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Mulheres Agroligadas participam de dia de campo na Embrapa Agrossilvipastoril

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Na semana em que se celebrou o Dia Internacional da Mulher, cerca de 40 mulheres do núcleo Sinop das Agroligadas participaram de um dia de campo na Embrapa Agrossilvipastoril. A atividade, realizada no sábado, dia 12, serviu para que elas conhecessem mais sobre os trabalhos de pesquisa e transferência de tecnologias realizados em Mato Grosso.

A programação teve início com uma apresentação institucional, feita pela chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril, Laurimar Vendrusculo. Na ocasião ela foi presenteada com uma camiseta das Agroligadas. Em sua explanação, ela falou sobre as áreas de atuação do centro de pesquisa, mostrou o maior foco em sistemas integrados de produção agropecuária, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), e elencou alguns dos resultados de pesquisa e entregas feitas ao setor produtivo, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático, opções de consórcios para segunda safra, soluções tecnológicas para fruticultura, silvicultura, restauração de ecossistemas e para a pecuária.

Em seguida, as Agroligadas puderam conhecer a vitrine tecnológica e as ações de transferência de tecnologia desenvolvidas no estado, como capacitações, dias de campo, condução de URTs, entre outras. Também puderam aprender mais sobre os sistemas agroflorestais (SAFs).

No campo experimental o grupo visitou as duas bases experimentais de sistemas ILPF, sendo uma com foco na produção de leite e outro na pecuária de corte. Puderam ver a complexidade das pesquisas realizadas e conheceram alguns dos resultados já obtidos. Também acompanharam o andamento de pesquisas que mensuram o balanço de carbono dos sistemas, a fim de dar subsídios não só para políticas públicas, como também para programas de certificação e comercialização.

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Ao fim do evento, a chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril, Laurimar Vendrusculo enfatizou o importante papel das mulheres no setor agropecuário, a relevância da missão das Agroligadas de fazer a conexão entre o campo e a cidade e ressaltou a disposição da Embrapa em contribuir com esse trabalho.

A coordenadora do Núcleo Sinop, Edenize Perin destacou ainda o conhecimento adquirido durante o dia de campo e o papel da Embrapa em gerar informações relevantes para o setor agropecuário brasileiro.

“Se nós temos a missão de levar informação de qualidade para as pessoas sobre o campo, temos de usar as melhores fontes e temos a Embrapa fazendo um trabalho incrível aqui ao nosso lado, em Sinop”, disse Edenize.

O dia de campo foi o primeiro evento das Agroligadas para muitas das novas integrantes do grupo. Elas já puderam estrar buscando mais conhecimento sobre a produção agropecuária sustentável. Mas até mesmo para quem já está atuando há mais tempo a visita à Embrapa foi proveitosa.

“Já haviam me falado sobre a beleza da Embrapa Agrossilvipastoril, mas vai muito além da arquitetura e paisagismo. Percebemos a seriedade e dedicação dos pesquisadores, a amplitude e profundidade das pesquisas. Incrível ter tudo isso na nossa cidade e poucas pessoas conhecerem”, destacou Maria Fernanda Wolf, que faz parte da coordenação do núcleo Sinop das Agroligadas.

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Parceria

 A proposta de realização do dia de campo surgiu em reunião entre representantes da Embrapa e das Agroligadas visando uma parceria em ações de comunicação voltadas para o público infanto-juvenil. A empresa pública possui o programa Embrapa & Escola e as Agroligadas estão desenvolvendo um projeto que leva informação sobre a origem dos alimentos às escolas públicas e privadas.

Com a parceria a expectativa é a de somar esforços entre os dois programas, possibilitando um atendimento a mais estudantes e com mais atividades práticas, como as visitas à Embrapa Agrossilvipastoril.

Agroligadas

O movimento Agroligadas reúne mulheres que trabalham no setor agropecuário ou que se identificam com a área e buscam conectar o campo e a cidade. Organizado em núcleos regionais, o grupo desenvolve ações de educação e comunicação.

O Núcleo Sinop das Agroligadas já conta com mais de 190 integrantes. Entre as atividades já desenvolvidas por elas está a identificação em supermercados dos alimentos produzidos localmente e a criação de um projeto que leva informação às escolas públicas e privadas sobre a origem dos alimentos. Na Norte Show, que será realizada em Sinop de 19 a 22 de abril, elas serão responsáveis por guiar mais de 2.000 crianças em um tour informativo pela feira. Saiba mais sobre as Agroligadas em: https://agroligadas.com.br/

Fonte: Embrapa

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Estão disponíveis as agromensais de junho/2022

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Cepea, 06/07/2022 – O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, disponibiliza hoje as hoje as agromensais de junho de 2022.

