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Vereador contrário ao uso obrigatório de máscaras morre de Covid-19

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Vereador Thiarles Santos, vítima da Covid-19
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Vereador Thiarles Santos, vítima da Covid-19

O vereador de Uberlândia Thirles Santos (PSL), 34 anos, morreu na noite desta sexta-feira (17) por complicações da Covid-19. Bolsonarista, o parlamentar era contra o uso obrigatório de máscara, tendo, inclusive, apresentado um Projeto de Lei que propunha a desobrigação do uso do equipamento. Ele também já disse que preferia esperar para se vacinar.

O óbito do parlamentar, o segundo da Casa em decorrência da Covid, foi confirmado pela Câmara Municipal de Uberlândia por meio de uma nota de pesar.

“O vereador Thiarles Santos deixou sua história e legado na Câmara Municipal de Uberlândia nestes 7 meses e 20 dias que passou conosco. Como integrante do Poder Legislativo Municipal, o vereador teve como função primordial representar os interesses da população perante o Poder Público, ouvindo o que os seus eleitores e o povo de Uberlândia desejavam, propondo e aprovando esses pedidos na Câmara Municipal e fiscalizando se o prefeito e seus secretários estavam colocando essas demandas em prática”, diz a nota.

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O advogado, que estava em seu primeiro mandato, foi internado em agosto em um hospital particular da cidade. Em 4 de setembro, foi intubado. Os pulmões não responderam bem ao tratamento e uma traqueostomia chegou a ser cogitada. No entanto, ele apresentou instabilidade respiratória e faleceu antes de realizar o procedimento.

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Projeto de Lei 

Thiarles foi autor de um PL que pretendia mudar a legislação para desobrigar o uso de máscara para pessoas vacinadas ou que já contraíram Covid-19.

Na justificativa, o parlamentar escreveu que “uso prolongado pode agravar sintomas de pessoas com problemas respiratórios pré-existentes, pois o ar quente dentro da máscara pode dificultara respiração e desencadear crises respiratórias (…). Se a máscara for muito apertada também pode causar ansiedade, alterando padrões respiratórios e causando desconforto”.

Em julho, o parlamentar disse, nas redes sociais, que não iria se cadastrar para a vacinação devido à baixa quantidade de vacinas disponíveis em Uberlândia. 

“Mesmo tendo aberto o cadastro para as pessoas da minha idade, 34, irei aguardar toda a população ter acesso a doses da vacina”. Um mês depois, ele testou positivo para o novo coronavírus.

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PR: Promotor de Justiça discute com advogado durante sessão: “Estou caga…”

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PR: Promotor de Justiça discute com advogado durante sessão:
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PR: Promotor de Justiça discute com advogado durante sessão: “Estou caga…”

Uma sessão do Tribunal do Júri de Curitiba da última terça-feira (19), que julgava um caso de homicídio qualificado, foi palco de uma discussão entre o promotor de Justiça João Milton Salles e o advogado de defesa Luis Gustavo Janiszewski. O representante do  Ministério Público afirmou “estar cagando” co ma possibilidade dele estar se ofendendo durante a sessão. As informações são do portal Uol.

O episódio começou com um questionamento do advogado, que perguntou a Salles sobre possíveis comentáios realizados sobre a advogada que participou do caso. “Doutor, só para entender: agora o senhor vai falar mal dos profissionais e da defesa como um todo?”, perguntou o advogado.

O promoto, então, respondeu que estaria se “cagando se o senhor está se ofendendo. Eu sou promotor de Justiça há 24 anos, eu visto o meu papel de promotor de Justiça e é isso que vou dizer aqui”.

Já a OAB do Paraná se manifestou e emitiu uma nota em apoio ao advogado de defesa e ressaltou que repidua “de forma veemente o tratamento dispensado pelo representante do Ministério Público à advocacia”.


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Confira a carta na íntera:

“A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Paraná, por sua diretoria, a propósito das palavras dirigidas pelo promotor de Justiça, Dr. João Milton Salles, na sessão do Tribunal do Júri, na comarca de Curitiba, ocorrida no dia 19 de outubro último, quando, ao se dirigir ao advogado que promovia a defesa técnica do acusado, pronunciou palavras indecorosas e de baixo calão, em total desprezo à atividade da advocacia que ali estava sendo exercida, vem a público repudiar de forma veemente o tratamento dispensado pelo representante do Ministério Público à advocacia.

A OAB defende a plena liberdade de manifestação e de argumentação no Tribunal do Júri, reconhecendo a inviolabilidade das manifestações tanto do MP como da advocacia, asseguradas por lei, no entanto, lembra que é dever do representante do Ministério Público, conforme lei estadual complementar n. 85/1999, “tratar com urbanidade as pessoas com as quais se relacione em razão do serviço” (art. 155, XII)

Por isso, a OAB não tolera e repudia o uso de palavras de menosprezo e ofensivas à advocacia, que implicam na grave violação do preceito contido no artigo 6º., da lei 8.906/94, o qual estabelece que “não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos. As autoridades, os servidores públicos e os serventuários da justiça devem dispensar ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas a seu desempenho.

Por tais razões, a OAB-PR manifesta sua indignação e lamento ao tratamento dispensado pelo promotor de Justiça, Dr. João Milton Salles, que ofendeu não apenas o advogado que estava exercendo a defesa técnica em plenário, mas toda a classe dos advogados, informando que solicitará à Corregedoria do Ministério Público a apuração dos excessos cometidos e aplicação das sanções cabíveis, especialmente por ter afirmado, o sr. Promotor, que esse é seu vocabulário costumeiro”.

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