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‘CPI cria instabilidade, mas não há clima para impeachment’, avalia Michel Temer

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 'CPI cria instabilidade, mas não há clima para impeachment', avalia Michel Temer
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‘CPI cria instabilidade, mas não há clima para impeachment’, avalia Michel Temer

O ex-presidente da República, Michel Temer (MDB), revelou na manhã desta segunda-feira (03) que “não vê clima” para a instalação de um impeachment contra  Jair Bolsonaro (sem partido) já que, um processo de impedimento “pararia o país”. As falas foram realizadas à Rádio Bandeirantes .

Temer ressaltou que não busca desvalorizar a comissão parlamentar de inquérito, mas que tem dúvidas sobre a sua utilidade pois cria-se instabilidade. “Para combater a pandemia tem que ter o presidente da República coordenando o trabalho de governadores, o Congresso Nacional junto”, avaliou Michel Temer.

Na avaliação do ex-presidente, não há clima para o impeachment, pois “Se uma CPI já cria tumulto, atrapalha a concepção de como se deve governar, imagina um processo de impedimento. O primeiro passo é criar uma comissão de 30 ou 40 dias para examinar o assunto, aqui você já para o país. Depois vai a plenário, vai ao Senado… E o país continua parado. Será que estamos em condições disso, em meio à pandemia? Posso ser contestado, mas o ideal seria esperar as próximas eleições”.


Questionado sobre uma possível disputa à corrida presidencial nas eleições do ano que vem, Temer revelou que “só responderia em 2022, mas não passa pela minha cabeça”.

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Presidente da CPI diz que há provas que não houve interesse do governo na vacina

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O presidente da comissão da CPI da Covid-19, o senador Omar Aziz (PSD-AM), apontou, em entrevista à Folha de São Paulo, que já está provado que o governo do presidente Jair Bolsonaro negligenciou inicialmente a compra de vacinas.

“Não houve nenhum interesse na compra da vacina no primeiro momento. Se apostou muito na imunização de rebanho, kit cloroquina, ivermectina”, disse ele, afirmando que, pelas informações que foram colhidas, “poderíamos ter tido vacina bem antes do planejado e uma quantidade bastante grande”.

Segundo ele, a carta endereçada pela Pfizer não foi só ao presidente, mas para muita gente do alto escalão do governo. “A gente não entende por que nenhum deles se prestou a dar uma ligada, mandar alguém procurar saber a oferta das vacinas. Isso foi em agosto, (então veio) setembro, outubro, novembro. Se tivéssemos feito isso em agosto, em dezembro nós teríamos começado a vacinar as pessoas”, comentou.

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Para o presidente da CPI, a maior parte dos erros cometidos por Bolsonaro são consequência do mau aconselhamento, embora ele não possa usar esse fato para se eximir da culpa. “O governo errou desde o primeiro momento. Não apostou no isolamento, não apostou na máscara, no álcool em gel, na vacina, uma série de coisas que poderiam ter ajudado a salvar pessoas. E continuam apostando na cloroquina”, diz.

Por fim, Omar criticou a decisão do STF de conceder o habeas corpus para permitir que o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, se cale durante o depoimento, já que o considera peça importante.

“Acho que o ex-ministro Pazuello é a pessoa que pode nos dar mais informações, porque começou com ele. Veja bem, quando a Pfizer procura o Brasil, ele foi uma das pessoas que recebeu a carta. Por que não respondeu? Deram ordem para ele não responder? É isso que queremos saber. Não era política do Ministério da Saúde adquirir vacina?”, questionou.

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