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Pesquisador da Embrapa Amapá está no ranking de cientistas mais influentes do mundo

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Marcos Tavares é do Núcleo de Pesquisas Aquicultura e Pesca. 

Dezesseis pesquisadores de 12 unidades da Embrapa estão entre os mais influentes do mundo, de acordo com estudo realizado pela Universidade de Stanford (Estados Unidos) e publicado no Journal Plos Biology. O estudo utilizou as citações da base de dados Scopus para avaliar o impacto dos pesquisadores ao longo de suas carreiras (de 1996 até o final de 2019) e durante todo o ano passado. Com relação ao critério de cientistas mais citados em suas áreas do conhecimento em 2019, o único da região Norte que aparece no ranking é o pesquisador Marcos Tavares Dias, do Núcleo Temático de Pesquisas em Aquicultura e Pesca da Embrapa Amapá.  

Marco Tavares recebeu a notícia com grande alegria e entende que significa a consequência da dedicação e do compromisso junto com várias equipes de outros pesquisadores, acadêmicos e pessoal de apoio com quem ele atua há anos. “Foi uma satisfação quando vi os resultados desta pesquisa publicada no Plos Biology , pois todo pesquisador objetiva ver os resultados de seus estudos impactando em benefícios para a sociedade e principalmente que esses resultados estejam disponibilizados de forma cada vez mais acessível. Parabenizo a todos que se destacaram no ranking e também os que contribuíram de alguma forma para estes resultados”, afirmou.  

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Tavares atua em pesquisas de sanidade e parasitologia de peixes amazônicos, direcionados aos problemas sanitários na produção e tratamento de doenças. Também desenvolve estudos em ecologia de populações de peixes nativos de importância para a pesca e produção. Esses temas são amplos, mas o pesquisador tem focado os problemas sanitários no cultivo de peixes do estado do Amapá e tratamento antiparasitários químicos, principalmente contra monogeneas, um parasito que acomete peixes cultivados, bem como o uso de óleos essenciais e óleos fixos (fitoterápicos) amazônicos e cultivados no Brasil. Ele tem trabalhado ainda com descrição de novas espécies de parasitos em peixes amazônicos junto como estudantes de Mestrado e Doutorado.

O pesquisador ressalta que a Ciência nacional tem sofrido problemas de descrédito e falta de financiamentos, prejudicando o avanço tecnológico. “Essas dificuldades para obter recursos financeiros para os projetos de pesquisas e a enorme burocracia desviam tempo e foco dos pesquisadores de seus objetivos principais, ou seja, para atender a demandas do setor produtivo”, pontuou Tavares.

Saiba mais sobre o estudo da Universidade de Stanford (EUA) nesta matéria: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/57523253/16-pesquisadores-da-embrapa-estao-entre-os-mais-influentes-do-mundo 

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Fonte: Embrapa

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Controle da verminose em ovinos vai além da vermifugação

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O controle da verminose nos ovinos nem sempre é simples, mas algumas medidas podem ser eficazes na prevenção e redução dos casos na propriedade.

Ovinos e caprinos são susceptíveis aos vermes em todas as suas fases de produção. A verminose é um problema grave e muitos produtores acabam desistindo da atividade por conta dos prejuízos. De acordo com a pesquisadora Simone Niciura, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP), isso acontece porque é o problema sanitário mais frequente nas criações. “Quando não é controlada, ocorrem altas taxas de mortalidade nos rebanhos, principalmente dos cordeiros ou de raças mais sensíveis ou menos adaptadas aos trópicos. Além disso, há perdas produtivas, causadas pela diminuição no ganho de peso e no crescimento dos animais e queda na produção”, explica a pesquisadora.

O controle é ineficaz, na maioria dos casos, porque a estratégia utilizada é baseada sobretudo no tratamento com vermífugos. No entanto, com o passar do tempo, os vermes adaptam-se e tornam-se resistentes, principalmente pelo uso frequente e inadequado desses produtos.

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Diferentes medidas podem ser utilizadas pelos ovinocultores para reduzir os casos de verminose na fazenda. O uso de ovinos mais resistentes é uma opção. “Esses animais toleram maior carga parasitária e não apresentam as mesmas perdas produtivas observadas nos ovinos mais sensíveis aos vermes. Isso pode ser obtido pela identificação e seleção de animais mais resistentes (e descarte de ovinos mais sensíveis), assim como pelo uso de raças mais resistentes na criação de animais puros ou para os cruzamentos”, conta Simone.

Outra maneira é a redução da contaminação das pastagens por meio da roçada para exposição dos parasitas ao sol, aumento do intervalo de tempo até a utilização do pasto novamente e, ainda, uso da pastagem para criação de outra espécie animal antes da nova introdução de ovinos. 

A nutrição também é importante. O produtor precisa fornecer alimentação adequada à necessidade de cada categoria. Animais com dieta precária ficam mais vulneráveis ao agravamento dos sintomas causados pela verminose.

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A pesquisadora recomenda que os pecuaristas tenham cautela e façam a vermifugação apenas dos ovinos que realmente precisam ser tratados, ao invés de tratar todo o rebanho indiscriminadamente. Segundo ela, além disso, para que os vermífugos continuem a funcionar por um período maior, antes que os vermes desenvolvam resistência, deve-se utilizá-los de maneira correta. É essencial a identificação dos animais e o controle dos ovinos vermifugados. A dose do anti-helmíntico depende do peso e da indicação do fabricante, seguindo as recomendações da bula. O ideal é que o produtor tenha uma balança na propriedade para evitar super ou subdosagem. Dessa forma, a resistência no rebanho pode ser adiada e as perdas produtivas reduzidas.

Fonte: Embrapa

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