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Novo chefEmbrapa Cocais tem novo chefe-geralovação maranhense

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Desde 1º de julho, a Embrapa Cocais tem novo chefe-geral: o pesquisador Marco Aurélio Delmondes Bomfim, selecionado por meio do processo de recrutamento e seleção restrito aos empregados efetivos da Embrapa e conduzido pela Diretoria Executiva da Empresa. Entre os critérios exigidos para o cargo, destacam-se a reconhecida competência técnico-científica, gerencial e administrativa para o fortalecimento da meritocracia institucional e o alinhamento estratégico com o modelo de governança da Embrapa.

Para esse ciclo de gestão na Empresa, Marco Bomfim destacou algumas das premissas com as quais construirá, com o protagonismo da Embrapa Cocais e em parceria com instituições público e privadas do estado, um ambiente de pesquisa e inovação maranhense arrojado e de resultados.

Valorização de todo o potencial do Estado do Maranhão com foco em inclusão e sustentabilidade.  Em ambos os principais biomas que formam o estado – Amazônia e Cerrados (Matopiba), há desafios e oportunidades tanto para apoiar a agricultura familiar na melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano – IDH do estado, quanto para a agricultura e pecuária de maior escala, importantes para o Produto Interno Bruto – PIB. “O Maranhão é um estado de grande dimensão territorial, é a quarta economia do Nordeste e tem a maior participação, entre os estados brasileiros, da agricultura no PIB, detendo mais de 30% da maior fronteira agrícola do país – o MATOPIBA, onde precisamos apoiar o desenvolvimento de uma agricultura de baixo impacto ambiental. Por outro lado, não podemos descuidar do desenvolvimento inovações sociais e tecnológicas de alto potencial de inclusão produtiva e promotora do desenvolvimento, para diminuir a pobreza rural no estado, que é a maior do país”.

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Agenda de entregas em conexão com setor produtivo. O foco da agenda de pesquisa, desenvolvimento, inovação e transferência de tecnologia, segundo o chefe-geral, será definido a partir de uma escuta ativa das demandas do setor produtivo, para definir as prioridades do Plano Estratégico da Embrapa Cocais. “As demandas devem orientar não somente a agenda da Unidade, mas também da rede de Instituições de Ciência e Tecnologias (ICTs), que será estimulada na perspectiva do ecossistema de inovação maranhense”, adianta o novo chefe.

Cooperação e aliança com parceiros-chave.  Uma das metas mais ousadas da nova gestão é inovar na forma de atuação da Unidade, tornando a Embrapa Cocais uma célula de inovação corporativa, atuando em rede, no ecossistema de inovação maranhense para o desenvolvimento de pesquisa e inovação agropecuária, bem como cumprindo um papel estratégico para o setor produtivo, visibilizando as demandas e apoiando a formulação de políticas públicas. “Criar sinergia a partir das fortalezas de cada um dos parceiros (conhecimento e infraestruturas físicas já existentes – como laboratórios e campos experimentais) e mobilizar a expertise de toda a Embrapa Brasil. Vamos trabalhar para criar um ambiente de ciência e inovação poderoso para o estado”, almeja o gestor

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Perfil acadêmico resumido

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual do Maranhão (1995), Mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal de Lavras (2000), Doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (2003) e Pós-Doutorado pelo International Center for Agricultural Research in the Dry Areas – ICARDA em Aleppo, na República da Síria (2008) e pela Texas A&M University, College Station-Texas-USA (2012).

Fonte: Embrapa

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Manejo nutricional estratégico reduz perdas na seca

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Pesquisadores recomendam práticas com bons resultados para bovinos

Durante o período seco, com menor disponibilidade de forragem de qualidade, o que impacta na perda de peso dos animais e no enfraquecimento do rebanho, é hora de colocar em prática estratégias para manter os índices a níveis satisfatórios. Terminação intensiva, bezerro turbinado pós-desmama, conservação de volumosos e produção de forragem estão entre elas. 

Em experimentos realizados pela Embrapa em parceria com a Connan, em Campo Grande-MS, foi possível conseguir 2,[email protected] a mais por animal, quando comparado à suplementação proteico-energética de 1,5 kg de ração/dia. A técnica chamada terminação intensiva a pasto (TIP) consiste em fornecer 90% do que o animal precisa no cocho e 10% no pasto, o que equivale a 2% de peso vivo em ração, ou aproximadamente 8 kg de ração concentrada por cabeça/dia. 

