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Oposição vê investida de Bolsonaro contra Moraes como desvio de foco

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Bolsonaro recorreu à PGR contra Moraes após rejeição do STF
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Bolsonaro recorreu à PGR contra Moraes após rejeição do STF

A nova investida do presidente Jair Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal, foi vista por parlamentares da oposição ao governo como uma tentativa de desviar o foco dos reais problemas do país. 

Uma notícia-crime apresentada pelo presidente contra o magistrado por abuso de autoridade foi rejeitada nesta quarta-feira pelo ministro Dias Toffoli, o que levou o presidente a mandar uma representação para a Procuradoria-Geral da República.

Para o líder do MDB, o deputado Isnaldo Bulhões (AL), a investida de Bolsonaro contra o Supremo não surpreende e foi classificada como uma cortina de fumaça para desviar o foco de problemas reais dos brasileiros, como a inflação crescente e o aumento da pobreza no país.

“Não surpreende essa ação do presidente Bolsonaro para desviar o debate dos grandes temas que o Brasil precisa discutir. Cada gesto de questionamento do sistema eleitoral a abuso de poder de ministro do Supremo, concretiza cada vez mais que o presidente está muito distante dos temas que precisam ser debatidos, da realidade que o povo vive, com o poder de consumo sendo corroído pela inflação, alta de preços, os pobres cada vez mais pobres.”

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O presidente da Comissão e Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Arthur Oliveira Maia (União-BA), aliado do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), evitou opinar sobre a iniciativa de Bolsonaro, mas diz acreditar que ele saiba o que está fazendo.

“Ele é de maior, vacinado e sabe o que é melhor para ele.”

Já a deputada de oposição Sâmia Bonfim (PSOL-SP) avalia que esse é mais um episódio em que Bolsonaro acena para sua base mais fanática, assim como já fez com as participações em atos antidemocráticos e como foi com o perdão concedido ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ).

“Essa ação é mais uma forma de seguir insistindo em uma aglutinação da base eleitoral mais fanática, porque ele precisa desse confronto com as instituições. Ele segue na ofensiva de colocar em xeque as instituições que organizam a eleição, e ao Alexandre de Moraes, que será presidente do TSE no período das eleições”, argumenta a deputada.


Para ela, a decisão de Dias Toffoli, de negar a abertura de processo é uma sinalização importante.

“É uma resposta a altura, não por ser muito frágil jurídica e tecnicamente (a ação proposta pelo presidente), mas porque se trata de uma investida política.”

Também da oposição, o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG), diz que as ações de Bolsonaro contra Moraes segue o roteiro de ataques do presidente à democracia e ao Estado de Direito:

“Eleito e governando através de mentiras, crimes e ilegalidades, ele investe contra o STF como se procurasse um álibi para justificar seu desastroso governo.”

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MP prende policiais civis por extorsão no Rio de Janeiro

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Na casa de um dos alvos os agentes do MP encontraram várias armas
Divulgação – 07.07.2022

Na casa de um dos alvos os agentes do MP encontraram várias armas

Agentes do Ministério Público do Rio (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagraram a Operação Inimigo Íntimo contra três policiais civis na manhã desta quinta-feira (7). O objetivo é cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra dois policiais civis, então lotados na 64ª DP (São João de Meriti), e um terceiro, acusados pelos crimes de associação criminosa armada e concussão. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de São João de Meriti. De acordo com o MP, os homens “realizavam operações e abordagens, mas, após a prática da extorsão e o recebimento de valores, não apresentavam a ocorrência em sede policial ou a apresentavam apenas parcialmente, para permitir o arbitramento de fiança pela autoridade policial”.

Foram denunciados os policiais civis Ruben José de Souza Neto, conhecido como Neto, e Carlos Alison Ramos da Silva, conhecido como Alison, além de André Luis Avoglio Ramos, o André Chupeta. De acordo com o MP, “as investigações que levaram à identificação do grupo criminoso, que atuou pelo menos até o dia 29 de junho de 2017, nos limites do Estado do Rio de Janeiro, e em especial no município de São João de Meriti, tiveram início após delação premiada realizada por denunciado em investigação anterior”. A promotoria aponta “que associação criminosa alvo da operação desta quinta utilizava armas de fogo para a consecução de seus objetivos”.

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O MP disse que “restou apurado que os três denunciados integravam equipe de policiais e informantes que, diante da notícia da prática de algum crime, realizavam operações e abordagens, mas, após a prática da extorsão e o recebimento de valores, não apresentavam a ocorrência em sede policial ou a apresentavam apenas parcialmente, para permitir o arbitramento de fiança pela autoridade policial. A investigação que embasou o oferecimento da denúncia foi conduzida pelo Gaeco e pela extinta Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado (Seseg)”.

O GLOBO entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil, que ainda não comentou as prisões.

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Fonte: IG Nacional

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