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Em reunião, Bolsonaro se irritou com Castello Branco “vestido de astronauta”

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Roberto Castello Branco
Marcelo Camargo / Agência Brasil

Roberto Castello Branco

O jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, revelou neste domingo (28) detalhes da reunião anterior à demissão de Roberto Castello Branco da presidência da Petrobras . Além dele e de Jair Bolsonaro , estavam presentes também os ministros da Economia, Paulo Guedes , de Minas e Energia,  Bento Albuquerque , da Infraestrutura,  Tarcísio de Freitas , e da Casa Civil, Walter Braga Netto .

No encontro, Castello Branco deveria explicar os reajustes do preço do diesel . Mas o que irritou Bolsonaro foi o fato de que o então presidente da Petrobras estava utilizando equipamentos de proteção para conter a disseminação do novo coronavírus (Sars-Cov-2).

Aos 76 anos, Castello Branco se protegia – e protegia aos demais – com uma máscara N95 e óculos de proteção. Cumprimentou a todos, mas sem apertos de mãos ou abraços, como o restante estava fazendo. De acordo com a apuração de Lauro Jardim, isso foi o suficiente para Bolsonaro praticamente perder a paciência.

No gabinete presidencial, apenas Guedes usava máscara , mas a retirava ao falar. Já Castello Branco manteve o equipamento de proteção no rosto durante toda a reunião.

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Bolsonaro, que costuma criticar as medidas de segurança contra a Covid-19 , e os ministros chegaram a perguntar porque Castello Branco estava “vestido de astronauta”.

Depois da reunião, o então presidente da Petrobras foi demitido do cargo, e Bolsonaro nomeou o general Joaquim Silva e Luna para o cargo . A intervenção na estatal assustou o mercado e fez as ações da empresa despecarem na Bolsa .

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ECONOMIA

Inflação para idosos acumula taxa de 6,20% em 12 meses

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O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) subiu 1,54% no primeiro trimestre de 2021 e acumula elevação de 6,20% nos últimos 12 meses, ficando acima da taxa acumulada pelo IPC-BR, no mesmo período, que atingiu 6,10%. O resultado foi divulgado hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O IPC-3i mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade. Já o IPC-Br analisa a inflação das famílias para todas as faixas de idade.

Na passagem do quarto trimestre de 2020 para os três primeiros meses deste ano, o IPC-3i teve recuo de 1,27 ponto percentual, passando de 2,81% para 1,54%. De acordo com o Ibre, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram queda na variação. O grupo habitação caiu de 3,40% para -0,37%, foi a principal contribuição para o desempenho do indicativo. A tarifa de eletricidade residencial, foi o item que mais influenciou o comportamento desta classe de despesa, com a variação de -6,44% no primeiro trimestre, enquanto no anterior foi 11,68%.

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A queda da IPC-3i também sofreu influência dos grupos alimentação, que passou de 5,91% para 1,40%; educação, leitura e recreação saiu de 5,40% para -2,43%; e comunicação de 0,42% para 0,02%. O Ibre destacou nestas classes de despesa o comportamento de itens com quedas significativas como hortaliças e legumes de 15,79% para -1,82%), passagem aérea de 29,91% para -20,63%) e tarifa de telefone residencial de 1,80% para 0,00%.

Os comportamentos negativos com avanço nas taxas de variação ficaram por conta dos grupos transportes, que tiveram alta de 2,23% para 7,16%, Saúde e Cuidados Pessoais saindo de 0,39% para 1,24%), despesas diversas que passou de 0,45% para 0,88% e vestuário de 0,54% para 0,63%. Nestas classes de despesa, houve influência da gasolina cuja variação cresceu de 3,40% para 21,84%), médico, dentista e outros de 0,09% para 2,05%), cigarros de -0,93% para 1,85%) e calçados femininos de -0,30% para 2,07%.

IPC-3i

Esta versão do IPC foi desenvolvida com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo FGV IBRE no biênio 2002/2003, e analisou o orçamento de famílias compostas, majoritariamente, por indivíduos com mais de 60 anos de idade. Com o indicador, é possível observar como a variação dos preços de produtos e serviços atinge o custo de vida de parcela crescente da população brasileira.

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Segundo a FGV, “além de medir a evolução do custo de vida para indivíduos com mais de 60 anos de idade, o IPC-3i serve de referência para a execução de políticas públicas nas áreas de saúde e previdência.

Edição: Valéria Aguiar

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