O objetivo, segundo os idealizadores, é obter um ganho médio de 600 a 900 g de carcaça/dia, no período de 90 dias. Na estação das chuvas e para machos castrados, a recomendação é a de se oferecer 1,5% do peso vivo em ração concentrada.

“O TIP mensura o ganho em carcaça e isso é lucro. Começamos com 0,5% de peso vivo até chegarmos aos índices atuais, tornando a solução viável e de fácil uso”, afirma Leopoldo Pepiliasco, zootecnista da Connan. A tecnologia é testada pelas empresas desde 2012 e permite que o pecuarista utilize a estrutura já existente na propriedade e invista somente em ração e suplementos para a engorda do boi.

O especialista comenta que analisaram alternativas presentes no mercado, antes da TIP, como o confinamento, que apresenta altos custos de implementação, estrutura, mão-de-obra capacitada e outras condicionantes; e sistemas como o uso de grão inteiro, que resulta em uma dieta de risco elevado, pelas condições fisiológicas do bovino, dentre outros fatores.

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Bezerros e desmama – Outra opção para o produtor rural é ‘turbinar’ o bezerro na fase pós-desmama. Essa fase estressante para o animal aliada a pastagens com baixo valor nutritivo é um ponto de preocupação. A técnica, validada por pesquisadores da Embrapa, baseia-se em fornecer maior suplementação proteico-energética ao animal. 

O pesquisador Rodrigo Gomes explica que é recomendável uma dieta com aproximadamente 25% de proteína bruta, palatável e rica em minerais. O bezerro recebe o equivalente a 5 gramas por quilograma do peso vivo. 

“É estratégico aumentar o consumo de suplemento, consumir mais energia, proteína, mineiras, vincular aditivos, assim se obtém melhor desempenho no momento de estresse, que é a desmama”, frisa o zootecnista. A dieta deve ser mantida até o final da seca e o animal entra nas águas em boas condições. 

Manejo de pastagens – A manutenção do pasto, com o devido manejo, é também uma estratégia para enfrentar o período. Especialista no assunto, o pesquisador da Embrapa Ademir Zimmer enumera ajuste de lotação, adubação e diferimento de pastagens, e produção de volumoso e suplementos como opções para o produtor.

Em pesquisas da Embrapa Gado de Corte (MS), por exemplo, mediu-se a eficiência produtiva e financeira da adubação do capim-marandu, em diferentes alturas de pastejo. Em 15 cm, o ganho de peso vivo (kg/ha) foi de 276, com saldo por kg de adubo, de R$ 2,25 reais. Já em 45 cm de altura, o ganho foi de 524 kg/ha, com um saldo de R$ 8,75 reais. Um aumento de 290% em relação a 15 cm. 

Nos valores médios de 2022, os ganhos em produção (direto), em 45 cm, foram de R$ 1,8 mil (R$/ha/ano); os por redução nos gastos (indireto), R$ 80 reais; os ganhos por liberação de área (indireto), R$ 150 reais; há ainda os ganhos por antecipação receita (indireto), que somam R$ 40 reais. O benefício total em 200 hectares (R$/mês), a uma altura de 45 cm, ultrapassa os R$ 34,5 mil reais, sempre tendo como altura de referência 15 cm.  

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Zimmer enfatiza que adubar o pasto custa caro sim, “mas vale a pena, desde que o manejo seja adequado, trabalhando as suplementações para que valha o investimento”.  

Conservação de volumoso – A pastagem precisa de fatores fundamentais para o seu crescimento, porém, na seca, há limitação de luz e água, e consequentemente os animais, seja de corte ou leite, não suprem suas exigências completamente. 

As alternativas para conservação de forragem são diversas “não há a melhor, cada propriedade tem circunstâncias ou realidades que contribuem para a tomada de decisão”, alerta o pesquisador Vitor Oliveira da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul (Agraer-MS). 

Uso de capim elefante, feno-em-pé, silagem (milho, cana-de-açúcar, capim, parte aérea da mandioca) e silagem de pré-secados são algumas escolhas à disposição do pecuarista. Independente da opção assinalada, Oliveira destaca que é necessário obter todo o potencial da tecnologia escolhida, durante a estação das águas, e assim utilizá-la na seca. 

Os especialistas da Embrapa, Connan e Agraer reforçam que o planejamento sempre começa na fase anterior, que a seca haverá todos os anos, dessa forma, é cuidar do pasto e da nutrição do rebanho nas águas para não se ter perdas na seca. 

Fonte: Embrapa

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