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RJ: mulher realiza parto de bebê em pedágio da Transolímpica

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O parto de Natan foi acompanhado pela equipe medica da Transolimpica
Reprodução/ViaRio

O parto de Natan foi acompanhado pela equipe medica da Transolimpica

Uma mulher entrou em trabalho de parto quando passava pela Transolímpica, Corredor Presidente Tancredo de Almeida Neves, na tarde dessa quinta-feira. O pequeno Natan nasceu no pedágio da via expressa, local onde Michele Jardim Ribeiro, 35 anos, conseguiu parar e avisar que estava em trabalho de parto.

Michele pediu ajuda ao sentir contrações enquanto passava pela rodovia administrada pela ViaRio. Ela foi atendida pela equipe chefiada pela médica Gabriela Meireles, que chegou ao local em três minutos para o atendimento. Depois do parto, a mãe e o menino foram levados para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.

A Transolímpica é uma via expressa inaugurada para os Jogos Olímpicos de 2016 e liga a Avenida Brasil, na altura de Deodoro, ao Parque Olímpico da Barra da Tijuca.

Parto em ônibus

Esta semana ocorreu mais um caso de parto em trânsito. Um menino nasceu a bordo de um ônibus da linha 867, em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. A mãe entrou em trabalho de parto durante a viagem. Os passageiros se mobilizaram para ajudar no que podiam. Enquanto alguns ajudavam o motorista a chegar no Hospital Rocha Faria, no mesmo bairro, outros auxiliaram no parto.

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O motorista conseguiu entrar no hospital e chamar socorristas do Samu para o atendimento ainda dentro do ônibus, contou ao G1 uma das pessoas que acompanhou o parto.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, um passageiro registrou o momento em que o bebê é levado por um socorrista do Samu. As pessoas aplaudem e dão parabéns à mulher. Enquanto caminha para descer do ônibus, ela pede desculpa por ter atrasado a viagem, mas os passageiros garantem não terem se incomodado.

Partos no ano passado

Em 2021, o taxista Marcelo Fraga, de 52 anos, recebeu um telefonema e teve que assumir o papel até então inimaginável de parteiro. Motorista há 33 anos, Fraga atendeu ao telefone e recebeu a missão de ajudar a estudante Estefanie do Nascimento, de 17 anos, a chegar à Maternidade Escola da UFRJ, em Laranjeiras, para o parto da pequena Nicoly. Mas não deu tempo, e a bebê nasceu dentro do carro, com a ajuda do pai, o auxiliar de logística Alan Dias, de 28 anos, e do próprio Fraga.

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O taxista não foi o único que passou pela emoção de ser parteiro por um dia. No obscuro cenário de despedidas provocadas pela pandemia da Covid-19, garis da Comlurb e militares do Corpo de Bombeiros também tiveram o privilégio de ver uma vida nascer em seus braços.

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José Eduardo Cardozo: O Professor de Deus

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O ex-ministro da Justiça e ex-AGU José Eduardo Cardozo
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil – 15.03.2016

O ex-ministro da Justiça e ex-AGU José Eduardo Cardozo

Apesar dos avanços da psicologia cognitiva, ainda hoje os nossos concursos públicos ignoram a possibilidade de se avaliar a inteligência emocional dos que desejam ocupar cargos públicos. A aprovação em provas de conhecimentos é tida como critério meritocrático suficiente para a escolha dos mais aptos a exercerem funções públicas, independentemente de saberem lidar ou não com as suas emoções.

Tenho hoje a convicção de que se os concursos públicos para a magistratura avaliassem o nível de inteligência emocional dos seus candidatos, Sergio Moro nunca teria sido juiz. Algo, porém, me tranquiliza. Mandatos eletivos não são outorgados por concursos de provas ou de provas e títulos, nem pela avaliação que os candidatos fazem de si próprios. As urnas eleitorais – embora possam ocorrer equívocos – costumam ser mais eficientes nessas avaliações. Soberbos, arrogantes e ególatras, a menos que sejam bons atores, raramente conseguem ter empatia com os eleitores.

Por isso, vendo as manifestações recentes em que assume publicamente a sua ambição política, avalio que o ex-juiz dificilmente vencerá a próxima eleição presidencial. Moro largou a toga, mas não perdeu a arrogância. E sequer revela talento para escondê-la.

Em um artigo recente, Moro resolveu ensinar jornalistas a entrevistarem o ex-Presidente Lula. Como aquele que tudo sabe, afirmou que esses profissionais estariam sendo “bem generosos” com o seu oponente e que seriam despreparados por não fazerem a “lição de casa” de estudar para as suas entrevistas. Como se fosse um professor de jornalismo, sugeriu perguntas a serem feitas pelos profissionais da imprensa para aquele que prendeu e afastou da eleição presidencial, abrindo o caminho para a vitória de Jair Bolsonaro. Também não economizou autoelogios, sugerindo que – pasme-se – teria sido um exemplo de “bom juiz”. Mas e quanto às suas decisões anuladas pela nossa Suprema Corte? Erradas, claro. Magistrados que desfazem as suas decisões incorrem, para ele, em crime de “lesa-divindade”. Aliás, aqueles que criticam a “Lava-Jato” pelos abusos cometidos seriam sempre defensores de “bandidos”.

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No Brasil, o país das vassourinhas que varrem bandalheiras e dos caçadores de Marajás, super-heróis autoritários que combatem a corrupção, atingindo adversários e poupando aliados, não são novidades. O “novo” em Moro está no fato dele ter agido assim vestindo uma toga. E hoje, com a mesma arrogância e desfaçatez de quando dizia que era um juiz imparcial e não tinha um projeto político, ao mesmo tempo em que violava garantias constitucionais, decretava prisões cautelares abusivas para obter delações premiadas e condenava réus sem provas, quer ensinar jornalistas a fazerem perguntas que já foram respondidas e provadas nos autos do processo judicial em que suas condenações foram anuladas.

Não quero ensinar a nenhum jornalista a sua profissão. Mas como cidadão gostaria de ouvir de Sérgio Moro, sem tergiversações, respostas que, até hoje, não encontro em nenhum processo judicial. Pergunto então a ele:

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1)  as mensagens divulgadas pelo the Intercept Brasil são falsas ou verdadeiras?

2)  se foi um bom e imparcial juiz por que divulgou, ilicitamente e de modo descontextualizado, um diálogo mantido entre a ex-Presidenta Dilma e o ex-Presidente Lula, indevidamente interceptado? Se não errou ao assim decidir por que então pediu publicamente “desculpas” ao STF?

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3) uma das dez medidas contra a corrupção propostas pelos membros da Lava-Jato defendia a possibilidade de utilização de provas ilícitas para condenações sancionatórias. Considerando que se essas medidas tivessem sido aprovadas, as mensagens ilicitamente obtidas por um hacker poderiam ser utilizadas para condená-lo, ainda afirmaria que os garantistas que defenderam a não aprovação dessa medida estavam apenas defendendo “bandidos”?

4) a que título e de que forma desempenhou atividades na Consultoria Alvarez & Marsal? Que valores percebeu, inclusive em decorrência da rescisão contratual? Por que não os apresenta ao TCU já que sempre disse que o melhor desinfetante é a “luz do sol”? Como justifica não existir conflito ético pelo fato de ter prestado serviços para uma empresa que percebeu elevados pagamentos de companhias investigadas pela Lava-Jato?

JOSÉ EDUARDO MARTINS CARDOZO  é advogado e professor de Direito da PUC/SP e do UniCEUB/DF. Ex-Ministro da Justiça e Ex-Advogado Geral da União.

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