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IBGE atualiza limites de municípios no mapa da Amazônia Legal

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem (16) o  novo mapa da Amazônia Legal para 2020, com base na atualização da Malha Municipal. As alterações em relação ao mapa anterior ocorreram nos municípios internos à região, sem mudanças nas divisas dos estados e das fronteiras internacionais.

Segundo o IBGE, no mapa constam as divisas estaduais, limites municipais e posições das sedes das cidades, informações que auxiliam a compreensão da dinâmica urbana e da infraestrutura logística de integração regional.

Atualmente, a Amazônia Legal ocupa 5.015.068,18 quilômetros quadrados (km²), correspondentes a cerca de 58,9% do território brasileiro, de  8.510.295,914 km².

“As maiores mudanças em relação a 2019 foram em municípios internos à Amazônia Legal. Por exemplo, no Mato Grosso, o município de Várzea Grande teve mudanças em seu território, mas sem que isso alterasse a área total em questão”, disse, em nota, o cartógrafo do IBGE Diogo Nunes.

Atualmente, nove estados compõem a Amazônia Legal: Acre (22 municípios), Amapá (16), Amazonas (62), Mato Grosso (141), Pará (144), Rondônia (52), Roraima (15), Tocantins (139) e parte do Maranhão (181 municípios, dos quais 21 foram parcialmente integrados), com um total de 772 municípios. O Maranhão é o estado com o maior número de municípios na área e tem 79,3% do seu território, ou 261.350,785 km² integrados à Amazônia Legal.

“A atualização do recorte territorial da Amazônia Legal serve como referência para a agregação de informações estatísticas e geocientíficas, contribuindo para a consolidação de uma base de informações de apoio ao planejamento regional e viabilizando o acompanhamento dos objetivos de redução das desigualdades sociais e regionais e de desenvolvimento sustentável”, explica o IBGE.

Instituída por lei em 1953, a Amazônia Legal define a delimitação geopolítica da região para efeito de planejamento social e econômico da região. “O governo federal é o responsável pela demarcação da Amazônia Legal, cabendo ao IBGE a divulgação espacial dessa região”, disse o cartógrafo Nunes.

Fonte: AMM

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Governo expandirá internet nas escolas, diz ministro à Comissão Temporária da Covid-19

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Em audiência pública nesta segunda-feira (2) na Comissão Temporária da Covid-19, que acompanha as ações de governo no combate à pandemia, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, prometeu que o leilão da tecnologia 5-G levará conexão de internet a 100% das escolas públicas. Ele também defendeu o retorno às aulas presenciais, interrompidas em razão da pandemia de covid-19, e disse que a pasta tem o desafio de “uma campanha de conscientização para vencer resistência à volta às aulas e recuperar o tempo perdido”.

— 6 mil escolas urbanas não têm internet, que vão receber logo nos dois primeiros anos de investimentos que as operadoras vão fazer após ganharem o leilão — disse o ministro, lembrando que o país tem 40 milhões de cidadãos sem acesso a internet.

A conexão das escolas urbanas será feita por fibra ótica ou 5G, declarou, enquanto as escolas rurais das comunidades acima de 600 habitantes serão conectadas por fibra ótica. Ele acrescentou que as comunidades de menos de 600 habitantes que tiverem ponto de energia terão conexão por satélite instalada até julho de 2022. Fábo Faria afirmou ainda que, ao lado do esforço geral das operadoras de telefonia, que conseguiram atender ao aumento de 50% do tráfego de internet decorrente da pandemia, os programas do governo federal Wi-fi Brasil, Norte Conectado e Nordeste Conectado, usando diferentes tecnologias, expandiram aumentaram a conectividade em zonas rurais. 

Ao senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator da comissão, Fábio Faria declarou que o programa Wi-Fi Brasil, com base em conexões por satélite, poderá instalar 2 mil pontos de acesso por mês.

— [Pelo Wi-Fi Brasil] teremos menos de 10 mil escolas que ficarão sem internet no Brasil. São escolas em comunidades muito remotas, que não têm energia elétrica. A partir do momento em que tiverem ponto de energia elétrica, levaremos a internet — prometeu.

Além de Wellington Fagundes, os senadores Esperidião Amin (PP-SC) e Kátia Abreu (PP-TO) — autora do requerimento de audiência —, mencionaram as dificuldades de acesso dos estudantes de escolas públicas à internet. Faria se disse preocupado com as perdas educacionais decorrentes da suspensão das aulas presenciais, atingindo principalmente os estudantes mais pobres.

— Imagine aquelas pessoas que estão nos rincões do Brasil, desconectadas. Essas perderam tudo. Além de não obterem informações sobre a pandemia, as crianças ficaram praticamente um ano e meio sem estudar — afirmou Faria. Ele disse que essa dificuldade será suprida por meio de uma parceria com o Ministério da Educação para distribuição de “auxílio-internet”, para viabilizar a conexão de 14 milhões de estudantes.

Kátia Abreu apontou a falta a cobertura de internet no interior, que, apesar das alegações das operadoras, é precária ou inexistente. Faria disse que a crítica é pertinente e precisa ser investigada em conjunto com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O ministro das Comunicações concordou com o estabelecimento da internet como direito fundamental garantido na Constituição, junto com saúde, educação e segurança. Ele disse esperar que uma proposta nesse sentido possa ser examinada pelo Congresso depois da pandemia.

— Quem estiver fora da internet estará fora da inclusão social, mais do que da inclusão digital — resumiu.

Presidida pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO), a Comissão Temporária da Covid-19 acompanha, desde o ano passado, as ações da administração pública no combate à pandemia.

Fonte: AMM

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