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Pesquisador da Embrapa Agrobiologia recebe reconhecimento do Crea-RJ

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O pesquisador José Guilherme Marinho Guerra foi um dos contemplados na entrega do Prêmio Crea-RJ de Meio Ambiente 2020, em cerimônia virtual realizada na terça-feira, 17. Após a apresentação da iniciativa e congratulações aos agraciados do ano, feita pelo presidente do Crea-RJ, Luiz Cosenza, e outros membros do Conselho, foi feita uma breve homenagem em vídeo a cada um dos premiados, com histórico, currículo e imagens. 

O coordenador da Comissão de Meio Ambiente do Conselho, Abílio Valério Tozini, destacou o importante papel desempenhado pelo engenheiro agrônomo José Guilherme Guerra no que concerne à saúde na alimentação. “Sua história é amplamente ligada à produção de alimentos de uma forma sustentável, sem envenenar o solo, sem envenenar a água”, destacou.

Para José Guilherme, receber um prêmio por sua contribuição ao meio ambiente foi algo emocionante. “Isso me oportunizou refletir um pouco sobre o desafio de fazer agricultura buscando minimizar as externalidades dessa atividade humana quanto às questões ecológicas em nível regional e nacional”. O pesquisador destacou a importância da Fazendinha Agroecológica Km 47, iniciativa da Embrapa em conjunto com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio), do pesquisador Dejair Lopes de Almeida e do professor Raul de Lucena em sua vida. “Com sua visão de filho de agricultores familiares fluminenses, Dejair me mostrou os fundamentos que regem as relações entre nós, humanos, o solo, as plantas, os animais, o sol, o ar e a água. E tive a honra de compartilhar por cerca 25 anos uma jornada cotidiana com o mestre Raul de Lucena, que influenciou muitas gerações de agrônomos”, afirmou.

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Guilherme também ressaltou a necessidade de mudanças no comportamento humano para amenizar os desequilíbrios verificados cada vez mais constantemente tanto no meio ambiente quanto nas relações humanas. “Vivemos tempos difíceis, em que o planeta Terra tem mostrado que nós necessitamos, para nossa própria sobrevivência, mudar a forma de lidar com as questões do meio ambiente. Somos parte desse todo e nosso destino é comum a todas as formas de vida do planeta. Assim, reveste-se de fundamental importância que todos os esforços sejam envidados para minimizar os impactos decorrentes das atividades humanas sobre a natureza, em que pese a nobre missão da agricultura de alimentar bilhões de pessoas”, declarou.

O prêmio Crea-RJ de Meio Ambiente é concedido anualmente para reconhecer personalidades, instituições e entidades que se distinguem na luta pela preservação, defesa ou conservação do meio ambiente, nas áreas de engenharia, agronomia, geologia, geografia ou meteorologia. Além de José Guilherme, também foram premiados o engenheiro florestal Carlos Alberto Bernardo Mesquita, a Cooperativa de Trabalho de Catadores e Catadoras Duque de Caxias, o Comando Militar do Leste das Forças Armadas e o Projeto Niterói Jovem Ecosocial. Em anos anteriores, a Embrapa Agrobiologia já havia sido representada, quando a Fazendinha Agroecológica foi premiada, em 2018.

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O vídeo completo da cerimônia pode ser visto aqui

Fonte: Embrapa

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Controle da verminose em ovinos vai além da vermifugação

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O controle da verminose nos ovinos nem sempre é simples, mas algumas medidas podem ser eficazes na prevenção e redução dos casos na propriedade.

Ovinos e caprinos são susceptíveis aos vermes em todas as suas fases de produção. A verminose é um problema grave e muitos produtores acabam desistindo da atividade por conta dos prejuízos. De acordo com a pesquisadora Simone Niciura, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP), isso acontece porque é o problema sanitário mais frequente nas criações. “Quando não é controlada, ocorrem altas taxas de mortalidade nos rebanhos, principalmente dos cordeiros ou de raças mais sensíveis ou menos adaptadas aos trópicos. Além disso, há perdas produtivas, causadas pela diminuição no ganho de peso e no crescimento dos animais e queda na produção”, explica a pesquisadora.

O controle é ineficaz, na maioria dos casos, porque a estratégia utilizada é baseada sobretudo no tratamento com vermífugos. No entanto, com o passar do tempo, os vermes adaptam-se e tornam-se resistentes, principalmente pelo uso frequente e inadequado desses produtos.

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Diferentes medidas podem ser utilizadas pelos ovinocultores para reduzir os casos de verminose na fazenda. O uso de ovinos mais resistentes é uma opção. “Esses animais toleram maior carga parasitária e não apresentam as mesmas perdas produtivas observadas nos ovinos mais sensíveis aos vermes. Isso pode ser obtido pela identificação e seleção de animais mais resistentes (e descarte de ovinos mais sensíveis), assim como pelo uso de raças mais resistentes na criação de animais puros ou para os cruzamentos”, conta Simone.

Outra maneira é a redução da contaminação das pastagens por meio da roçada para exposição dos parasitas ao sol, aumento do intervalo de tempo até a utilização do pasto novamente e, ainda, uso da pastagem para criação de outra espécie animal antes da nova introdução de ovinos. 

A nutrição também é importante. O produtor precisa fornecer alimentação adequada à necessidade de cada categoria. Animais com dieta precária ficam mais vulneráveis ao agravamento dos sintomas causados pela verminose.

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A pesquisadora recomenda que os pecuaristas tenham cautela e façam a vermifugação apenas dos ovinos que realmente precisam ser tratados, ao invés de tratar todo o rebanho indiscriminadamente. Segundo ela, além disso, para que os vermífugos continuem a funcionar por um período maior, antes que os vermes desenvolvam resistência, deve-se utilizá-los de maneira correta. É essencial a identificação dos animais e o controle dos ovinos vermifugados. A dose do anti-helmíntico depende do peso e da indicação do fabricante, seguindo as recomendações da bula. O ideal é que o produtor tenha uma balança na propriedade para evitar super ou subdosagem. Dessa forma, a resistência no rebanho pode ser adiada e as perdas produtivas reduzidas.

Fonte: Embrapa

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