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PR: Promotor de Justiça discute com advogado durante sessão: “Estou caga…”

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PR: Promotor de Justiça discute com advogado durante sessão: “Estou caga…”

Uma sessão do Tribunal do Júri de Curitiba da última terça-feira (19), que julgava um caso de homicídio qualificado, foi palco de uma discussão entre o promotor de Justiça João Milton Salles e o advogado de defesa Luis Gustavo Janiszewski. O representante do  Ministério Público afirmou “estar cagando” co ma possibilidade dele estar se ofendendo durante a sessão. As informações são do portal Uol.

O episódio começou com um questionamento do advogado, que perguntou a Salles sobre possíveis comentáios realizados sobre a advogada que participou do caso. “Doutor, só para entender: agora o senhor vai falar mal dos profissionais e da defesa como um todo?”, perguntou o advogado.

O promoto, então, respondeu que estaria se “cagando se o senhor está se ofendendo. Eu sou promotor de Justiça há 24 anos, eu visto o meu papel de promotor de Justiça e é isso que vou dizer aqui”.

Já a OAB do Paraná se manifestou e emitiu uma nota em apoio ao advogado de defesa e ressaltou que repidua “de forma veemente o tratamento dispensado pelo representante do Ministério Público à advocacia”.


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Confira a carta na íntera:

“A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Paraná, por sua diretoria, a propósito das palavras dirigidas pelo promotor de Justiça, Dr. João Milton Salles, na sessão do Tribunal do Júri, na comarca de Curitiba, ocorrida no dia 19 de outubro último, quando, ao se dirigir ao advogado que promovia a defesa técnica do acusado, pronunciou palavras indecorosas e de baixo calão, em total desprezo à atividade da advocacia que ali estava sendo exercida, vem a público repudiar de forma veemente o tratamento dispensado pelo representante do Ministério Público à advocacia.

A OAB defende a plena liberdade de manifestação e de argumentação no Tribunal do Júri, reconhecendo a inviolabilidade das manifestações tanto do MP como da advocacia, asseguradas por lei, no entanto, lembra que é dever do representante do Ministério Público, conforme lei estadual complementar n. 85/1999, “tratar com urbanidade as pessoas com as quais se relacione em razão do serviço” (art. 155, XII)

Por isso, a OAB não tolera e repudia o uso de palavras de menosprezo e ofensivas à advocacia, que implicam na grave violação do preceito contido no artigo 6º., da lei 8.906/94, o qual estabelece que “não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos. As autoridades, os servidores públicos e os serventuários da justiça devem dispensar ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas a seu desempenho.

Por tais razões, a OAB-PR manifesta sua indignação e lamento ao tratamento dispensado pelo promotor de Justiça, Dr. João Milton Salles, que ofendeu não apenas o advogado que estava exercendo a defesa técnica em plenário, mas toda a classe dos advogados, informando que solicitará à Corregedoria do Ministério Público a apuração dos excessos cometidos e aplicação das sanções cabíveis, especialmente por ter afirmado, o sr. Promotor, que esse é seu vocabulário costumeiro”.

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‘Sonho era de ser jogador’, diz irmã de ciclista morto por lateral do Flamengo

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Jonatas Davi dos Santos, de 30 anos, morreu enquanto fazia entrega de comida para um aplicativo
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Jonatas Davi dos Santos, de 30 anos, morreu enquanto fazia entrega de comida para um aplicativo

Familiares do ciclista  morto neste sábado, 4, pelo jogador de futebol Ramon Ramos, lateral do Flamengo, afirmaram que o sonho de Jônatas Davi dos Santos, de 30 anos, era ser jogador de futebol e que ele era um torcedor fanático do Flamengo. O acidente envolvendo o atleta do time carioca e o entregador de comida por aplicativo aconteceu na noite deste sábado, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

A irmã da vítima, Ana Cleice dos Santos, esteve na manhã deste domingo no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, para fazer o reconhecimento do corpo junto com outros parentes. Os familiares chegaram por volta das 11h no local. Ela falou sobre a paixão do irmão pelo Flamengo.

“O sonho dele era ser jogador de futebol desde criança e torcia para o Flamengo. Ele era muito fanático pelo time”, contou ela.

Ana Cleice destacou como o seu irmão era trabalhador e buscava dar o melhor para a sua mulher, Priscila de Oliveira, e para as filhas. Jônatas deixou três crianças – duas eram fruto do relacionamento com Priscila, uma de 7 anos e outra, uma bebê de apenas 8 meses.

“Carinhoso, ele era muito de família, um garoto muito tranquilo, muito batalhador e trabalhador. Minha cunhada dependia dele porque cuida das meninas, ele era um pai de família. Perdeu a vida sendo um herói, com próprio suor dele para tentar dar uma boa alimentação e um bom estudo para as meninas. Ele lutava para dar o melhor para a família dele”, desabafou ela.

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Segundo os familiares, Jônatas começou a trabalhar como entregador de comida em razão da pandemia da covid-19. “Foi ajudante de pedreiro e, por conta da pandemia, foi trabalhar como entregador de lanches. A esposa dele está em estado de choque. Minha preocupação é maior é pela minhas sobrinhas. Trabalhava pegando três turnos por dia”, explicou Ana Cleice.

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A irmã do entregador cobrou respostas do que aconteceu na noite deste sábado. A família afirmou que quer entender de fato como foram as circunstâncias para que levasse a morte de Jônatas.

“Ele trabalhava fazendo entrega de lanches e aconteceu esse acidente. Nós só queremos saber como vai ficar a situação, como aconteceu. A gente não tem exatamente a resposta que precisa. Eu só quero uma resposta de fato o que aconteceu”, disse Ana Cleice.

Atropelamento

O ciclista estava trabalhando com entrega de comida para um aplicativo quando foi atropelado na noite deste sábado. O acidente aconteceu por volta das 20h30, altura do número 10.500, na faixa da esquerda da pista lateral da Avenida das Américas, no sentido Alvorada, altura da estação BRT interlagos.

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Jônatas chegou a ser levado para ser atendido no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas já deu entrada morto na unidade. O corpo do ciclista foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal, no Centro do Rio.

Na noite deste sábado, o jogador do Flamengo prestou depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca) e negou ter consumido bebida alcóolica. Ele também afirmou que foi surpreendido por um ciclista que cruzou a via repentinamente na frente do seu carro – Honda Civic – e que não foi possível evitar o acidente. Após o impacto, ele parou o carro para prestar socorro e, ao perceber que Jônatas estava machucado, entrou em contato com os serviços de emergência.

O jogador afirmou que permaneceu no local até a chegada do Corpo de Bombeiros e que, após a vítima ter sido socorrida em uma ambulância, recebeu a notícia de que Jônatas não resistiu aos ferimentos. No depoimento, Ramon também informou que estava em velocidade compatível com a via, e que pouco antes do local do acidente há, inclusive, um semáforo com radar de velocidade.

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