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Pesquisador da Embrapa Territorial é um dos editores de livro sobre Resex “Chico Mendes”

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O pesquisador João Mangabeira é um dos organizadores do e-book Reserva Extrativista “Chico Mendes” – A Socieconomia 25 anos depois. A publicação traz resultados de pesquisas conduzidas nos últimos 25 anos no projeto “Análise Socioeconômica de Sistemas de Produção Familiar Rural no Estado do Acre- ASPF”, liderado pela Universidade Federal do Acre (UFAC). Os outros editores são o professor José Roberto Kassai, do Núcleo de Estudos em Contabilidade e Meio Ambiente – NECMA da Faculdade de Economia da USP, e Raimundo Cláudio Gomes Maciel, Professor do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas (UFAC) e Coordenador do ASPF.  

Para o pesquisador João Mangabeira, o livro é uma oportunidade de divulgar uma pesquisa socioeconômica de longo prazo (25 anos) e mostrar a importância de manutenção da Resex Chico Mendes. “Os resultados das pesquisas apontam aspectos socioambientais positivos, e ao mesmo tempo evidenciam as fragilidades econômicas e sociais vivenciadas pelos agroextrativistas”, disse. 

Além de participar da edição do livro, o pesquisador contribuiu para a formalização do convênio com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP), para a produção do livro. Mangabeira explicou que o convênio com a Fipecafi, que é parte do Projeto do Fundo Amazônia junto a Embrapa Territorial, tem como um dos objetivos a avaliação e monitoramento da sustentabilidade multicritério de sistema de produção agrícola e inclusão geodigital. 

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“Assim, o livro vem reforçar essa parceria, dando visibilidade às ações que já vem sendo desenvolvidas na região e, doravante, com apoio institucional da Fipecafi, e permitindo a continuidade de avaliações e monitoramentos geodigital de sistemas de produção sustentáveis”, afirmou Mangabeira. 

Clique aqui para o download do livro. 

Fonte: Embrapa

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Comunicado sobre apodrecimento de grãos e vagens de soja na safra 2021/2022 na região do médio-norte de Mato Grosso

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A Embrapa Agrossilvipastoril e a Embrapa Soja acabam de divulgar um comunicado técnico sobre o apodrecimento de vagens de soja, na safra 2021/2022. O apodrecimento de grãos e vagens em estádio final de formação em lavouras de soja vem sendo observado com maior frequência em algumas regiões brasileiras, desde a safra 2019/2020, em especial na região do médio-norte do estado de Mato Grosso, causando redução significativa de produtividade em lavouras com alto potencial produtivo, principalmente nas primeiras semeaduras. Confira abaixo o comunicado completo ou clique aqui para baixar o pdf.
 

Comunicado sobre apodrecimento de grãos e vagens de soja na safra 2021/2022 na região do médio-norte de Mato Grosso*

O apodrecimento de grãos e vagens em estádio final de formação em lavouras de soja vem sendo observado com maior frequência em algumas regiões brasileiras desde a safra 2019/2020, em especial na região do médio-norte do estado de Mato Grosso, causando redução significativa de produtividade em lavouras com alto potencial produtivo, principalmente nas primeiras semeaduras. 
Em visitas realizadas nas lavouras da região, observou-se diferença entre as cultivares quanto à intensidade de apodrecimento de grãos e vagens, identificando-se algumas cultivares sem o problema ou com menor incidência. 
Observou-se resposta da aplicação de fungicidas, que amenizam, mas não resolvem o problema, com variação entre os diferentes programas aplicados pelos produtores. Muitas lavouras com apodrecimento de grãos e vagens são expostas a aplicações regulares de fungicidas e apresentam boa sanidade foliar. O apodrecimento pode ocorrer em toda a planta, mas com maior intensidade nos terços médio e inferior e se inicia na fase final de enchimento de grãos, próximo à maturação fisiológica. 
Em estudos preliminares, constatou-se que os grãos dentro das vagens deterioradas apresentavam elevados índices de enrugamento, resultantes da exposição das plantas às condições de elevadas temperaturas (acima de 30 ºC) durante a fase de enchimento de grãos. Esse enrugamento normalmente é mais intenso sob déficit hídrico, mas pode também ocorrer em condições normais de disponibilidade hídrica. O enrugamento afeta drasticamente a qualidade dos grãos e das sementes e propicia a infecção secundária por Phomopsis spp., o que pode propiciar o apodrecimento das vagens, principalmente em situações de ocorrência de chuvas frequentes em pré-colheita. Sabe-se que a expressão do enrugamento de grãos tem grande influência genética. Supõe-se que as cultivares que estão apresentando esse problema possam ser mais suscetíveis à sua expressão. 
Além de Phomopsis, em análises realizadas em vagens e grãos com e sem sintomas, foram encontrados outros fungos já descritos há muito tempo na cultura, como Fusarium, Colletotrichum e Cercospora, além de bactérias. 
Esses fungos normalmente estão presentes de forma latente nos tecidos da soja, podendo ser obtidos de diversas partes da planta e em diferentes estádios fenológicos. A sua proliferação, causando o apodrecimento dos tecidos antes da maturação, provavelmente está ocorrendo pela combinação de diversos fatores, como estresses abióticos, suscetibilidade da cultivar e condições de ambiente favorável. 
Amostras coletadas em áreas com e sem o problema estão sendo analisadas, e os isolados de fungos infectantes estão sendo obtidos. Estão sendo investigados o efeito da nutrição das plantas na ocorrência de apodrecimento de vagens e grãos, bem como a observação das relações entre o teor de lignina e do enrugamento dos grãos com o apodrecimento de grãos e vagens. 
A Embrapa vem colaborando na busca de respostas ao problema e se coloca à disposição para parceria com outras instituições e empresas, principalmente da região, para traçar linhas de pesquisa que possam contribuir na identificação da(s) causa(s) e de estratégias de manejo para contornar o problema.

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Embrapa Agrossilvipastoril 
Embrapa Soja
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*Comunicado publicado originalmente em 21/01/2022 e atualizado em 24/01/2021.

Fonte: Embrapa

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