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Pecsmart é indicada para imersão na Embrapa Suínos e Aves

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A Pecsmart, empresa de tecnologia sediada em Florianópolis (SC), foi uma das startups premiadas ontem à tarde durante a fase final do Latam Challenge 2021, iniciativa do fundo de investimento em agritech SVG Thrive e que conta com a parceria da Embrapa. As três startups selecionadas pela Embrapa no Latam Challenge 2021 (Pecsmart, Ylive Biotecnologia e Deep Agro) terão acesso a laboratórios, campos experimentais e mentoria oferecidos pelas equipes de pesquisa e inovação da Embrapa Soja, Embrapa Gado de Leite e Embrapa Suínos e Aves.

Segundo a diretora de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Adriana Regina Martin, cada unidade irá preparar um processo de imersão das startups nos ecossistemas que participam para possíveis parcerias e co-desenvolvimento futuros. É isso que acontecerá com a Pecsmart dentro da Embrapa Suínos e Aves. Segundo Franco Muller Martins, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Suínos e Aves, “a imersão da startup na nossa unidade vai permitir a aproximação dos empreendedores com equipes de pesquisa, agroindústrias e produtores”. Franco acredita ainda que a interação será fundamental para que a Pecsmart consiga desenvolver soluções tecnológicas ainda mais ajustadas às demandas dos clientes.

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A Pecsmart tem se especializado no desenvolvimento de soluções de biometria e gestão automática de dados voltadas para a melhoria da produtividade e retorno econômico na produção animal. Entre os produtos já desenvolvidos pela Pecsmart está um sistema que atualiza de hora em hora o fornecimento de ração em uma granja. Esse monitoramento é importante, uma vez que 70% dos custos de produção de suínos e aves, em média, relacionam-se com o consumo de ração.

Fonte: Embrapa

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Projeto avalia combinação de técnicas para o controle da erosão no Centro-Sul

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O Plantio Direto (PD) é uma das alternativas de manejo mais recomendadas para aumentar a produtividade, conservando e/ou melhorando o ambiente de cultivo. A técnica é eficiente no controle da erosão se comparado ao sistema convencional, em que há remoção da vegetação e revolvimento do solo. Agora, pesquisadores buscam entender se o PD é suficiente para controlar a erosão em diferentes ambientes de produção e situações climáticas.

O estudo é desenvolvido em apoio ao projeto da Rede Mesorregional Centro-Sul da Rede de AgroPesquisa e Formação Aplicada Paraná (Rede AgroParaná), que conta com suporte financeiro do SENAR-PR e da Fundação Araucária. O objetivo deste subprojeto é aprimorar a prática do PD contínuo, sem interrupção para preparo do solo, aliando técnicas de manejo conservacionista, como terraceamento, adubação verde e cultivo em nível.

Para a coleta de dados, foram instaladas três megaparcelas em uma propriedade rural em Guarapuava. Na primeira, foi mantido o manejo já utilizado pelo produtor: Plantio Direto sem terraços, com mecanização morro abaixo – comum em muitas áreas na região –, e sem cultivo no outono (pousio).

Na megaparcela dois, houve adoção de mecanização em nível e cultivo de plantas de cobertura no outono. A terceira megaparcela contou com construção de terraços e, portanto, plantio em nível. “Estamos avaliando fertilidade do solo, nutrição e enraizamento das plantas e produtividade de culturas como soja, milho, trigo e cevada. Vamos examinar como o uso de outras práticas combinadas ao Plantio Direto, como o terraceamento, podem ser eficazes no controle da erosão”, afirma o coordenador da pesquisa, Marcelo Müller.

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“Queremos mostrar para o produtor que controlar a erosão é controlar a variabilidade da fertilidade do solo, que implica em níveis de produtividade diferentes na mesma área”, complementa.

Durante a pesquisa, são realizadas coleta e análise química de amostras de solo e tecido foliar das plantas nas três megaparcelas. O crescimento radicular das culturas também passa por avaliação, pois está associado às condições do solo e determina a sustentação da parte aérea das plantas e a produtividade. Além disso, na megaparcela dois é analisada a produção de biomassa das plantas cultivadas para cobertura do solo na entressafra, determinando-se a absorção dos nutrientes e seu potencial de reciclagem para culturas comerciais.

Segundo o pesquisador, a expectativa é que, com os dados reunidos, seja possível entender como as mudanças no manejo interferem nos sistemas produtivos, principalmente em relação aos indicadores químicos do solo e das plantas. Dessa forma, será possível definir critérios técnicos para recomendar práticas que possam melhorar a conservação do solo e da água, a sustentabilidade, a produtividade e a rentabilidade dos produtores rurais.

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Monitoramento da água

A análise química do material erosionado nas megaparcelas durante eventos de chuva também faz parte das etapas da pesquisa. Para isso, é necessário que as precipitações atinjam quantidade mínima para que ocorra escoamento superficial da água. Em conjunto, é realizado o monitoramento da qualidade química da água do córrego da microbacia hidrográfica do entorno das megaparcelas e das lavouras dos demais produtores.

O coordenador da pesquisa explica que os nutrientes perdidos pelas lavouras em escoamento de água e sedimentação do solo representam perdas econômicas para os produtores. “Essas substâncias vão precisar ser repostas com fertilizantes e corretivos, acarretando mais custos para o agricultor. Além disso, o acúmulo de nutrientes disponíveis nos córregos e rios pode causar um processo chamado eutrofização, em que há crescimento exacerbado de algas e  redução da quantidade de oxigênio na água, provocando a morte de peixes e outras espécies aquáticas”, aponta Müller.

Fonte: CNA Brasil

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