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Iniciativa de estímulo ao empreendedorismo rural reúne 20 Unidades da Embrapa e 34 parceiros

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A Embrapa reuniu, na semana de 8 a 14 de novembro, um conjunto de 34 parceiros entre startups, empresas privadas, agroindústrias, associações e cooperativas, técnicos de extensão rural e de órgãos governamentais que participaram de webinários, lives e palestras on-line durante a Maratona Embrapa de Empreendedorismo, destinada a estimular a inovação e o empreendedorismo rural. 

No período foram realizadas 31 atividades de forma totalmente on-line, disponíveis no canal da Embrapa no Youtube, e que receberam, até o dia 22 de novembro, um total de 20.995 visualizações. As atividades foram realizadas por 20 unidades de pesquisa e contaram com participantes que se conectaram a partir de todas as regiões, 70% deles por intermédio de dispositivo móvel. 

Para Adriana Faria, coordenadora do Parque Tecnológico da Universidade Federal de Viçosa, que participou da live sobre o programa Avança Café – inovação do pé à xícara, “a Maratona foi uma boa oportunidade de alargar a abrangência do programa e sensibilizar jovens e startups em fase de estruturação, para empreender cada vez mais em inovação de base tecnológica e de forma sustentável”. A maratona envolveu também outros 2 parques tecnológicos (Ceará e São Paulo), 15 startups que usam tecnologias da Embrapa e 2 hubs de inovação (Inovahub da Universidade Federal de Lavras e Venture Hub). 

Palestras, que orientam produtores rurais para o acesso a políticas públicas e sobre como agregar valor ao negócio, a fim de se inserir em mercados mais competitivos, tiveram boa audiência durante a Maratona e grande abrangência geográfica, com participantes de todas as regiões e de outros países como Uruguai, Venezuela e Estados Unidos. 

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Henrique Carvalho, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Hortaliças (DF),  que participou de três palestras durante o evento, destaca que a iniciativa permitiu a interação com um público diverso, porém ávido por novidades que impulsionem seus pequenos negócios com mais segurança e qualidade para atender às exigências cada vez maiores dos consumidores e para atuar em novos mercados.  

 

Bioeconomia atrai público jovem 

O webinar sobre Aplicação da bioeconomia e economia circular na fruticultura e mandiocultura, transmitido no dia 12 de novembro, contou com o público mais jovem de toda a Maratona, pois 30% dos participantes tinham até 17 anos e 45% de 18 a 24 anos, enquanto a média de participantes das outras atividades estava na faixa etária entre 25 e 44 anos.Além de ter sido a atividade com maior participação do público feminino (62%). Grande parte desse público é formada por jovens da Escola Rural Tina Carvalho, de Entre Rios (BA), que acompanharam a palestra como parte das atividades propostas pelo técnico da escola Adenildo dos Santos. 

Para a pesquisadora Áurea Gerum, da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), que apresentou o webinar, o tema é bem atual e a nova geração é mais consciente e ativa no que se refere ao quesito sustentabilidade, o que justifica o resultado alcançado. “Bioeconomia circular atende aos anseios, sobretudo, desse grupo”, pontuou Gerum.

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Maratona Embrapa de Empreendedorismo

A Maratona Embrapa de Empreendedorismo foi uma iniciativa de inserção institucional da Embrapa na 14ª edição da Semana Global de Empreendedorismo (SGE), que entrou para o calendário oficial este ano pela Lei 14.135/21

“Este foi o primeiro ano de participação da Embrapa na SGE e, pelo interesse e interação demonstrados pelos participantes nas diversas atividades – que abordaram desde transformação digital na agropecuária até formas de melhorar o processamento de alimentos -, há a expectativa de participarmos nas próximas edições, aprimorando cada vez mais a contribuição da instituição para o empreendedorismo rural”, ressalta Carolina Pereira, Gerente de Marketing da Secretaria de Inovação e Negócios. 

A iniciativa mobilizou 20 Unidades Descentralizadas: Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), Embrapa Agroindústria Tropical (CE), Embrapa Algodão (PB), Embrapa Alimentos e Territórios (AL), Embrapa Café (DF), Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), Embrapa Cerrados (DF), Embrapa Cocais (MA), Embrapa Gado de Corte (MS), Embrapa Gado de Leite (MG), Embrapa Hortaliças (DF), Embrapa Instrumentação (SP), Embrapa Agricultura Digital (SP), Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), Embrapa Meio Ambiente (SP), Embrapa Milho e Sorgo (MG), Embrapa Pantanal (MS), Embrapa Semiárido (PE), Embrapa Soja (PR) e Embrapa Suínos e Aves (SC). 

