BRASIL

Comissão Arns acha “constrangedor” a Funai ir à PF contra lideranças indígenas

Publicados

em


source
Almir Suruí, índio em Rondônia
Gabriel Uchida/ Kanindé

Almir Suruí, índio em Rondônia

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns (Comissão Arns) criticou nesta segunda-feira (03) os inquéritos abertos contra as lideranças indígenas Sônia Guajajara e Almir Suruí a pedido da Fundação Nacional do Índio ( Funai ), a quem acusa de fazer “constrangedor papel de intimidação a indígenas”. Acusados de difamarem o governo federal , eles foram intimados pela Polícia Federal para prestarem depoimento. Nesta segunda-feira, a Articulação dos Povos Indígenas (Apib) já recorreu à Justiça Federal.

Em nota pública a ser divulgada hoje, a Comissão Arns manifesta “indignação e repúdio” e critica a Funai por dar seguimento aos inquéritos. A Funai abriu ações para investigar a difusão de “fake news” e indícios de crime de estelionato durante a série na web “Maracá”, em 2020.

Você viu?

“A FUNAI, ao invés de cumprir a sua missão institucional de proteger os direitos constitucionais dos povos indígenas, denunciando violações a esses direitos no contexto da pandemia, assim como combatendo as invasões cada vez mais catastróficas das terras indígenas, vem se prestando ao constrangedor papel de silenciar denúncias e intimidar indígenas, neste caso com o auxílio inexcusável da Polícia Federal.”

Leia Também:  São Paulo suspende vacina contra covid-19 para grávidas

A comissão pede ainda que o Ministério Público e a Câmara dos Deputados apurem os fatos.

“Cumpre à sociedade brasileira repudiar essa afronta aos direitos de Sônia Guajajara e demais lideranças indígenas, bem como ao Ministério Público e à Câmara dos Deputados apurar, por meio de medidas claras e objetivas, as responsabilidades pela prática de mais um ato de arbítrio, por parte daqueles que não sabem e não querem conviver em um regime em que impere a liberdade e a democracia como corolário a oposição e contestação. A Comissão Arns deplora mais uma demonstração de desapreço e menoscabo pelos povos indígenas”, finaliza a nota.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

Presidente da CPI diz que há provas que não houve interesse do governo na vacina

Publicados

em


source
 Bolsonaro
Reprodução

Bolsonaro

O presidente da comissão da CPI da Covid-19, o senador Omar Aziz (PSD-AM), apontou, em entrevista à Folha de São Paulo, que já está provado que o governo do presidente Jair Bolsonaro negligenciou inicialmente a compra de vacinas.

“Não houve nenhum interesse na compra da vacina no primeiro momento. Se apostou muito na imunização de rebanho, kit cloroquina, ivermectina”, disse ele, afirmando que, pelas informações que foram colhidas, “poderíamos ter tido vacina bem antes do planejado e uma quantidade bastante grande”.

Segundo ele, a carta endereçada pela Pfizer não foi só ao presidente, mas para muita gente do alto escalão do governo. “A gente não entende por que nenhum deles se prestou a dar uma ligada, mandar alguém procurar saber a oferta das vacinas. Isso foi em agosto, (então veio) setembro, outubro, novembro. Se tivéssemos feito isso em agosto, em dezembro nós teríamos começado a vacinar as pessoas”, comentou.

Leia Também:  Comissão discute recomendações da ONU sobre racismo; acompanhe

Para o presidente da CPI, a maior parte dos erros cometidos por Bolsonaro são consequência do mau aconselhamento, embora ele não possa usar esse fato para se eximir da culpa. “O governo errou desde o primeiro momento. Não apostou no isolamento, não apostou na máscara, no álcool em gel, na vacina, uma série de coisas que poderiam ter ajudado a salvar pessoas. E continuam apostando na cloroquina”, diz.

Por fim, Omar criticou a decisão do STF de conceder o habeas corpus para permitir que o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, se cale durante o depoimento, já que o considera peça importante.

“Acho que o ex-ministro Pazuello é a pessoa que pode nos dar mais informações, porque começou com ele. Veja bem, quando a Pfizer procura o Brasil, ele foi uma das pessoas que recebeu a carta. Por que não respondeu? Deram ordem para ele não responder? É isso que queremos saber. Não era política do Ministério da Saúde adquirir vacina?”, questionou.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

mato grosso

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA