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Médicos da rede pública municipal de SP aprovam paralisação por um dia

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Médicos da rede pública municipal de SP aprovam paralisação por um dia
Alex Ribeiro/Divulgação

Médicos da rede pública municipal de SP aprovam paralisação por um dia

Médicos da rede pública municipal da capital paulista aprovam uma paralisação na próxima quarta-feira (19). A decisão veio após o sindicato da categoria divulgar uma  carta aberta denunciando as más condições de trabalho e reivindicando o pagamento de horas extras e mais contratações para o setor.

Ao iG, o presidente do sindicato, Victor Dourado, afirmou que a paralisação, à princípio, será apenas no dia 19, mas que existe a possibilidade de novas greves caso as exigências não sejam cumpridas. 

“Nesse momento, vai ser só um dia mesmo. Esperamos que as reivindicações sejam atendidas, mas caso os problemas continuem realizaremos outras assembleias para decidir o que fazer”, afirmou à reportagem.

A deliberação e decisão final foi feita por 150 médicos, em um assembleia realizada pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) na noite desta quinta-feira (13).

Os profissionais que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital paulista pediram uma reunião com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para ter uma resposta sobre a restruturação de equipes desfalcadas em razão de afastamentos por Covid-19 e outras demandas feitas.

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Os médicos ainda reivindicam a desobrigação do comparecimento em fins de semana e feriados e a retomada dos espaços de discussão entre o sindicato e a prefeitura.

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Carta aberta

Nesta semana, o  iG já noticou que o Simesp havia feito uma cobrança pública por melhores condições de trabalho. Os profissionais de saúde das APS (Atenção Primária à Saúde) afirma que, devido ao avanço da variante Ômicron e o aumento no número de casos de influenza na cidade, as unidades de saúde estão superlotadas e as equipes sobrecarregadas.

Segundo o próprio sindicato, comparado com o início de dezembro de 2021, houve um aumento de quase 200% de profissionais de saúde afastados do trabalho em janeiro por conta do elevado número de infecções, tanto de Covid-19 quanto Influenza.

Segundo  noticiado por nossa reportagem, as reinvidicações do sindicato e dos profissionais não leva a “lugar nenhum”. O Simesp afirma que já fez uma série de reivindicações à prefeitura e às Organizações Sociais de Saúde (OSS), responsáveis pela gestão das unidades básicas de saúde do estado. As respostas, segundo o sindicato, não resolvem o problema.

A Secretaria Municial de Saúde da capital paulista (SMS) disse que respondeu a dois ofícios do Simesp. Segundo a pasta, “a SMS já autorizou o pagamento das horas extras dos profissionais pelas Organizações Sociais de Saúde (OSS)”.

Em relação ao pagamento de horas extras, uma das reivindicações, a SMS disse que “aguardava o novo ano fiscal para saldar o pagamento aos profissionais de saúde envolvidos diretamente ao atendimento à pandemia de Covid-19”.

A nota enviada ao iG também diz que “em nenhum momento obrigou que as equipes sejam da Atenção Primária à Saúde (APS).”

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José Eduardo Cardozo: O Professor de Deus

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O ex-ministro da Justiça e ex-AGU José Eduardo Cardozo
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil – 15.03.2016

O ex-ministro da Justiça e ex-AGU José Eduardo Cardozo

Apesar dos avanços da psicologia cognitiva, ainda hoje os nossos concursos públicos ignoram a possibilidade de se avaliar a inteligência emocional dos que desejam ocupar cargos públicos. A aprovação em provas de conhecimentos é tida como critério meritocrático suficiente para a escolha dos mais aptos a exercerem funções públicas, independentemente de saberem lidar ou não com as suas emoções.

