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Mulher é vítima de quadrilha especializada em roubar idosos

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Mulher é vítima de quadrilha especializada em roubar idosos
Reprodução 16/05/2022

Mulher é vítima de quadrilha especializada em roubar idosos

Uma quadrilha especializada em aplicar golpes em idosos é investigada pela morte de Sônia Maria Pilar da Costa, uma professora aposentada, descendente de portugueses, moradora de Vila Isabel, que desapareceu em 14 de novembro de 2020. Como mostrou a reportagem exibida neste domingo no “Fantástico”, da TV Globo, ela teria sido dopada por meses até ser morta e enterrada com nome de outra pessoa.

Aos 79 anos, Dona Sônia era uma mulher discreta, de poucas palavras. Saudável e independente, que cuidava dos próprios negócios. Sozinha, administrava os 20 imóveis que tinha na Zona Norte da cidade. Além de ser herdeira de uma propriedade rural em Portugal, ela tinha muito dinheiro guardado. Só no banco, eram cerca de R$ 5 milhões. Em casa, guardava parte do dinheiro que recebia dos aluguéis num cofre.  Até que tudo começou a mudar.

A mudança de comportamento começou com a chegada de uma nova inquilina e chamou atenção dos vizinhos. Era Danielle Esteves de Pinho. Simpática e agradável com a vizinhança, ela também conquistou a confiança de Dona Sônia. Segundo a polícia, a criminosa sabia como ganhar a confiança de idosos e não agia sozinha.

“Os inquilinos narraram que a Danielle dava uma assistência a Dona Sônia ao ponto de levar sopa, levar comida para a vítima, conquistando plenamente a confiança da idosa”, disse Helen Souto, titular da Delegacia de Descoberta de Paradeiros.

Se as imagens feitas em 20 de outubro de 2020 mostram uma senhora saudável no banco, outras dez dias depois já deixam nítidas as mudanças. Ela já aparece em cadeira de rodas, debilitada e acompanhada por duas mulheres. Elas levam o dedo de Sônia até a maquininha para autorizar a transferência. Assim, de transição em transição, elas movimentaram uma fortuna.

Num vídeo do banco, de 30 de outubro, Dona Sônia volta a aparecer acompanhada de duas mulheres. Uma delas é Andrea da Silva Cristina. Neste dia, foram feitas três retiradas num montante de R$ 13 mil. Para ter acesso ao dinheiro, os criminosos passaram a dopar Dona Sônia.

Esse foi outro fato que deixou os vizinhos em alerta. Após um desmaio de Dona Sônia, os moradores chamaram uma ambulância, e Danielle entrou na casa. De acordo com o médico que fez o atendimento, a idosa estava bem de saúde, mas desorientada. 

Na volta para casa, ela disse que tinha lembrança de ter assinado uns papéis, mas não sabia dizer quais, e que lembrava de ter tomado um remédio dado por Danielle que, mesmo assim, continuou frequentando a casa. 

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Os vizinhos não viam mais Sônia, mas a cobrança dos aluguéis não parou e passou a ser feita por um escritório de advocacia. A justificativa era de que ela teria viajado. O escritório indicado para receber o dinheiro seria de José Pinto, que esbanjava uma vida de luxo, como um conversível avaliado em R$ 200 mil.

A maioria dos inquilinos não aceitou pagar o aluguel dessa forma e procurou a polícia para denunciar o desaparecimento de Dona Sônia, em 14 de novembro de 2020. As investigações apontaram que o patrimônio dela também estava sumindo, com saques de R$ 800 mil nas contas da idosa. Em 7 de dezembro, foi feita  uma transferência de R$ 430 mil para a empresa Ep&m Copa Serviços e Estética, que pertence a Andrea. O cofre no qual ela guardava parte do dinheiro estava arrombado.

Para não levantar mais suspeitas, os criminosos trouxeram Dona Sônia para um apartamento em Copacabana, onde ela ficou em cárcere privado, sendo dopada diariamente, pelo menos por três semanas antes de morrer. A polícia suspeita que ela não tenha resistido a tantos remédios ou que a quadrilha tenha administrado uma dose errada de medicamentos, o que matou a idosa.

Para encobrir  o crime, mais uma farsa. Os criminosos enterraram Dona Sônia com outro nome no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio. Ela foi enterrada como Aspásia Gomes. O corpo teve que ser exumado e a identificação só foi possível por conta de uma cirurgia feita por Dona Sônia. 

“A gente encontrou uma placa no tornozelo, o que pode nos ajudar muito. Não era nem só uma placa, uma fratura consolidada com os sinais de ter sido uma fratura que infectou, uma placa, um tratamento para uma fratura de dois ossos em que só um foi operado, o outro não… não é uma fratura qualquer”, Gabriel Graça, chefe do Serviço de Antropologia Forense da Polícia Civil. 

