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Boeing não obtém encomendas e pedidos de B737 MAX são cancelados

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Guilherme Dotto

Boeing não obtém encomendas e pedidos de B737 MAX são cancelados

Enquanto batalha para obter a aprovação regulamentar para voar com o 737 MAX novamente nos Estados Unidos, a fabricante norte americana tem a pandemia prejudicando a demanda por jatos da Boeing e do rival europeu Airbus.

Em relatórios, A Boeing anunciou que em setembro perdeu dois pedidos de jatos 737 MAX da empresa de leasing BOC Aviation e outro jato de um cliente não identificado.

Até o mês de setembro de 2020, o número de pedidos MAX cancelados ou removidos da carteira oficial da Boeing foi de 1.006 aeronaves. O número de clientes que optaram por trocar o equipamento foi de 436 aeronaves, 448 quando os equipamentos também são da Boeing.

Já em setembro, a Boeing entregou 10 widebodies, número abaixo dos registrados em setembro de 2019.

Até o atual momento, a Boeing entregou 98 aeronaves, como ja anunciado pelo Contato Radar, número relativamente abaixo do que o ano anterior.

A Boeing enfrenta atualmente o maior estoque de novas aeronaves já construídas em seus 104 anos de história, com o número de cancelamentos aumentando toda semana.

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Dólar cai nesta sexta, mas fecha mês com alta de 2,17%

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Graças a uma intervenção do Banco Central (BC), o dólar encerrou a sexta-feira (30) em queda, mas acumulou, em outubro, alta pelo terceiro mês seguido. A bolsa de valores caiu pela quarta vez na semana e encerrou o mês com o pior desempenho semanal desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março.

O dólar comercial fechou esta sexta-feira vendido a R$ 5,737, com recuo de R$ 0,027 (-0,47%). A divisa ultrapassou a barreira de R$ 5,80 perto das 12h, forçando o Banco Central (BC) a intervir no câmbio, vendendo US$ 787 milhões das reservas internacionais à vista. Somente por volta das 13h, a cotação passou a cair, passando a operar em baixa no restante do dia.

Apesar da queda nesta sexta-feira, o dólar subiu 1,97% na semana e encerrou outubro com alta de 2,17%. Em 2020, a divisa acumula valorização de 43%.

Ações

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela cautela. Depois de uma recuperação ontem (29), o índice Ibovespa, da B3, fechou o dia com recuo de 2,72%, aos 93.952 pontos. O indicador acumulou queda de 7,22% na semana, o pior desempenho para uma semana desde março.

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O Ibovespa, que vinha numa trajetória de alta e chegou a operar acima dos 100 mil pontos na semana passada, despencou nesta semana, revertendo os ganhos recentes. Em outubro, o índice acumulou queda de 0,69%.

O avanço nos casos de covid-19 na Europa abalou os mercados globais nos últimos dias. A imposição de novas medidas de lockdown em diversos países do continente influenciou as projeções de recuperação da economia europeia.

O mercado também está sendo influenciado pelas tensões com a proximidade das eleições norte-americanas, na próxima terça-feira (3). A indefinição no resultado e a possibilidade de contestação de votos enviados pelos correios tem deixado os investidores nervosos em todo o planeta.

*Com informações da Reuters

Edição: Aline Leal

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