AGRONEGÓCIO

Sindicato terá renda de aluguel de edifício

Publicados

em


Nesta segunda-feira (23), o Sindicato Rural de Palotina (Oeste do Paraná) inaugurou um edifício construído ao lado da sua sede, que proporcionará uma nova fonte de renda para a entidade por meio da locação do espaço para uma cooperativa.

Com o fim da contribuição sindical obrigatória, muitos sindicatos se viram obrigados a buscar novas formas de gerar receita. Diante disso, a diretoria da entidade de Palotina decidiu utilizar um terreno próprio para erguer um edifício e obter renda com o seu aluguel.

Participaram da cerimônia de inauguração, além da diretoria e de associados do Sindicato Rural de Palotina, o Presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, os secretários de Estado Márcio Nunes (Desenvolvimento Sustentável e Turismo) e Norberto Ortigara (Agricultura e Abastecimento), além do coordenador do Departamento Sindical da FAEP, João Lázaro.

“O exemplo de Palotina serve para muitos outros sindicatos, que estão buscando novas alternativas para manter suas estruturas funcionando. Com coragem e planejamento, foi possível ampliar as receitas e aumentar o patrimônio da entidade. Isso mostra que a lição de casa foi aprendia. Essa é a sustentabilidade sindical na prática”, afirmou Ágide Meneguette, na ocasião.

Leia Também:  Exportações dos Cafés do Brasil somam 44,5 milhões de sacas em 2020 e batem recorde histórico

Logo após o fim da contribuição sindical compulsória, a FAEP, em parceria com o SENAR-PR e o Sebrae-PR, criou o Programa de Sustentabilidade Sindical e formação de lideranças voltado aos sindicatos rurais do Estado.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Palotina, Nestor Araldi, a instituição já presta serviços remunerados a seus associados na área de recursos humanos (geração de holerite, etc.), além dos cursos do SENAR-PR, que neste ano de pandemia ficaram praticamente parados.

“Em agosto do ano passado, a cooperativa Cresol foi se informar junto ao sindicato, se havia espaço para outra cooperativa no município. Em novembro vieram de volta e pediram uma sala para alugar no sindicato. Como nós tínhamos um lote vazio encostado no sindicato, aí começamos uma obra nossa para alugar para a cooperativa”, conta o dirigente sindical. Segundo Araldi, o prédio tem 400 m2 e ficará alugado para a Cresol pelos próximos cinco anos.

A obra custou cerca de R$ 1 milhão e aproveitou um terreno vizinho ao sindicato que era usado como estacionamento. Agora o edifício será locado para a cooperativa por R$ 11 mil mensais. “Como tínhamos dinheiro em caixa, financiamos pouca coisa da obra. Hoje, com o aluguel do espaço estamos pagando parcela [do financiamento] e ainda sobra R$ 4,5 mil. Como não tem mais contribuição [sindical obrigatória], tem que ter alguma coisa para sobreviver, pois cobrar mais do associado não dá”, explica Araldi.

Leia Também:  Consumo aquecido no mês de dezembro, melhora preço do leite e variação registra 3,7%
Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

La Niña pode favorecer a ocorrência de geada em Mato Grosso do Sul

Publicados

em


A Embrapa Agropecuária Oeste, através do seu sistema de previsão de geada, alerta para o alto risco de ocorrer geada no mês de junho de 2021, na região sul de Mato Grosso do Sul. Os dados do modelo de previsão demonstram que a probabilidade de ocorrer ao menos uma geada é de 75%, podendo acontecer sob qualquer intensidade, desde fraca até forte (imagem abaixo).

O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Danilton Flumignan, ressalta a importância dessa pesquisa, visto que as geadas representam um fator de risco à produtividade no campo, especialmente para as lavouras de milho safrinha.

A intensidade da geada leva em consideração a temperatura prevista e tem uma escala de categorização, apresentada na Tabela 1 (abaixo).

Impactos agrícolas – O milho safrinha é a principal cultura de outono-inverno em Mato Grosso do Sul e a maior parte dessas lavouras ficam na região sul. Nessa região também existem áreas expressivas cultivadas com cana-de-açúcar e com pastagens. As geadas são motivo de grande preocupação por parte dos produtores, especialmente se elas ocorrem cedo. O pesquisador Danilton exemplifica, “no caso do milho safrinha, se uma geada ocorrer em junho ela pode impactar significativamente a produção, já que o milho normalmente se encontra em uma fase ainda sensível”.

