ECONOMIA

Bolsonaro prepara pacote de benefícios para caminhoneiros; entenda a ideia

Publicados

em


source
Bolsonaro com caminhoneiros
Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro com caminhoneiros

O governo Bolsonaro prepara uma série de iniciativas que vai beneficiar a classe dos caminhoneiros . Os ministérios da Infraestrutura e da Economia fecharam um pacote que deve ser anunciado nas próximas semanas. Este inclui desde redução no preço do diesel até linhas de crédito especiais. 

Como adiantou a Folha de São Paulo,  o projeto foi batizado pelos assessores do Palácio do Planalto de “ Gigantes do asfalto ”. Dentre as medidas a serem tomadas está também a renovação da frota de veículos. 

Desde fevereiro, com os sucessivos reajustes no preço dos combustíveis, uma nova greve vem sendo ventilada. Bolsonaro, no entanto, não quer ficar refém da categoria que responde por 87% do transporte de cargas nacional. 

A reunião que selou o pacote contou com a presença dos ministros da Casa Civil, Economia, Infraestrutura, Justiça e Segurança Pública. 

A ideia, porém, precisa ser compensada com a retirada de recursos de outra área, de acordo com a lei de responsabilidade fiscal. Sem dinheiro para o Enem, pra o Censo e para as universidades vai ser difícil para a União encontrar fonte de recursos para o programa dos “gigantes”.

Leia Também:  Atitude de Bolsonaro é 'negacionista e criminosa', diz Doria

Você viu?

Por enquanto, a pasta de Paulo Guedes trabalha com a ideia da criação de vouchers para compensar o gasto com combustível. Estes seriam usados mediante cadastro, e quando houvesse uma elevação abrupta do preço do petróleo.

Além disso, a Caixa se prepara para atender a classe com crédito com juros mais baixos. O banco deve oferecer também empréstimos para donos de postos de gasolina nas estradas que estejam interessados em transformá-los em grandes áreas de descanso e atendimento aos caminhoneiros.

O BNDES também entrará na jogada. Com R$ 500 milhões ofertados em linha de crédito, o banco de desenvolvimento ajudará no financiamento de veículos até R$ 100 mil. O programa será batizado de “Frota Verde”. 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ECONOMIA

IBGE: construção voltou a crescer em 2019, após dois anos de queda

Publicados

em


A Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) 2019, divulgada hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que naquele ano o setor totalizou R$ 288 bilhões, sendo R$ 273,8 bilhões em obras e serviços de construção e R$ 14,2 bilhões em incorporações. Desse total, R$ 127,3 bilhões foram em construção de edifícios, R$ 92,8 bilhões em obras de infraestrutura e R$ 67,9 bilhões em serviços especializados.

Em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,4%, o terceiro valor positivo seguido após a retração observada em 2015 e 2016. A construção havia retraído em 2017 e 2018 e voltou a crescer em 2019, alcançando 1,5%. A criação de empregos no setor também voltou a crescer, após vários anos de queda ou estagnação.

A pesquisa identifica mudanças estruturais na indústria da construção ao longo do tempo, não fazendo relações de causalidade nem análises conjunturais. As variáveis analisadas são empregos e salários, receita, custos e despesas, valor das incorporações e tipos de obra. A série histórica traz a análise de dez anos, de 2010 a 2019.

O IBGE destaca que se em 2010 as obras de infraestrutura respondiam por 44,1% da indústria da construção, em 2019 caíram para 32,2%, passando de primeiro para o segundo lugar em valor total. A construção de edifícios assumiu a primeira posição, passando de 39,1% em 2010 para 44,2% em 2019. Essa inversão foi verificada em 2012 e se acentuou em 2015, mantendo proporções parecidas desde então. Os serviços especializados para construção vêm numa trajetória crescente, passando de 16,8% em 2010 para 23,6% em 2019.

Leia Também:  PIS/Pasep: prazo para sacar até R$ 1.100 acaba em 2 semanas; veja como conseguir

Segundo a pesquisa, a diminuição da infraestrutura pode ser associada à queda da participação do setor público, que passou de 41,4% em 2010 para 30,3% em 2019, já que o investimento necessário para o setor é muito elevado, assim como a incerteza. Essa mudança reflete também o fim do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o início da modalidade Parcerias Público-Privadas (PPP).

Ocupação e remuneração

Foram registradas 125,1 mil empresas no setor de construção em 2019, com 1,9 milhão de pessoas ocupadas, um aumento de 1,7% frente a 2018. Um total de R$ 56,8 bilhões foi pago em salários, remunerações e retiradas, o que representa 2,7% de aumento real na mesma comparação. É o primeiro resultado positivo desde 2014 para os dois indicadores.

Por outro lado, quando se compara 2019 com o ano de 2014, o número de pessoas ocupadas é 34,2% menor, e o total de salários, remunerações e retiradas caiu 41,6%, segundo o IBGE. Na comparação decenal, o porte das empresas caiu a menos da metade, indo de uma média de 32 pessoas ocupadas por empresa em 2010 para 15 em 2019. Já o salário médio mensal diminuiu de 2,6 salários mínimos para 2,3 no mesmo período.

Leia Também:  Trabalhadores nascidos em dezembro podem sacar auxílio emergencial

Tipo de obra

As mudanças estruturais na indústria da construção podem ser verificadas também no tipo de obra ou nos serviços realizados. Enquanto em 2010 o primeiro lugar ficava com a construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais, com 21%, o grupo passou para o terceiro lugar em 2019, com participação de 16,2%. O primeiro lugar foi ocupado pelas obras residenciais, que ficavam em segundo com 20,6%, e subiram para 25,7%. Serviços especializados para construção passaram de terceiro (15,4%) para segundo (19,8%).

A pesquisa destaca o aumento do crédito imobiliário e dos programas de habitação popular que ocorreram no período, além do aumento do poder de compra das famílias, que impulsionaram as obras residenciais e a aquisição da casa própria.

Edição: Graça Adjuto

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

mato grosso

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA