AGRONEGÓCIO

Primeira edição da Revista da AEASE em 2021 tem contribuições da Embrapa

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A edição 18, de janeiro, fevereiro e março de 2021 da Revista da AEASE (Associação de Engenheiros-Agrônomos de Sergipe) traz artigos, notícias e outras contribuições da Embrapa. A publicação em formato digital pode ser baixada neste link

O artigo ‘Boas práticas agropecuárias na produção artesanal de queijos para acessibilidade ao selo Arte por agricultores familiares’ é assinado pelos pesquisadores Cristiane Otto e Tânia Medeiros, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE), e José Luiz de Sá, da Embrapa Semiárido (Petrolina, PE).

Os pesquisadores Hélio Wilson de Carvalho, Luciana Marques e Adenir Teodoro, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, assinam o artigo ‘Novas opções de copas e porta-enxertos para a diversificação do polo citrícola da Bahia e de Sergipe’.

Manoel Moacir Macedo, pesquisador aposentado e ex-chefe da Embrapa Tabuleiros Costeiros, assina o artigo ‘Expectativas da produção agropecuária brasileira’. 

A publicação destaca ainda o fato de a AEASE ter indicado a pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros Maria Urbana Correa Nunes para concorrer a Medalha Nacional do Mérito, a ser conferida pelo CONFEA. A premiação será entregue por ocasião da realização da próxima 77ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia – SOEA, programada para ocorrer em Goiânia, de 24 a 27 de agosto.

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A revista traz também a notícia de lançamento do aplicativo para dispositivos móveis permitirá que produtores rurais possam efetuar classificação dos solos de diferentes áreas de sua fazenda, desenvolvido pela Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ) em parceria com a Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP).

Fonte: Embrapa

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AGRONEGÓCIO

Artigo – Cobertura plástica do solo e irrigação podem reduzir a mão de obra e incrementar a produtividade da mandioca

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Jorge Cesar dos Anjos Antonini, pesquisador da Embrapa Cerrados
Breno Lobato, jornalista da Embrapa Cerrados

Um grande problema enfrentado pelos produtores de mandioca de mesa é o controle de plantas invasoras, especialmente na época de chuvas, quando a presença dessas plantas aumenta de forma significativa. Como ainda não existem herbicidas registrados para folhas largas, específicos para a cultura da mandioca, essas invasoras precisam ser removidas por meio de capina. No período chuvoso, o rebrote dessas plantas é mais intenso, e a demanda por serviço de capina acaba por ser ainda maior, onerando a produção com o custo de mão de obra.

Em casos em que a lavoura não for mantida limpa, nos primeiros 120 dias após o plantio, a presença de plantas daninhas poderá afetar negativamente a produtividade de raízes. Passado esse período, continua importante a manutenção da lavoura no limpo para o melhor aproveitamento de nutrientes, de água e de insolação pela planta, bem como a facilidade de tratos culturais e de colheita.

O uso de cobertura de solo com filme plástico, tecnologia bastante comum em hortaliças e que auxilia na manutenção da umidade, na diminuição da erosão e na melhoria da qualidade biológica do solo, também pode contribuir para o controle de plantas daninhas, levando à diminuição da mão de obra. 

A irrigação é outra tecnologia que vem apresentando resultados satisfatórios para a cultura, mesmo sendo a mandioca reconhecida pela elevada tolerância à seca. Entretanto, poucas pesquisas têm sido desenvolvidas visando à determinação dos efeitos da cobertura do solo, da irrigação e da combinação de ambas, no desenvolvimento da cultura. 

Um estudo conduzido pela Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), buscou justamente determinar a influência da irrigação e da cobertura plástica do solo no desempenho agronômico de um cultivar de mandioca de mesa – o BRS 399, da Embrapa, que apresenta precocidade e elevado desempenho agronômico na região do Distrito Federal. 

O trabalho indica que o uso das tecnologias de irrigação e de cobertura plástica do solo, de forma isolada ou conjunta, proporcionam acréscimos consideráveis à produtividade de raízes e de parte aérea da mandioca. A utilização individual de irrigação e de cobertura plástica do solo proporcionaram aumentos de produtividade de raízes de 55% e 13%, respectivamente. E quando utilizadas em conjunto, a produtividade de raízes aumentou 89% e a da parte aérea 197%.

Os experimentos foram conduzidos por duas safras (2015/2016 e 2016/2017), com o plantio feito em canteiros. Utilizou-se o sistema de irrigação por aspersão convencional e, para a cobertura do solo, filme de plástico opaco de polietileno preto de 50 µm de espessura. Foram estudadas quatro situações de manejo: canteiro sem cobertura plástica e sem irrigação; canteiro com cobertura plástica e sem irrigação; canteiro sem cobertura plástica e com irrigação; e canteiro com cobertura plástica e com irrigação. 

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Antes da colocação do plástico, toda a área foi irrigada, com lâmina de água suficiente para elevar a umidade do solo à capacidade máxima de retenção de água. Após a colocação do plástico, foram abertos orifícios no mesmo, seguindo a recomendação de espaçamento, para o plantio das manivas, na posição vertical. As extremidades inferiores das manivas foram enterradas a 3 cm de profundidade. Para facilitar a penetração da água no solo, foram, também, abertos orifícios no plástico entre as plantas. 

O procedimento para definir o momento e a quantidade de água a aplicar seguiu todas as recomendações técnicas de irrigação da mandioca. Mais informações sobre o sistema de irrigação da cultura estão disponíveis em: http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/167777/1/Cultivo-da-Mandioca-para-Regiao-do-Cerrado.pdf

Durante as duas safras, foram avaliados os seguintes aspectos: produtividade da parte aérea, produtividade de raízes, porcentagem de amido nas raízes e tempo para a cocção. 

Resultados

No estudo, não houve influência da presença de plantas daninhas na produtividade de raízes, uma vez que os tratamentos foram mantidos livres de tais plantas durante todo o ciclo da mandioca. No entanto, nos canteiros com cobertura plástica, não foi necessário o controle de invasoras durante todo o ciclo da cultura.

Houve diferenças significativas entre as médias das duas safras quanto à produtividade de raízes, indicando que apenas a média desse aspecto foi influenciada pelo fator safra (temperaturas, volume de chuvas etc.). A influência do fator safra sobre a produtividade de raízes é comum nas condições do Cerrado do Brasil Central, revelando a forte influência de fatores ambientais.

Porém, o fator safra não influenciou significativamente a média dos valores de produtividade de parte aérea, teor de amido nas raízes e tempo de cozimento das raízes. Uma provável explicação para a inexistência de variações no estudo pode ter por base a estabilidade do cultivar BRS 399 para esses aspectos, uma vez que trabalhos conduzidos na região do Cerrado vêm demonstrando a influência do fator safra sobre eles quando diferentes cultivares são avaliados concomitantemente. 

Já os diferentes manejos do estudo influenciaram significativamente a média da produtividade de raízes, a produtividade de parte aérea e o teor de amido nas raízes. Isso indica que esses aspectos no cultivar BRS 399 são influenciados pelo manejo da irrigação e da cobertura do solo. A irrigação e a cobertura do solo não influenciaram, contudo, o tempo para o cozimento, que em todos os manejos foi inferior a 30 minutos. 

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O tratamento que resultou na maior produtividade média (por safra) de parte aérea foi o com irrigação e cobertura plástica (26.774 kg/ha), média 197% superior à observada no tratamento sem irrigação e sem cobertura plástica; 90% superior à observada no tratamento sem irrigação e com cobertura plástica; e 47% superior à média do tratamento com irrigação e sem cobertura plástica. 

Incrementos significativos na parte aérea da mandioca de mesa devido à irrigação já haviam sido identificados por outros estudos. O aumento na produtividade da parte aérea é importante por estar relacionado ao fornecimento de manivas-sementes para novos plantios e a utilização das ramas e folhas como fonte de proteína na alimentação animal. 

Quanto às médias de produtividade de raízes, o tratamento com melhor desempenho foi novamente aquele com irrigação e cobertura plástica (35.625 kg/ha de média por safra), tendo sido 89% superior à observada no tratamento sem irrigação e sem cobertura plástica; 67% superior à observada no tratamento sem irrigação e com cobertura plástica; e 22% superior à média aferida no tratamento com irrigação e sem cobertura plástica. Por sua vez, o tratamento sem irrigação e com cobertura do solo propiciou ganho de 13% na produtividade de raízes em relação ao tratamento sem irrigação e sem cobertura de solo. 

Cenário diferente foi observado para a porcentagem de amido nas raízes, cuja média no tratamento com irrigação e com plástico foi inferior à observada nos demais tratamentos. Entretanto, no cultivo de mandioca de mesa, isso não é impeditivo para a adoção da tecnologia, uma vez que esse aspecto só seria importante no caso da utilização das raízes para produção de amido ou fécula e se prejudicasse o cozimento e, consequentemente, a qualidade culinária das raízes. 

O estudo demonstra, portanto, que a produtividade de raízes e o peso da parte aérea foram influenciados positivamente pelo manejo da irrigação e pela cobertura do solo, comprovando que ambas tecnologias, acessíveis ao produtor, podem contribuir para o incremento da produtividade da cultura da mandioca de mesa.

Para ler o artigo científico sobre o estudo, acesse: http://journal.unoeste.br/index.php/ca/article/download/3819/3154/17613

Fonte: Embrapa

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