Fonte: Embrapa

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Avança cooperação da Embrapa com a República Dominicana

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Parceria vai englobar pesquisas para prevenção e controle da Peste Suína Africana e florestas

Em visita à Embrapa no dia 25/11, o Ministro do Meio Ambiente da República Dominicana, Orlando Jorge Mera, reforçou o interesse do país em firmar cooperação com a Embrapa em duas áreas principais: florestas e controle e prevenção da Peste Suína Africana (PSA). Ele estava acompanhado do Ministro Conselheiro da Embaixada da República Dominicana no Brasil, Marino Castillo e foi recebido pela diretora de Inovação e Tecnologia, Adriana Martin, e pelo pesquisador e assessor da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento, Alexandre Amaral.

O Ministro visitou a Embrapa Florestas no dia anterior, 24/11, e ficou muito interessado em intercambiar material genético para o desenvolvimento de pesquisas na área florestal, especialmente com foco na parte de recuperação de áreas degradadas. Segundo Mera, a República Dominicana ainda possui 42% de área florestal nativa, mas alguns países vizinhos, como o Haiti, tem apenas 1%.

Além disso, a República Dominicana é um dos poucos dos 32 países do Caribe que possui um banco genético expressivo de sementes. “Um dos nossos principais interesses nessa cooperação é capacitar os nossos técnicos e pesquisadores na Embrapa, considerando a expertise da Empresa nessa área”; pontuou. O Ministro acrescentou ainda que a parceria vai beneficiar não apenas a República Dominicana, mas as nações vizinhas.

Na verdade, essa já é a segunda reunião entre autoridades diplomáticas e governamentais do país caribenho com a diretoria da Embrapa. Na primeira, quando o diretor de P&D, Guy de Capdeville, visitou a Embaixada, foi combinada a realização de um workshop conjunto entre os dois países para discutir as linhas de cooperação. O workshop, que acontecerá de forma virtual e vai reunir especialistas dos dois países, ainda não tem data definida, mas já está em fase final de organização, como garantiu Alexandre Amaral.

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A discussão da cooperação entre Brasil e República Dominicana deve abranger, pelo menos, cinco áreas prioritárias, que são: plantios florestais, patologias de bananas, fruticultura tropical, tecnologia reprodutiva em ruminantes e a definição de um modelo de pesquisa e desenvolvimento da agropecuária para o país caribenho, baseado no do Brasil. Mas, no momento, a prioridade é o desenvolvimento de ações pontuais para controle da PSA. Na ocasião, o diretor destacou a expertise da equipe da Embrapa Suínos e Aves nesse sentido, especialmente a partir de vacinas e protocolos sanitários para evitar que a doença se dissemine no país e nas Américas, inclusive no Brasil onde é considerada erradicada.

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Visita à Embrapa Florestas

Antes de visitar a Sede, na quarta-feira, 24/11, o Ministro e sua equipe estiveram na Embrapa Florestas, onde a conversa foi sobre cooperação em pesquisas com Pinus caribaea, espécie florestal nativa na República Dominicana, introduzida no Brasil e cultivada pelo setor de base florestal para produção de madeira para serraria e resina. Na República Dominicana, essa espécie é utilizada também para proteção ambiental. “Nossa cobertura florestal é de 42%. Nossa missão é trabalhar e aumentar a capacidade florestal para garantir o recurso água, que é de vital importância para o presente e futuro do país”, salientou o Ministro.

O Chefe Geral da Embrapa Florestas, Erich Schaitza, acredita na possibilidade de cooperação. “Temos muito conhecimento em plantios florestais, podemos ajudá-los em vários aspectos tecnológicos. Eles têm materiais selvagens que poderiam ser introduzido e enriquecer a base genética de materiais já usados aqui”.

Se houver interesse empresarial, essa cooperação pode ser feita também com integração e alinhamento aos trabalhos realizados pelo Funpinus, que é um fundo cooperativo que envolve a Embrapa Florestas e empresas florestais que trabalham em conjunto para o melhoramento genético de pínus para uso em serrarias e resinagem.

Além da reunião, o Ministro e sua equipe visitaram o Laboratório de Entomologia Florestal da Unidade, onde conheceram o programa de controle à vespa-da-madeira, principal praga de pínus no Brasl; e um plantio de um híbrido de Pinus caribaea com Pinus elliottii implantado no campo experimental da Unidade há cerca de 30 anos.

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Fonte: Embrapa

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