E foi assim que foi comprovado que o corpo não era de Dona Aspásia. Na última sexta-feira, a polícia ouviu o médico Octávio Pavan para saber porque ele assinou a certidão de óbito com informações falsas.

“O cadáver era um cadáver recente e a documentação que me foi apresentada condizia com a foto do cadáver”, disse o médico, reforçando que nunca desconfiou que o corpo pudesse ser de outra pessoa, e não questionou os remédios que ela estaria tomando. “Ela estava tomando, pelo menos na documentação que me foi apresentada, ela fazia uso para angina e para hipertensão”.

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O médico afirma que a causa da morte foi infarto e, secundário, hipertensão. Diz ainda que nunca tinha visto as pessoas com quem teve contato. Um primo de Dona Sônia, acredita que os criminosos tenham sido cruéis com ela até os momentos finais.

“Eu tenho impressão que foram, porque uma das coisas que a autópsia revelou foi uma fratura nos ossos do nariz. Mas eu tenho impressão que eles andaram realmente tratando ela muito mal. Foi um final de vida muito trágico realmente”, disse Mauro Porto.

A delegada Helen Souto faz um alerta:

“É importante que as pessoas se sintam sempre receosas de estranhos que apareçam querendo prestar assistência de forma gratuita. Essas pessoas não têm limites”, alerta a delegada. “A finalidade é sempre financeira, e muitas das vezes a própria vítima atrapalha essa finalidade, como foi o caso da Dona Sônia, que pagou com a própria vida”. 

A polícia prendeu três integrantes da quadrilha apontados pelos investigadores como participantes do golpe e do assassinato de dona sônia: o advogado José Pinto, a inquilina, Danielle Esteves de Pinho, e andrea cristina, a dona da empresa que ficou com dinheiro da idosa e seria uma das chefes do grupo.  Eles vão responder por extorsão com resultado morte.

Na casa de Andrea Cristina a polícia encontrou uma pequena bolsa contendo todos os documentos originais da dona sônia. Ela já responde a um processo por se apropriar de R$ 1 milhão uma outra idosa, também em 2020.

O advogado José Pinto também já é investigado. Ele tinha sido preso por tráfico internacional de drogas e responde a processos por estelionato, uso de documentos falsos e associação criminosa.

Procurada, a defesa de Danielle Esteves disse que conseguiu a revogação da prisão preventiva e está em liberdade. A defesa afirma que Danielle é inocente e que ela confia na Justiça.

O advogado de José Pinto disse, em nota, que é infundada a acusação atribuída a ele, e que configura uma ilação. Afirmou ainda que a defesa será feita nos autos do processo, e será esclarecida a inocência dele.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Andrea Cristina.

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MP prende policiais civis por extorsão no Rio de Janeiro

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Na casa de um dos alvos os agentes do MP encontraram várias armas
Divulgação – 07.07.2022

Na casa de um dos alvos os agentes do MP encontraram várias armas

Agentes do Ministério Público do Rio (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagraram a Operação Inimigo Íntimo contra três policiais civis na manhã desta quinta-feira (7). O objetivo é cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra dois policiais civis, então lotados na 64ª DP (São João de Meriti), e um terceiro, acusados pelos crimes de associação criminosa armada e concussão. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de São João de Meriti. De acordo com o MP, os homens “realizavam operações e abordagens, mas, após a prática da extorsão e o recebimento de valores, não apresentavam a ocorrência em sede policial ou a apresentavam apenas parcialmente, para permitir o arbitramento de fiança pela autoridade policial”.

Foram denunciados os policiais civis Ruben José de Souza Neto, conhecido como Neto, e Carlos Alison Ramos da Silva, conhecido como Alison, além de André Luis Avoglio Ramos, o André Chupeta. De acordo com o MP, “as investigações que levaram à identificação do grupo criminoso, que atuou pelo menos até o dia 29 de junho de 2017, nos limites do Estado do Rio de Janeiro, e em especial no município de São João de Meriti, tiveram início após delação premiada realizada por denunciado em investigação anterior”. A promotoria aponta “que associação criminosa alvo da operação desta quinta utilizava armas de fogo para a consecução de seus objetivos”.

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O MP disse que “restou apurado que os três denunciados integravam equipe de policiais e informantes que, diante da notícia da prática de algum crime, realizavam operações e abordagens, mas, após a prática da extorsão e o recebimento de valores, não apresentavam a ocorrência em sede policial ou a apresentavam apenas parcialmente, para permitir o arbitramento de fiança pela autoridade policial. A investigação que embasou o oferecimento da denúncia foi conduzida pelo Gaeco e pela extinta Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado (Seseg)”.

O GLOBO entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil, que ainda não comentou as prisões.

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Fonte: IG Nacional

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