Confira aqui!

Abaixo, alguns trechos das análises mensais:

AÇÚCAR: Os preços do açúcar caíram no spot do estado de São Paulo em junho. A queda esteve atrelada à flexibilidade por parte de algumas usinas, que baixaram os valores de suas ofertas, em especial para o cristal Icumsa 180, açúcar com maior volume disponível para as negociações no spot.
 
ALGODÃO: As cotações externas e internas do algodão em pluma caíram de forma consecutiva ao longo de junho. O cenário inflacionário e as perspectivas de recessão econômica mundial e de redução na demanda global, sobretudo por parte da China, foram alguns dos fatores que exerceram pressão sobre os valores internacionais e, consequentemente, domésticos. No Brasil, as cotações, que já estavam enfraquecidas há um tempo, voltaram a operar nos patamares observados final do ano passado.
 
ARROZ: Os preços do arroz em casca reagiram em junho, impulsionados pelas maiores demandas interna e externa. As cotações, inclusive, recuperaram parte das perdas registradas nos dois meses anteriores e voltaram aos patamares nominais observados na primeira dezena de abril. Com isso, ao contrário do registrado em 2021, os valores do arroz em casca e do beneficiado no atacado apresentam alta na primeira metade do ano.
 
BOI: Os preços médios mensais do bezerro estão em movimento de queda desde o começo de 2022. Esse cenário é resultado de maiores investimentos em tecnologias por parte de pecuaristas, do aumento de produtividade e, sobretudo, da redução no abate de matrizes.

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CAFÉ: A temporada brasileira de café 2021/22 foi oficialmente encerrada no dia 30 de junho, com preços do arábica muito acima dos observados na safra passada (2020/21). Na temporada (de julho/21 a junho/22), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 teve média de R$ 1.325,65/saca de 60 kg, aumento expressivo de 522,90 Reais/sc (ou de 65,14%) frente à da safra anterior, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de maio/22). Trata-se, também, da maior média desde a safra de 1997/98.

 
ETANOL: Em junho, as médias mensais dos Indicadores semanais CEPEA/ESALQ dos etanóis hidratado e do anidro caíram com certa força no estado de São Paulo. A pressão veio sobretudo do baixo volume de negócios ao longo do mês. Distribuidoras se mostraram cautelosas em fechar novas compras, tendo em vista as vendas desaquecidas de combustíveis e também do cenário que se desenhava com a possibilidade de mudança tributária do etanol e da gasolina, que se consolidou somente no final do mês. 

 
FRANGO: A diferença entre as demandas internas e externas para a avicultura de corte criou situações distintas de liquidez e de preços entre as regiões e os produtos acompanhados pelo Cepea. Enquanto as vendas externas de carne foram aquecidas, devido à conjuntura internacional, a procura por parte da população brasileira esteve limitada pelo baixo poder de compra. 

 
MILHO: Os preços do milho registraram queda na maior parte de junho. As expectativas de segunda safra recorde já vinham pressionando as cotações e esse movimento de baixa foi reforçado pelo início da colheita no Centro-Oeste. Assim, em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea, como Rio Verde (GO), Chapadão do Sul (MS) e Campinas (SP), os valores do cereal no mercado disponível chegaram a operar nos menores patamares deste ano. Com o início da colheita, produtores estiveram mais flexíveis nos valores de venda, enquanto compradores seguiram retraídos, apostando na continuidade das baixas. 

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OVINOS: Apesar da oferta controlada de ovinos, devido ao período de entressafra para a criação de animais a pasto, junho foi marcado pela queda nas cotações do animal na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea, com exceção do Paraná, onde o movimento de recuperação da demanda e do preço seguiu firme pelo segundo mês consecutivo. Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, o baixo poder de compra da população brasileira tem dificultado a melhora do desempenho do setor neste ano.

 
SOJA: Os preços da soja passaram a maior parte de junho em alta no mercado brasileiro, devido às preocupações com o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e à expectativa de aumento na demanda chinesa. Além disso, os dados do USDA apontando redução da área com soja naquele país em relação às estimativas iniciais (de março/22) também reforçaram o aumento. Assim, a alta dos valores domésticos da soja em boa parte do mês fez com que a liquidez aumentasse.

 
TRIGO: Apesar das fortes desvalorizações externas em junho e de estimativas apontarem safra recorde no Brasil neste ano, os preços internos do trigo seguiram firmes e operando em patamares recordes reais em alguns estados.  A sustentação veio da baixa disponibilidade de trigo no País e da valorização da moeda norte-americana.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações: [email protected] e (19) 3429 8836.

Fonte: CEPEA

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