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País tem protestos após homem negro ser espancado até a morte no Carrefour

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Movimentos convocaram protestos para esta sexta após homem negro ser espancado até a morte em unidade do Carrefour em Porto Alegre

Após João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos,  ser espancado até a morte por um segurança do Carrefour e um policial militar no estacionamento de uma unidade da rede de supermercados em região nobre de Porto Alegre, no Rio Grando do Sul, nesta quinta-feira (19), protestos ocorrem e estão marcados para esta sexta-feira (20), Dia da Consciência Negra, em diferentes pontos do Brasil, inclusive a capital gaúcha.

Em Brasília, um grupo de manifestantes entrou na unidade do Carrefour da 402 Sul, na capital federal, para protestar contra o assassinato de João Alberto Silveira Freitas e o racismo estrutural, relembrando a morte do negro norte-americano George Floyd e a marcante frase “I can’t breathe”, “eu não consigo respirar”, em português.

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Em Porto Alegre , a manifestação foi marcada para às 18h desta sexta-feira (20), na própria unidade do bairro Passo D’Areia, na Zona Norte da capital gaúcha. Integrantes do movimento negro gaúcho já se reuniram no local pela manhã, mas a convocação para o ato está marcada para o fim da tarde e foi divulgada nas redes sociais, inclusive por Manuela D’Ávila (PCdoB), candidata à prefeitura da cidade.

Manuela publicou no início da madrugada desta sexta que viu as imagens do ocorrido assim que saiu do debate na Band na noite desta quinta e disse que há um “pedido de investigação sendo feito por parlamentares e pela bancada antirracista recém-eleita”.

“O racismo que estrutura as relações de nossa sociedade precisa ser enfrentado de frente. As mulheres e homens brancos precisam assumir a sua responsabilidade na luta antirracista. Quantos Betos? Qual pessoa branca você viu ser vítima dessa violência?”, questionou Manuela.

A vítima era integrante de uma torcida organizada de futebol do time São José, que também convocou as pessoas para a manifestação desta sexta-feira no Carrefour onde ocorreu o assassinato. “Estaremos no Carrefour Passo D’areia o dia todo, não vai ficar assim, queremos justiça, fizeram covardia com 1 irmão, agora segurem o Bonde da zona norte”, divulgou a torcida.

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Além do ato na loja do bairro Passo D’Areia, onde Freitas foi espancado até a morte, já houve manifestação em uma outra unidade do Carrefour na cidade.

No Rio de Janeiro, também há um ato marcado, para às 16h desta sexta-feira, na unidade da Barra da Tijuca do supermercado. No mesmo horário, há um protesto marcado para São Paulo, com concentração no MASP, na Avenida Paulista, e caminhada até unidade do Carrefour na Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

Em Osasco, cidade da Região Metropolitana de São Paulo, há convocação para um protesto às 17h, na Ponte Metálica. Essa unidade do Carrefour também já ficou conhecida por sua violência. Em 2018, por exemplo, o cachorro Manchinha foi morto com uma barra de ferro por um segurança do local.

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Homem negro é acusado de roubo após comprar mochila em loja no RJ

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Homem negro é acusado de roubo após comprar mochila em loja
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Homem negro é acusado de roubo após comprar mochila em loja

O encarregador de supermercado Fernando Silva dos Santos foi acusado de furtar um par de sapatos em uma loja de calçados em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, na última quarta (18). Ele chegou a apresentar a nota fiscal da mochila que havia comprado, mas mesmo foi revistado.

Fernando contou que após efetuar a compra, no valor de 120 reais, foi abordado por três funcionários, que o acusaram de roubo. Após 10 minutos de discussão, estando muito constrangido, teve sua mochila aberta e seus pertences jogados no chão.

“Ele abriu minha mochila, jogou tudo fora e foi um apavoro, porque eu começei a gritar que não era ladrão, e aquilo me constrangeu muito”, afirmou em entrevista para a Record TV.

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A filha do acusado publicou nas redes sociais um vídeo em que seu pai aparece no chão do calçadão em frente a loja, tentando ser acalmado por populares após a truculenta ação dos funcionários:



O encarregado de supermercado chegou a desmaiar de nervoso após a situação, de tão nervoso que ficou.

Em nota oficial, a Di Santinni, loja em que ocorreu o caso, afirmou repudiar “qualquer ato de racismo, injúria ou ofensa moral dentro e fora de seus estabelecimentos”.


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