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Caso Salles: Alexandre de Moraes envia investigação à Justiça do Pará

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Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou as investigações contra Ricardo Salles à Justiça do Pará
Rosinei Coutinho/SCO/STF

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou as investigações contra Ricardo Salles à Justiça do Pará

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) , determinou nesta terça-feira o envio das investigações envolvendo o ex-ministro no Meio Ambiente Ricardo Salles na operação Akuanduba para a Justiça Federal em Altamira, no Pará. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal.

As investigações apuram suposto esquema de facilitação ao contrabando de produtos florestais, como madeira ilegal, e levaram à ação de busca e apreensão contra o então ministro no final de maio. Sob pressão diante das investigações, Salles deixou o governo Bolsonaro no último dia 23 de junho — o que levou à perda do foro privilegiado no Supremo.

De acordo com a decisão de Moraes, ficam mantidos todos os atos processuais realizados até o momento. Segundo o ministro, “os elementos de prova produzidos indicam, neste momento processual, que os crimes teria ocorrido, primordialmente, no município de Altamira”.

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No pedido para que os casos fossem para a Justiça Federal de Altamira, a PF afirmou que uma perícia demonstrou que a origem dos produtos florestais que foram exportados apresentou DOFs emitidos mais de oito meses após o final dos sinais de exploração florestal detectados em imagens de satélite, “o que é bastante inusual e reforça a possibilidade de ‘lavagem’ de produtos florestais de outras áreas a partir de documentos emitidos por essa origem”.

“Isso porque, se por um lado, a presente investigação versa sobre diversos crimes, inclusive funcionais, dúvida não há de que os produtos florestais apreendidos pelas autoridades norte-americanas ou são oriundos, em sua maior parte, de áreas de concessão florestais no interior da Floresta Nacional de Altamira, ou foram extraídas de outras áreas, provavelmente próximas, mas legalizados por meio de documentos ideologicamente falsos dessas mesmas concessões”, argumentou a PF.

Além da investigação que estava com Moraes, outra, relativa à Operação Handroanthus — motivada pelo delegado da PF Alexandre Saraiva — foi enviada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região por decisão da ministra Cármen Lúcia.


Por decisão de Moraes, Ricardo Salles teve os sigilos fiscal e bancário quebrados e foi alvo de buscas e apreensões em sua residência em São Paulo, em seu imóvel funcional em Brasília, além de um escritório no Pará. O presidente do Ibama , Eduardo Bim, foi afastado do cargo junto de outros 10 servidores.

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Justiça prorroga prisão de Paulo Galo por incêndio à estátua de Borba Gato

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Estátua de Borba Gato pegando fogo
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Estátua de Borba Gato pegando fogo

O Tribunal de Justiça de São Paulo prorrogou na sexta-feira (30) a prisão temporária do ativista Paulo Galo,  que admitiu ter participado do incêndio da estátua de Borba Gato no sábado passado (24), em São Paulo. A prisão foi prorrogada em cinco dias. As informações são do G1.

A Secretaria de Segurança afirmar que a decisão da juíza Gabriela Marques Bertoli de prorrogar a prisão de Galo atendeu a um pedido do delegado do 11° Distrito Policial de Santo Amaro, que investiga o caso. Em depoimento, Galo teria apresentado inconsistências, além da juíza acreditar que ele tem posição de liderança no grupo que realizou o incêndio.

Quando admitiu o envolvimento no incêndio, Galo disse que o fez “para abrir um debate”. “Em nenhum momento, foi feito para machucar alguém ou querer causar pânico. Que as pessoas agora decidam se querem ter uma estátua de três metros de altura que homenageia um genocida e um abusador de mulheres”, argumentou, na ocasião. Ativista, Galo é conhecido por ser o líder do movimento Entregadores Antifascistas, que pede por direitos a entregadores de aplicativos.

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Além de pedir a prorrogação da prisão de Galo, o delegado também teria pedido a liberdade de Gessica Barbosa, companheira do ativista que foi solta na sexta-feira (30). Ela foi presa junto com Galo na quarta-feira (28), acusada de suposto envolvimento no caso. Ambos se apresentaram espontaneamente.

“Tem um elemento político por trás. Essa prisão é absolutamente arbitrária e juridicamente não se sustenta. Em momento nenhum ele fugiu, se escondeu ou tentou atrapalhar as investigações. Pelo contrário, está colaborando. Se apresentou espontaneamente, autorizou a entrada da polícia em sua casa e nada de ilegal foi encontrado”, afirmou Andre Lozano Andrade, advogado que representa Galo, ao G1.

Nas redes sociais, Gessica tem promovido “twittaços” pela liberdade do companheiro. “Nesse momento, o meu corpo está aqui, mas minha mente continua lá no Paulo”, disse ela em um vídeo publicado no Twitter.

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