Tenho hoje a convicção de que se os concursos públicos para a magistratura avaliassem o nível de inteligência emocional dos seus candidatos, Sergio Moro nunca teria sido juiz. Algo, porém, me tranquiliza. Mandatos eletivos não são outorgados por concursos de provas ou de provas e títulos, nem pela avaliação que os candidatos fazem de si próprios. As urnas eleitorais – embora possam ocorrer equívocos – costumam ser mais eficientes nessas avaliações. Soberbos, arrogantes e ególatras, a menos que sejam bons atores, raramente conseguem ter empatia com os eleitores.

Por isso, vendo as manifestações recentes em que assume publicamente a sua ambição política, avalio que o ex-juiz dificilmente vencerá a próxima eleição presidencial. Moro largou a toga, mas não perdeu a arrogância. E sequer revela talento para escondê-la.

Em um artigo recente, Moro resolveu ensinar jornalistas a entrevistarem o ex-Presidente Lula. Como aquele que tudo sabe, afirmou que esses profissionais estariam sendo “bem generosos” com o seu oponente e que seriam despreparados por não fazerem a “lição de casa” de estudar para as suas entrevistas. Como se fosse um professor de jornalismo, sugeriu perguntas a serem feitas pelos profissionais da imprensa para aquele que prendeu e afastou da eleição presidencial, abrindo o caminho para a vitória de Jair Bolsonaro. Também não economizou autoelogios, sugerindo que – pasme-se – teria sido um exemplo de “bom juiz”. Mas e quanto às suas decisões anuladas pela nossa Suprema Corte? Erradas, claro. Magistrados que desfazem as suas decisões incorrem, para ele, em crime de “lesa-divindade”. Aliás, aqueles que criticam a “Lava-Jato” pelos abusos cometidos seriam sempre defensores de “bandidos”.

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No Brasil, o país das vassourinhas que varrem bandalheiras e dos caçadores de Marajás, super-heróis autoritários que combatem a corrupção, atingindo adversários e poupando aliados, não são novidades. O “novo” em Moro está no fato dele ter agido assim vestindo uma toga. E hoje, com a mesma arrogância e desfaçatez de quando dizia que era um juiz imparcial e não tinha um projeto político, ao mesmo tempo em que violava garantias constitucionais, decretava prisões cautelares abusivas para obter delações premiadas e condenava réus sem provas, quer ensinar jornalistas a fazerem perguntas que já foram respondidas e provadas nos autos do processo judicial em que suas condenações foram anuladas.

Não quero ensinar a nenhum jornalista a sua profissão. Mas como cidadão gostaria de ouvir de Sérgio Moro, sem tergiversações, respostas que, até hoje, não encontro em nenhum processo judicial. Pergunto então a ele:

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1)  as mensagens divulgadas pelo the Intercept Brasil são falsas ou verdadeiras?

2)  se foi um bom e imparcial juiz por que divulgou, ilicitamente e de modo descontextualizado, um diálogo mantido entre a ex-Presidenta Dilma e o ex-Presidente Lula, indevidamente interceptado? Se não errou ao assim decidir por que então pediu publicamente “desculpas” ao STF?

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3) uma das dez medidas contra a corrupção propostas pelos membros da Lava-Jato defendia a possibilidade de utilização de provas ilícitas para condenações sancionatórias. Considerando que se essas medidas tivessem sido aprovadas, as mensagens ilicitamente obtidas por um hacker poderiam ser utilizadas para condená-lo, ainda afirmaria que os garantistas que defenderam a não aprovação dessa medida estavam apenas defendendo “bandidos”?

4) a que título e de que forma desempenhou atividades na Consultoria Alvarez & Marsal? Que valores percebeu, inclusive em decorrência da rescisão contratual? Por que não os apresenta ao TCU já que sempre disse que o melhor desinfetante é a “luz do sol”? Como justifica não existir conflito ético pelo fato de ter prestado serviços para uma empresa que percebeu elevados pagamentos de companhias investigadas pela Lava-Jato?

JOSÉ EDUARDO MARTINS CARDOZO  é advogado e professor de Direito da PUC/SP e do UniCEUB/DF. Ex-Ministro da Justiça e Ex-Advogado Geral da União.

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