Ele salienta ainda que a extensão do prejuízo está associada à intensidade da geada e a fase de desenvolvimento do milho e acrescenta “é justamente por esse motivo que o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) estabelece que, nesta região, a época limite para a semeadura do milho safrinha é o mês de março. A data mais apropriada depende do município, do tipo de solo e da cultivar utilizada”.

O pesquisador explica ainda que nessa safra 2020/2021, a semeadura da soja foi tardia em muitos municípios, por conta do atraso nas chuvas. Logo, a tendência natural é que a semeadura do milho safrinha seja também realizada tardiamente e ressalta “isso coloca esse outono-inverno em uma condição de alto risco para quem optar por cultivar milho na safrinha. Por isso, é importante buscar o apoio de técnicos capacitados e reforçar o planejamento de modo a buscar alternativas que minimizem os possíveis prejuízos que podem se tornar realidade se este cenário se confirmar. Para aqueles que decidirem pelo cultivo do milho, a utilização de híbridos mais precoces deverá ser fundamental”.

Leia Também:  Calendário apresenta boas práticas para a produção da pimenta-do-reino

Rotação de culturas – O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, também aconselha os agricultores dessa região, especialmente em áreas onde a colheita da soja será mais tardia. Segundo ele, pode ser uma boa decisão diversificar a produção desse ano, tendo em vista as perdas possíveis de acontecerem em decorrência de uma geada. “O cultivo de cereais de inverno como trigo e aveia, pode ser uma alternativa viável, bem como a semeadura de espécies forrageiras para pastejo ou produção de palha”, explica o pesquisador.

Ele destaca ainda que a diversificação, oportunizada pela rotação de culturas pode ser uma boa estratégia. “Diante desse cenário climático, o produtor tem uma excelente oportunidade de transformar o risco em sucesso, fazendo a rotação de culturas em pelo menos uma parte da área, escapando assim da dobradinha soja-milho safrinha. Essa mudança pode beneficiar o sistema produtivo na melhoria do solo e na supressão de espécies de plantas daninhas, doenças e pragas que têm se tornado de difícil controle justamente por conta da falta de rotação”, explica Danilton.

La Niña – Segundo Flumignan, nesse ano de 2021, o mundo está sendo marcado pelo fenômeno conhecido por La Niña e explica “o fenômeno se constitui no resfriamento das águas do oceano pacífico equatorial. Quando isso acontece, dadas as fortes interações que existem entre o oceano e a atmosfera, as condições climáticas mundiais passam a ser influenciadas por esta realidade momentânea”.

O pesquisador fez uma análise do histórico climático da região sul de Mato Grosso do Sul em relação às outras vezes que esse fenômeno aconteceu. Ele destaca que as temperaturas mínimas registradas no mês de junho estiveram sempre iguais ou menores que 6 ºC, evidenciando a ocorrência de frio intenso na região e acrescenta “em 25% dos anos, as temperaturas ficaram entre 4 ºC e 6 ºC, condição considerada não favorável a formação de geadas, porém em 75% dos anos, as temperaturas atingiram níveis iguais ou abaixo de 4 ºC, culminando com a formação de condições favoráveis à ocorrência de geada na região”.

Leia Também:  Embrapa participa de avaliação de biossegurança de vacina contra Covid-19

Como funciona o sistema de previsão? – Esse sistema foi desenvolvido em 2017 e é mantido pelos pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste. Fazem parte dessa equipe: Danilton Luiz Flumignan, Éder Comunello e Carlos Ricardo Fietz. Além deles, Rafaela Silva Santana, que na ocasião era estudante de Agronomia da UFGD, contribuiu com o trabalho de desenvolvimento do sistema.

O sistema usa dados de chuva medidos na estação agrometeorológica do Guia Clima, da Embrapa Agropecuária Oeste, e da temperatura da superfície do mar fornecidos pela agência americana National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).

Com índice de confiança de 95%, o sistema é capaz de prever em dezembro, qual a temperatura mínima que deverá ocorrer em junho, no sul de Mato Grosso do Sul. Por meio da temperatura prevista e com base nos critérios do método é possível prever a probabilidade de ocorrer geada e qual a intensidade da mesma.

Danilton explica ainda que a previsão do ano seguinte pode ser divulgada em dezembro do ano anterior e, que, posteriormente, ela é monitorada até o mês de maio, pois as condições de temperatura da superfície do mar podem mudar até junho e, se essa mudança for significativa, a previsão precisa ser reavaliada e acrescente “não é normal ter que corrigir as previsões que são feitas em dezembro. Pode acontecer, mas o mais comum é confirmá-las”.

Fonte: Embrapa

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RONDONÓPOLIS

mato grosso

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA