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Sistema de produção de mandioca é tema de dia de campo em Itapecuru

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No último dia 23, foi realizado, no Assentamento Cristina Alves, em Itapecuru Mirim-MA, dia de campo sobre o sistema de produção de mandioca para mostrar os benefícios da aplicação do Consórcio Rotacionado para Inovação na Agricultura Familiar – CRIAF, tecnologia desenvolvida pela Embrapa Cocais. O evento ocorreu na abertura da colheita de mandioca em área experimental do CRIAF e foi uma realização da Associação Irmã Dorathy e da Cooperativa Agrícola do Vale do Itapecuru – Coopavi, em parceria com a Embrapa, Ambev, Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão – Agerp (Governo do Estado) e a Prefeitura de Itapecuru Mirim-MA.

Para o analista da Embrapa Cocais, Carlos Santiago, a vantagem de produzir mandioca em consórcio com as culturas de arroz, milho e feijão, preconizado pelo CRIAF, é o grande salto na produção. “Para se ter ideia, sem o uso do CRIAF, a produção média de mandioca no Maranhão é de 8 toneladas por hectare após 18 meses de cultivo. Com o CRIAF, em 11 meses de cultivo a produção atinge 30 toneladas por hectare, um salto de quase 400% e ganho de 7 meses, o que reflete na renda do produtor, na segurança alimentar e no desenvolvimento regional. O CRIAF é a inovação pela diversificação com sustentabilidade econômica, social e ambiental”. Durante o dia de campo foram repassadas técnicas de manejo do solo, manejo de pragas e doenças, fertilidade e arranjos espaciais, permitindo o uso mais eficiente da terra, conservação e manejo adequados do solo. Também foram realizadas plantações e colheitas para os produtores do assentamento.

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Francisco Elias de Araújo, assentado do Cristina Alves, disse que o Assentamento Cristina Alves tem a mandiocultura como atividade de maior importância econômica, e o CRIAF deu resposta positiva, com produtividade média de 30 toneladas por hectare. A média do estado é de 6 toneladas por hectare. Para ele, o CRIAF promove a diversificação de culturas consorciadas organizadas em faixa e a adequada demanda nutricional de cada cultura para melhor produtividade do conjunto delas. “Desse trabalho em parceria com a Embrapa podemos tirar no mínimo três lições importantes: o Maranhão tem potencial para apresentar médias de produtividades bem melhores do que as atuais; a inovação em tecnologias é essencial para a superação desses baixos indicadores; e, por fim, que a situação socioeconômica compromete a inovação. Afinal, sem política agrícola os agricultores familiares podem não conseguir acesso a maquinas e insumos necessários para uma resposta produtiva maior. Por parte do MST, faremos esforços para que o material genético testado e o CRIAF, enquanto sistema produtivo, seja preservado e multiplicado no assentamento e demais comunidades do entorno”.

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Mais sobre o CRIAF – É uma tecnologia inovadora que busca a diversificação da produção na propriedade do agricultor familiar e permite organizar a produção da família em faixas, separando as espécies cultivadas de forma que não haja competição entre elas por nutrientes, água, luz e espaço. Planta-se arroz, milho, feijão-caupi e mandioca. Além do consórcio, o sistema preconiza a rotação de culturas com uso de “safrinha”, prática que intensifica o uso da terra e maximiza o aproveitamento do período chuvoso. Em termos ambientais, ao incentivar o consórcio e a rotação de culturas, a tecnologia permite incremento na ciclagem de nutrientes, melhor e maior manutenção da biodiversidade, melhoria da conservação do solo, controle de ervas daninhas, manejo de pragas e doenças das culturas.

Fonte: Embrapa

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O Boletim do Leite de janeiro já está disponível!

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Cepea, 18/01/2022 – Nesta edição, confira:

Preço fecha 2021 com recuo de 9,4%; cenário para 2022 é desafiador
O preço do leite pago ao produtor em dezembro, referente à captação de novembro, fechou a R$ 2,1210/litro na “Média Brasil” líquida do Cepea, recuos de 3,7% frente a novembro/21 e de 9,4% em relação ao mesmo período de 2020, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de dezembro/21). Leia mais.

2021: ano desafiador para a indústria de laticínios 
A oferta limitada de leite no campo, a competição entre laticínios para assegurar a compra da matéria-prima e o enfraquecimento da demanda por lácteos marcaram a pecuária leiteira em 2021. Pesquisas realizadas pelo CEPEA, com o apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), indicam que as médias dos preços do leite UHT, do queijo muçarela e do leite em pó (400gr) negociados no atacado do estado de São Paulo entre janeiro e dezembro de 2021 fecharam em R$ 3,43/litro, R$ 26,28/kg e R$ 24,80/kg, respectivamente, 0,6%, 0,4% e 7% acima das médias de 2020, em termos reais (deflacionados pelo IPCA de dez/21). Leia mais.

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Em 2021, exportações de lácteos aumentam 19%; importações recuam 21%
Em 2021, o cenário internacional do setor lácteo foi marcado pela elevação dos volumes exportados e redução das importações. Esse cenário é resultado principalmente do alto patamar da moeda norte-americana e da crescente perda do poder de compra do consumidor brasileiro. Segundo dados da Secex, os embarques nacionais de produtos lácteos totalizaram 38,8 mil toneladas em 2021, avanço de 19% em relação a 2020 e o maior volume desde 2016. Leia mais.

Cenário externo e alta do dólar impulsionam custos em quase 19% no ano
O COE (Custo Operacional Efetivo) da pecuária leiteira avançou 18,67% em 2021 na “Média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP) e, entre novembro e dezembro, especificamente, a alta foi de 0,84%. Os grupos de custos que apresentaram aumentos mais significativos no ano foram adubos e corretivos (79,85%), combustíveis (53,28%) e suplementação mineral (32,37%). Leia mais.

Fonte: CEPEA

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