ao podcast da empresa. Apesar disso, o embargo chinês à carne brasileira continua valendo.

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ECONOMIA

Copom define taxa básica de juros nesta semana

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta terça (7) e quarta-feira (8) a última reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a taxa está em 7,75% ao ano.

Com a alta da inflação, a expectativa do mercado financeiro, consultado pelo BC, é que os juros básicos subam 1,5 ponto percentual para 9,25% ao ano.

O atual ciclo de alta da Selic começou em março deste ano, quando a taxa subiu de 2% para 2,75% ao ano.

Histórico da taxa básica de juros de fevereiro de 2020 a outubro de 2021 Histórico da taxa básica de juros de fevereiro de 2020 a outubro de 2021

Histórico da taxa básica de juros de fevereiro de 2020 a outubro de 2021 – Fonte: Banco Central

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. É o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

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Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, pois a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Inflação

Para 2021, a meta de inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%.

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Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 10,67%, no resultado acumulado de 12 meses encerrados em outubro deste ano.

Edição: Kelly Oliveira

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